domingo, 29 de maio de 2022

Nesta década, demanda por carne avícola na União Europeia deve desacelerar

Consumo continua crescendo. Evolui, porém, em índices menores que os registrados entre 2011 e 2021.

De acordo com o último relatório da Comissão Europeia, a demanda do bloco por carne de aves deve desacelerar na presente década.

Embora o consumo de aves da UE tenha evoluído à razão de 2% ao ano entre 2011 e 2021, os analistas sugerem que haverá um aumento de apenas 0,5% ao ano entre 2021 e 2031, com o consumo per capita crescendo de 23,5 kg em 2021 para 24,8 kg em 2031.

O crescimento será impulsionado por mudanças contínuas nas preferências do consumidor. Há uma imagem mais saudável das aves em comparação com outras carnes (a carne suína deve diminuir 0,9% ano a ano), tem facilidade de preparo e não enfrenta restrições de ordem religiosa no consumo.

Adaptando-se rapidamente às mudanças na demanda, espera-se que a produção de aves da UE continue a aumentar apenas 0,4%, o que é bem mais lento do que os 2,6% registrados na última década.

Exportações de aves da UE

Além disso, a Comissão Europeia não acredita que haverá um grande aumento nas exportações da UE durante a década, após 10 anos de expansão saudável (3,7% por ano) no período 2011-2021.

Os principais produtos exportados serão os menos procurados na UE – asas, pernas e miúdos. Mas com a concorrência acirrada do Brasil, um aumento nas exportações de aves da UE deve ser limitado até 2031.

No entanto, várias oportunidades de exportação são destacadas. O aumento esperado nas importações totais da África Subsaariana, Colômbia e Filipinas, juntamente com o novo mercado do Reino Unido após o Brexit, pode chegar a 178.000 toneladas por ano até 2031.

O relatório sugere um aumento de 1 milhão de toneladas para a África Subsaariana (+ 55%), 440.000 toneladas a mais para a Colômbia (+177%) e 150.000 toneladas para o Reino Unido (+25%).

No tocante à China – que importou mais carne suína e de aves para compensar as perdas internas ocasionadas pela Peste Suína Asiática – é provável que reduza as importações de carne de aves e suínos.

As exportações de aves para a China e a Rússia devem cair 40% e 53%, respectivamente. Como resultado, a UE pode perder participação no comércio global, de 16% em 2021 para 13% em 2031.

Já as importações de aves da UE – destinadas, principalmente, ao abastecimento do foodservice – devem se recuperar e atingir níveis quase pré-Covid-19 até 2026.

Espera-se que os preços se estabilizem em um nível alto, subindo lentamente para €2.000/t até 2031.

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