Planejamento e Local da Produção -Viabilidade Econômica do Projeto

INTRODUÇÃO
Antes de iniciar uma criação de frangos, deve-se planejar o “sistema” de produção a ser adotado, o “programa” de utilização da granja (intervalo entre lotes em dias), a localização e construção da granja, taxas de lotação ou densidade e conforme a escolha definir os equipamentos a serem utilizados e finalmente a viabilidade econômica do projeto.

SISTEMA DE PRODUÇÃO DE FRANGOS DE CORTE

Existem dois sistemas:
O primeiro deles é o periódico – em que as aves são alojadas periodicamente, ou seja, entrada dos lotes semanais, quinzenais ou mensais. O investimento nesse sistema é menor e como o preço de venda dos frangos tem oscilado frequentemente o risco de perdas econômicas é menor. Porém a experiência tem mostrado que o risco de aparecimento de doenças é diretamente proporcional ao número de lotes de idades diferentes que se tenha na granja.
O segundo, mais utilizado é o sistema “All in – All out”, tudo dentro e tudo fora. Neste sistema, adquirem-se os pintos de acordo com a capacidade total da granja (galpões) que são criados e vendidos todos no final do ciclo de produção. As vantagens desse sistema são: maior facilidade de manejo e maior facilidade e efetividade no controle de doenças. Permite uma melhor e mais eficiente desinfeção, bem como permite a realização de um vazio biológico (intervalo entre lotes) dentro dos padrões (7 a 15 dias).

PROGRAMA DE UTILIZAÇÃO DA GRANJA
O número de lotes de frangos criados anualmente está diretamente relacionado a idade de abate e com o intervalo entre lotes, que permite o planejamento financeiro para viabilização econômica do empreendimento. É o que mostra o quadro a seguir:

LOCALIZAÇÃO DA GRANJA
A escolha do local de instalação da granja é um fator de grande importância, visto que irá influenciar diretamente sobre o lucro das empresas. Os fatores técnicos e econômicos que determinarão a escolha do local são: condições climáticas e topográficas, tipo de solo, água, energia elétrica, vias de acesso, proximidade de fornecedores de pintos e insumos, abatedouros, mercado consumidor e capital disponível.

CONSTRUÇÃO DA GRANJA
Os galpões devem ser construídos em solos de estrutura arenosa, para permitir uma rápida drenagem. Em locais de terrenos arenosos a topografia pode ser plana. Mas, em terrenos argilosos, de difícil drenagem, a topografia deve ser ligeiramente inclinada, para permitir um rápido escoamento das águas das chuvas. Os terrenos montanhosos devem ser evitados, pois haverá um custo adicional na construção, devido ao custo da terraplanagem. O clima ideal deve se aproximar, tanto quanto possível, do seco e temperado, com pequenas variações de temperatura e não sujeito a ventos frios e fortes. As baixadas devem ser evitadas pois no inverno, o frio poderá ser muito intenso. Aliado à umidade, fornece um, clima inteiramente desfavorável às aves.
A orientação da construção deve ser no sentido leste-oeste, a fim de evitar que nos meses de verão os raios solares incidam diretamente sobre as aves. No inverno, quando o sol tem sua trajetória alterada, haverá uma pequena incidência de insolação dentro do galão, porém, nestes período não é prejudicial. A distância entre galpões deve ser levada em consideração , uma vez que esta tem como objetivo manter as aves de diferentes idades isoladas (quando criadas no sistema periódico), que diminui a possibilidade de disseminação de doenças. Tecnicamente, as distâncias entre os galpões de aves de idades diferentes deve ser a maior possível. No entanto, consideram-se como mínimas

>>De outros grupos de aves ————————————– 1000 metros
>>Idades diferentes dentro de uma mesma granja ——- 200 metros
>>Mesma idade ——————————————————- 20 metros

Não basta simplesmente, que a granja seja isolada de outras. É necessário que se controle ao máximo o trânsito dos principais vetores de doenças, tais como: Homem, veículos, implementos, animais domésticos e silvestres entre os galpões ou granjas.

CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS PARA OS GALPÕES DE FRANGOS DE CORTE

