sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Comércio mundial de carnes: tendências para 2031, nas projeções do estudo OCDE/FAO

Em menos de 10 anos – isto é, no início da próxima década, 2031 – as carnes transacionadas internacionalmente tendem a alcançar a marca dos 40 milhões de toneladas, volume que deve movimentar em torno de US$122 bilhões. Tais resultados representam aumento de, respectivamente, 35,5% e 37% sobre o que foi registrado em 2011.

Como já ocorre atualmente, a maior participação em volume(40,17%do total) continuará sendo da carne de frango, mas isso representa quase dois pontos percentuais a menos que em 2011 (42,0,6%). De toda forma, as transações com a carne de frango aumentarão perto de 30% em relação a 2011, chegando aos 16 milhões de toneladas.

Quem apresenta índices maiores de expansão – tanto em volume quanto em participação – é a carne bovina. Em 2031 pode ultrapassar ligeiramente os 12,5 milhões de toneladas, cerca de 55% a mais do registrado em 2011 (volume pouco superior a 8 milhões de toneladas). Como resultado, a participação da carne bovina no comércio mundial sobe quase quatro pontos percentuais, passando de 27,5% para 31,3%.

 A carne bovina estende seu domínio também à receita, que até 2031 deve aumentar perto de 48%, podendo ultrapassar os US$66 bilhões. Para a carne avícola é previsto aumento de pouco mais de 29%, o que, se confirmado, significará receita próxima de US$27 bilhões. A carne suína não fica muito distante: aumento de 25% e receita em torno dos US$24 bilhões. Considerados outros US$5,5 bilhões da carne ovina tem-se uma participação de 54% para a carne bovina, de 22% para a carne avícola, de 19% para a carne suína e de 5% para a carne ovina.

É interessante observar que, a despeito de ser 35% maior que o de 2011, o volume total que está sendo previsto para 2031 (pouco mais de 40 milhões de toneladas) é praticamente o mesmo do ano passado. Ou seja: pelas projeções da OCDE/FAO o comércio internacional de carnes na década 2021/2031 terá crescimento igual a “zero”. E a redução, neste caso, pode ser ocasionada apenas pela carne suína (queda de 17,1% em relação a 2021), pois o apontado em relação às demais carnes são aumentos de 3,3% para a carne avícola, de 6,3% para a carne ovina e de 13,8% para a carne bovina.

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