sexta-feira, 1 de julho de 2022

Produção agroindustrial voltou a dar sinal de reação em março, aponta FGV

Indicador calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da instituição subiu 1,8% em relação ao mesmo mês de 2021

Após uma sequência de oito variações interanuais negativas, iniciada em julho de 2021, o Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) encerrou março com alta de 1,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, garantida por um avanço de 3,8% no grupo formado por alimentos e bebidas – na área de produtos não alimentícios ainda houve queda, embora marginal (0,2%). Ante fevereiro, o PIMAgro subiu 0,7%, o quinto incremento seguido em comparações de um mês com o imediatamente anterior.

O FGV Agro realça que, mesmo com os resultados positivos recentes, o indicador não recuperou todas as perdas anteriores e permanece 1,1% abaixo do patamar observado antes do início da pandemia, em fevereiro de 2020. O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV.

O centro também observa que, apesar da recuperação de março, o indicador fechou o primeiro trimestre com queda de 1,4% em relação a igual intervalo de 2021 e que o cenário continua complicado. “O setor agroindustrial, assim como a indústria em geral, ainda tem dificuldades para encontrar matérias-primas e sofre com a alta dos custos; a inflação continua corroendo o poder de compra da população; o mercado de trabalho ainda se encontra desaquecido, já que lida com uma maior proporção de empregos informais e queda da renda, apesar da relativa melhora da taxa de desocupação; e o crédito se mantém caro por conta das elevadas taxas de juros”, diz.

O avanço do grupo de produtos alimentícios e bebidas, de 3,8% em relação a março de 2021, foi puxado pela alta de 12% das bebidas (20%). Nos alimentos, o aumento foi de 1,5%, determinado pela elevação de 2,7% nos produtos de origem animal. Na área de produtos não-alimentícios, pesaram para a queda de 0,2% os recuos de biocombustíveis (38,6%) e têxteis (9%), mas limitaram o tombo os avanços de insumos (20,5%) e fumo (17,9%).

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

Notícias Relacionadas

Revista AviSite

NOSSOS PARCEIROS

Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Últimas Notícias



Busca por palavra chave ou data

Selecione a Data

Busca por palavra chave ou data

POR DATA:
OvoSite
PecSite
SuiSite

Revista AviSite

CONFIRA OS DESTAQUES DA NOSSA ULTIMA EDIÇÃO

destaque-06

FACTA WPSA-Brasil 2022

Temas como sustentabilidade, gestão de pessoas para melhorar o desempenho das aves, otimização de custo e seu impacto fizeram parte da agenda do evento. Página 84.

destaque-02

A evolução da seleção genética de frangos de corte

O melhoramento genético de frangos de corte teve início no fim da primeira metade do século passado, por meio de um processo de seleção simples, sem muita tecnologia. Página 44.

destaque-04

Sistema de Gestão e Mobilidade à frente da Agroindústria 4.0

Com a evolução e mobilidade dos dados, o cliente hoje pode estar em qualquer lugar e ter acesso às informações que estão sendo geradas para ele, uma vez que todas as pontas do processo possuem tecnologia em dispositivos móveis. Página 26.

destaque-05

Ferraz Parts: surge uma nova forma de produção de matrizes e capas de rolos para peletizadoras

Um novo setor, a mesma filosofia que consagrou a Ferraz Máquinas como a maior fabricante de equipamentos para rações animais do Brasil. Página 24.

destaque-07

Simpósio OvoSite aborda inovações na produção de ovos

O Simpósio OvoSite irá levantar as tendências para a comercialização no mercado interno e nas exportações para o setor. Página 88.

frango (93)

Com crescimento nas exportações de carne de frango, Brasil se mantém como maior exportador da proteína

Apenas em 2021 foram embarcadas 4,610 milhões de toneladas representando um montante de US$ 7,6 bilhões (FOB).  Página 30.

destaque-03

Melhoramento Genético Holístico

A produção de carne deve aumentar em 44 milhões de toneladas métricas até 2030, com 52% desse aumento representado pela avicultura. Página 50.

destaque-01

Entrevista: Ariel Mendes

Se falarmos em avicultura o nome de Ariel Mendes sempre estará em pauta, afinal, são mais de 40 anos dedicados ao setor, seja transmitindo conhecimento por meio de aulas ou à frente das principais entidades avícolas do país. Página 38.