Os galpões com oito e dez metros de largura são adequados para aviários abertos e localizados em climas temperados e o ambiente interno é altamente influenciado pelas condições externas. A distribuição dos equipamentos é mais difícil no primeiro e mais fácil no segundo. No galpão de doze metros a influência das condições externas são menores no ambiente interno e é bastante eficiente quando o ambiente interno é controlado e a distribuição dos equipamentos é facilitada.
Os galpões de catorze, dezesseis e mais de dezesseis metros de largura requerem especial atenção quanto a sua estrutura e são adequados para ambientes internos controlados (temperatura, umidade relativa do ar e fluxo de ar), e um ponto importante nesses tipos de galpões é a altura do pé direito (mais baixo) pois a massa do ar interno é menor e há melhor controle ambiental. Outro ponto a ser considerado, é a cobertura do galpão, que nas instalações avícolas brasileiras, as mais utilizadas são as de fibra cimento,telhas de barro e alumínio. Cada tipo de cobertura possui sua vantagem e desvantagem em termos de resposta térmica, operacionalidade construtiva, manejo e custo. A adoção de uma delas deve ser aquela que possibilite um efetivo conforto térmico para as aves.
Lotação ou densidade: A taxa de lotação representa o número de aves criados por metro quadrado. Podemos adotar como regra geral para galpões de oito a dez metros de largura a lotação de 12 aves/m2. Para galpões acima de 12 metros de largura, 14 aves/m2 e para aqueles com largura acima de doze metros de largura com ambiente controlado, até 18 aves/m2.
Em todas as situações, é muito importante a disponibilidade de equipamentos, em função da densidade ou taxa de lotação. Cabe aqui ressaltar que a lotação excessiva aumenta a competição nos comedouros e bebedouros. A cama emplasta com mais facilidade, aumenta a geração de calor, a concentração de gás carbônico e de amônia. Tudo isso acabará determinando redução no consumo de ração e da taxa de crescimento, piorando a conversão alimentar, aumentando a mortalidade, a condenação de carcaças no abatedouro. Além de possibilitar o aparecimento de canibalismo durante a criação, propicia um aumento da porcentagem de frangos com empenamento deficiente.
Equipamentos: Para completarmos a estruturação dos detalhes de construção para verificação da viabilidade econômica do projeto, devemos considerar os seguintes equipamentos que serão comentados posteriormente quando fizermos considerações sobre manejo. Cortinas, círculos de proteção, bebedouros, comedouros, fontes de aquecimento, iluminação, aspersores, ventiladores.

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A Ferraz é uma empresa familiar 100% nacional e que iniciou suas atividades no ano de 1970. Em seguida, começaram a fabricar pequenas fábricas de rações farelada para granjas de aves de postura e também suínos. Atualmente, fornecem plantas completas tanto para produção de rações fareladas, extrusadas de 400 Kg a 16 toneladas por hora, peletizadas de 400 Kg a 30 toneladas por hora.

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Ricardo Santin, afirma: “Produção nacional de carne de frango pode alcançar entre 14,100 e 14,300 milhões de toneladas neste ano, elevação de 3,5% em relação a 2020. No recorte das exportações, a ampliação do volume embarcado é ainda mais evidente: até 10%. Consumo per capita será de 46 quilos de carne de frango”.

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QIMA/WQS foi fundada em 1993, oferecendo soluções para a indústria de alimentos do campo à mesa por meio de certificações reconhecidas pela GFSI (BRCGS, GLOBALG.AP, SQF, IFS), segurança de alimentos, auditorias éticas, selos de qualidade, inspeções, treinamento e gestão da cadeia de fornecimento. Atualmente com sede em Charlotte, Carolina do Norte, com filiais no Brasil e México, fornecem serviços em todo o mundo.

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A Pluma Agroavícola sempre se destacou no mercado pela evolução e crescimento acima da média. Hoje, com 22 anos de fundação, a empresa atua em oito estados do Brasil, sendo Paraná (com sua sede em Cascavel), Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pernambuco e Distrito Federal. Em 1999, quando a empresa foi fundada, eram apenas cinco funcionários; hoje, são mais de 2.300 colaboradores.

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Duas datas muito importantes foram comemoradas nos meses de setembro e outubro ambas com forte relação com os segmentos de avicultura e suinocultura: O Dia Internacional da Conscientização sobre a Perda e o Desperdício de Alimentos (29/09) e o Dia Mundial da Alimentação (16/10) o qual faz alusão também a data de criação da Organização da Nações Unidas para alimentação e agricultura (FAO). Os setores avícola e suinícola conferem grande contribuição aos temas e trazem grandes benefícios a bem-estar população global e do planeta.

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Sob a liderança da Ministra Tereza Cristina, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tem trabalhado comprometido com a agenda de abertura, manutenção e ampliação de mercados para os produtos do agronegócio brasileiro. Como resultado abrimos desde janeiro de 2019 até o presente momento, 178 mercados para diferentes tipos de produtos.

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Alberto Back e Vânia Bernardes, do MercoLab Laboratórios LTDA, Cascavel PR publicam artigo na edição de dezembro da Revista do AviSite, em que afirmam que grande desafio atual é o controle das salmonelas paratíficas, que representam os outros quase 300 sorotipos que podem infectar as aves, além da Gallinarum e Pullorum. “
“Controle das salmonelas paratíficas exige conhecimento, ação integrada na cadeia, monitoramento, uso de produtos anti-salmonela (ácidos, probióticos, prebióticos, extratos vegetais…), uso de vacinas, cuidados de ambiência, manejo e biosseguridade”, afirmam.

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Quem se dedicou à tarefa de analisar os balanços das duas principais empresas do setor no segundo trimestre de 2021 deve ter notado que, embora fortes concorrentes entre si, ambas apresentaram pelo menos um argumento em comum para justificar os fracos resultados do período: o encarecimento do custo de produção naquele que, provavelmente, é o momento mais difícil e desafiante da economia e do consumidor brasileiro. Página 62.

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