Exportação

Carne salgada foi a que apresentou melhor desempenho na exportação do 1º bimestre

A carne de frango salgada, pivô dos maiores problemas enfrentados pelos exportadores de carne de frango em 2018, fechou o primeiro bimestre de 2019 com os melhores resultados do período, mas com um desempenho contraditório comparativamente aos outros três itens exportados pelo setor. No bimestre, foi o único item a registrar aumento no volume embarcado. E não foi pouco: 27% de incremento em relação ao mesmo bimestre de 2018. Enquanto isso os embarques de frango inteiro recuaram quase 10%, os de cortes mais de 6% e os de industrializados de frango perto de 19,5%. Já no tocante ao preço médio, a carne salgada foi a única a registrar variação negativa de preço em relação a janeiro-fevereiro do ano passado. A queda foi pequena, é verdade (-0,06%). Mas ainda assim a variação foi negativa e oposta à do frango inteiro, cujo preço médio aumentou quase 1%, à dos cortes (+3,23%) e à dos industrializados (+12,1%). Graças ao volume significativamente maior, a carne salgada neutralizou totalmente a queda no preço médio. Assim, acabou sendo também a única a registrar evolução positiva na receita cambial: +27,29%. Mas como seu volume é pouco representativo (3,19% do total exportado), não impediu que a receita global do bimestre fosse fechada com queda próxima de 4%. Embora já dito em outra ocasião, não custa repetir que a queda de receita (-3,79%) foi bastante inferior à queda no volume (-6,92%). E isso se deve ao aumento de preço do produto que, na média, apresentou incremento de 3,36%. Apesar do pequeno recuo da carne de frango salgada.

(AviSite) (Redação)



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