Mercado

Altas do frango vivo prosseguem; em São Paulo, preço atinge recorde histórico; em Minas não está muito distante do recorde.

O mercado do frango vivo continua surpreendendo. Pois ontem (19), pela segunda vez na semana e sexta no mês, o produto disponibilizado no interior paulista foi beneficiado com novo reajuste de cinco centavos. Assim, alcançou a marca, inédita, de R$3,30/kg, o que significa que em apenas 11 dias de negócios (de 7 de março para cá) obteve valorização de 10%. Tão inédito quanto o valor registrado (o recorde anterior, R$3,25/kg, vigorou, primeiro, entre os dias 11 e 25 de agosto de 2016; e, pela segunda vez, entre 13 de setembro e 17 de outubro do ano passado) vem sendo o comportamento de mercado nesta época do ano. Ou seja: esta é uma das raras vezes (se é que houve outro desempenho similar) em que as altas ocorrem em pleno período de Quaresma. De toda forma, suíno vivo e boi em pé, embora em menor escala, também vêm se valorizando; portanto, o comportamento atípico não é exclusividade do frango. No movimento de ontem, Minas Gerais não foi exceção: também obteve novo reajuste de cinco centavos (o quinto do mês de março) e, com isso, o frango vivo local foi negociado por R$3,35/kg, 8% a mais que há 30 dias. Não é o recorde, mas o frango mineiro não está muito longe dele: o maior valor, R$3,45/kg, foi registrado há cerca de dois anos e meio, entre os dias 10 e 18 de agosto de 2016. Como o mercado permanece extremamente demandado e a esta altura tudo é possível, nada impede que o mesmo valor volte a ser alcançado e até superado ainda no decorrer de março corrente. A despeito da valorização significativa em relação a 2017 e 2018 (tabela abaixo), observa-se que o ganho em relação a 2016 gira em torno de 5% ao ano. É provável que esse índice tivesse sido efetivamente registrado nos anos passado e retrasado não fosse terem sido deflagradas – nos dois exercícios e nesta mesma ocasião – as fases I e II da Operação Carne Fraca. Ou seja: o que se observa, no momento, é apenas o retorno à normalidade. O que não vai impedir que, logo mais, o frango seja taxado de “vilão da inflação de março”.

(AviSite) (Redação)



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