domingo, 7 de agosto de 2022

Setor agroindustrial alinha reivindicações para candidatos às eleições deste ano

Um consistente conjunto de reivindicações para o fortalecimento do setor agroindustrial da proteína animal – um dos mais importantes da economia brasileira – foi articulado pelas entidades de representação empresarial de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná tendo como foco, entre outras pautas, a melhoria da infraestrutura. O documento está sendo entregue aos candidatos às eleições deste ano e é firmado pelo Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados (SINDICARNE/SC), Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) e Associação da Indústria da Indústria de Carnes e Derivados (AINCADESC), ao lado das entidades co-irmãs dos outros dois Estados sulinos.

Os temas debatidos foram objeto de consenso em reuniões realizadas em julho passado e  impactam diretamente o desenvolvimento do setor agroindustrial. Envolvem ações privadas e públicas que visam manter e desenvolver as cadeias produtivas, fixar a atividade, gerar emprego e renda e manter o nível de excelência que tornou a atividade reconhecida no Brasil e no mundo.

Ao fundamentar as reivindicações, as entidades realçam que os Estados do Sul respondem por praticamente 70% de toda a produção de aves no Brasil e por 80% da produção de suínos. As propostas apresentadas estão orientadas para a sustentabilidade do setor, priorizando as pessoas, o meio ambiente, a logística, a sanidade, a energia, os insumos (grãos) e acessibilidade telemática.

A produção de aves e suínos no Estado de Santa Catarina responde por mais de 30% do PIB, mais de 67% das exportações, gerando mais de 60.000 postos de trabalho diretos e outros 480.000 indiretos. São abatidos diariamente em Santa Catarina mais de 4 milhões de aves e mais de 30.000 suínos e, apenas o sistema de integração e cooperação desta cadeia de aves e suínos, possui mais de 19.000 famílias fixadas no campo.

As agroindústrias catarinenses investem somente no ano de 2022 uma quantia superior a R$ 5 bilhões, com movimento econômico de ICMS superior a este valor. O Estado é atualmente o 1° produtor e exportador de carne suína e o 2° produtor e exportador de aves. O Brasil é o líder na exportação mundial de aves, mercado no qual Santa Catarina possui papel relevante.

Apesar dessa pujança, o setor sofre com severas adversidades como estiagens prolongadas, vendavais, problemas de conservação de rodovias, preço de grãos e insumos de produção, custo de fretes, dentre outros. Nesse cenário são necessárias melhorias estruturais, caso contrário o setor pode perder seu protagonismo mundial. As entidades enfatizam que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) em municípios com vocação para o agronegócio e a agroindústria é muito mais elevado que aqueles sem a presença dessa atividade econômica.

PAUTAS

As reivindicações focalizam a importância do fomento aos projetos ferroviários e rodoviários para o abastecimento de grãos, linha de crédito para reservação de água da chuva, geração de energia solar e biogás nas propriedades rurais e previsão orçamentária (em lei) para investimento e custeio das entidades estaduais de vigilância e controle sanitário animal e vegetal, considerando os status sanitários alcançados. Outra prioridade selecionada é a ampliação à conectividade no campo, a instalação de rede trifásica de energia e a construção de rede de abastecimento com biogás. As entidades defendem, ainda, a aprovação do projeto de lei (PL 1293/21), que trata do autocontrole na inspeção de produtos de origem animal.

As lideranças empresariais catarinenses que assinam o documento são os presidentes do SINDICARNE (José Antônio Ribas Júnior), da ACAV (Ricardo Castellar de Faria) e da AINCADESC (Irani Pamplona Peters).

Os temas debatidos foram objeto de consenso em reuniões realizadas em julho passado e impactam diretamente o desenvolvimento do setor agroindustrial (Foto: divulgação Aurora Coop).
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