domingo, 29 de maio de 2022

Preço do frango e do porco tende a subir por falta de chuvas no Sul

Considerada a pior seca em 17 anos, em alguns estados, o fenômeno está prejudicando as colheitas de milho e soja

São Paulo – A onda de calor no sul do país pode levar economistas a rever as projeções de inflação para este ano. Considerada a pior seca em 17 anos, em alguns estados o fenômeno está prejudicando as colheitas de milho e soja, usados entre outras finalidades na alimentação de aves e suínos. Os problemas na safra de grãos podem impactar o frango, o ovo e o porco, e pressionar os índices de preços dos alimentos. Os alimentos acumulam alta de 7,94% em 12 meses até dezembro, segundo o IBGE, sendo considerado o grupo de maior impacto para o IPCA do mês passado. As chuvas intensas em outros pontos do país já entraram no radar dos economistas também.

De acordo com o economista André Braz, coordenador de índices de preços do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), os fenômenos climáticos extremos, como a seca no Sul e o excesso de chuvas no Sudeste, e seus impactos sobre os preços da comida podem ser mais um fator de risco para inflação deste ano. Para 2022, o mercado projeta uma inflação de 5%, considerando uma alta dos alimentos de somente 4%, o que pode não se confirmar por conta dos efeitos do clima.

No ano passado, em 12 meses, o grupo de aves e ovos registrou alta de 23,55%. Já o frango inteiro subiu 19,89% e o frango em pedaços 29,85%, enquanto a carne de porco registrou redução de 4,65% no preço.

Segundo Braz, a prévia do Índice de Preços ao Produtor Amplo, da FGV, — que registra variações de preços de produtos agropecuários e industriais —, já captou a pressão sobre soja, milho e farelo de soja. Os grãos registravam uma tendência de alta nos preços até dezembro, o que já se acelerou em janeiro.

“O fenômeno “La Niña” pode trazer um desafio a mais para a inflação. A autoridade monetária pode elevar juros para tentar conter a alta de preços, mas não vai controlar o choque de oferta (redução da quantidade de produto disponível no mercado). Os preços mais altos ainda não chegaram na proteína animal, mas o aumento dos custos ao produtor vai acabar sendo repassado para cadeia produtiva. Esses são grãos e culturas de ciclo longo, mesmo que não tenha uma quebra de safra, a expectativa de redução na produção já vai impactar”, explica o economista.

O preço dessas carnes — que no ano passado foram alternativa para muitos brasileiros que fugiam da disparada do custo da carne bovina — deve começar ficar mais caro nos próximos meses devido aos prejuízos nas plantações de milho, soja e farelo de soja. O milho é a principal matéria-prima das rações para aves e suínos e representa 80% do custo do animal.

IG – Redação

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