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Com frango em alta, Pif Paf prevê forte avanço em 2019

Categoria: Empresas

São Paulo, 26/09/2019 |

Empresa mineira deverá faturar R$ 2,4 bi, 26% mais que em 2018

Prestes a fazer as primeiras vendas de carne de frango à China, a Pif Paf Alimentos se programa para um novo ciclo de crescimento. Após atravessar a recessão brasileira e as diversas turbulências da avicultura - forte alta dos preços dos grãos, Operação Carne Fraca e greve de caminhoneiros -, a companhia mineira já se dá ao luxo de prospectar aquisições e retomar o plano de expandir o parque fabril.

“Não dá para aguentar vários momentos de amargura sem um ano de felicidade”, resumiu Luiz Carlos Costa, presidente do conselho de administração da Rio Branco Alimentos S.A. (denominação jurídica da Pif Paf), em entrevista ao Valor.

Ajudada pela recuperação dos preços da carne de frango, a Pif Paf baterá recorde de faturamento este ano. A expectativa do empresário é que as vendas rendam uma receita bruta de R$ 2,4 bilhões. No ano passado, a empresa registrou um faturamento de R$ 1,9 bilhão.

“O mercado melhorou. Teve reação boa de preços”, afirmou Costa. Depois de sofrerem com o excesso de estoques no ano passado - sobretudo em razão do veto europeu à BRF -, as agroindústrias processadoras de frango se ajustaram. Com isso, o preço médio do frango congelado no atacado do Estado de São Paulo - referência para o restante do país - subiu 26% em 2019, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).

Aos preços melhores se soma o início das vendas à China, previsto para outubro. Entusiasmado com a autorização do governo chinês para que o abatedouro de aves de Visconde do Rio Branco, em Minas Gerais (ver mapa), exporte carne de frango, Costa calcula que o ingresso do país asiático na lista de clientes da Pif Paf pode agregar mensalmente R$ 2 milhões ao resultado.

Não é um número qualquer. Em 2018, a empresa registrou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 89,2 milhões, conforme cálculo do Valor Empresas, ferramenta de análise fundamentalista do Valor PRO. Na prática, a China tem potencial para agregar mais de R$ 20 milhões à empresa.

Quando se considera que apenas 9% do faturamento da Pif Paf é gerada na exportação, é possível ter uma dimensão ainda mais clara do benefício chinês - o que ajuda a explicar a alegria externada por Costa.

Mas o otimismo com as exportações não desvia o foco da Pif Paf do Brasil. É no país que o grupo pretende crescer. Um dos objetivos da família Costa é deixar de ser um negócio regional, concentrado nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. No território mineiro reside a maior força da Pif Paf. A marca é a vice-líder em diversas categorias de produtos processados, só atrás da Sadia.

O plano de nacionalizar a empresa é uma intenção já antiga da Pif Paf. Em 2012, a empresa avaliou a possibilidade de fazer uma oferta pelas fábricas que a BRF vendeu para cumprir a determinação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para permitir a criação da empresa, fruto da incorporação da Sadia pela Perdigão. Os planos daquela vez foram frustrados, e a Seara (que até então era da Marfrig) adquiriu os ativos da BRF.

Ao Valor, o presidente do conselho de administração da Pif Paf disse que chegou a avaliar este ano a aquisição de frigoríficos de regiões do país onde a empresa não atua, mas e melhora do cenário para a produção de carnes tirou o interesse dos potenciais vendedores e, é claro, encareceu os ativos.

Atualmente, a companhia mineira tem cinco unidades, sendo dois abatedouros de aves - em Palmeiras de Goiás (GO) e Visconde de Rio Branco (MG) -, um de suínos em Patrocínio (MG), uma fábrica de embutidos em Viçosa (MG) e outra de alimentos congelados localizada em Leopoldina, também em Minas.

Nos planos de longo prazo de Costa está a ampliação da capacidade do abatedouro de Palmeiras de Goiás. O projeto, ainda preliminar, necessita de um investimento de R$ 300 milhões, incluindo a estrutura de agropecuária (incubatórios, granjas).

O projeto se faz necessário porque a Pif Paf está bem próxima de sua capacidade diária de abate, que é de 320 mil frangos e 2,1 mil suínos. Para aproveitar os melhores preços, a empresa investiu em produtividade, abatendo animais mais pesados. Essa estratégia, no entanto, tem limites. A Pif Paf ampliou o peso médio do frango abatido em 40 gramas, afirmou Costa.

Por isso, a necessidade de ampliação. Se tudo correr bem, o investimento em Goiás será feito daqui a três anos. O empresário não descarta, porém, atrair um fundo de investimentos para acelerar a estratégia de crescimento do grupo, Mas não abre mão do controle da Pif Paf. “Está sacramentado na família que não vamos vender”, assegurou Costa.

Aos 59 anos, o empresário trabalha desde os 14 no grupo comprado por seu pai, Avelino Costa. No momento, está interinamente na posição de presidente-executivo, mas em breve deve contar um profissional para assumir sua posição - por razões familiares, o último presidente-executivo deixou a empresa em janeiro. Com tantos projetos de crescimento na cabeça, ele quer seguir apenas à frente do conselho de administração, de onde liderará os rumos estratégicos da Pif Paf.





Fonte: Valor
Autor: Por Luiz Henrique Mendes



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