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Estudo confirma alta do escoamento de grãos pelo Norte

Categoria: Matérias-Primas

São Paulo, SP, 12/09/2019 |


O Brasil deverá suprir 45% do aumento das importações mundiais de soja e milho na próxima década, e quase 60% desse volume adicional sairá do país por portos da região Norte, sinaliza estudo recém-concluído pela consultoria Bain & Company.

No horizonte desenhado pela companhia, as importações globais desses grãos serão, no total, 135 milhões de toneladas maiores em 2028 do que foram em 2018, e o incremento das exportações brasileiras alcançará cerca de 40 milhões de toneladas.

Conforme o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os embarques mundiais de milho atingiram 148,7 milhões de toneladas na safra 2017/18, ao passo que os de soja chegaram a 153 milhões.

No milho, o Brasil colaborou com 25,1 milhões de toneladas (16,9% do total) e foi o segundo maior exportador, atrás dos EUA, enquanto na soja foram 76,2 milhões (49,8%) e o país liderou o ranking, à frente dos americanos.

Se confirmado, o cenário previsto pela Bain & Company para as exportações brasileiras de ambos os grãos nos próximos dez anos não só ampliará essas participações como tornará mais equilibrada a logística de escoamento entre Norte/Nordeste e Sul/Sudeste.

A partir de investimentos bilionários realizados nos últimos anos por grandes multinacionais do agronegócio e empresas prestadoras de serviços, como a Hidrovias do Brasil, a capacidade conjunta de escoamento de grãos dos cinco dos principais portos do Arco Norte é hoje de 40,5 milhões de toneladas.

O maior porto incluído no estudo é Barcarena, no Pará, com capacidade para 16,5 milhões de toneladas, seguido por Itaqui, no Maranhão (13 milhões), Santarém, no Pará (5,5 milhões), Itacoatiara, no Amazonas (3,7 milhões), e Santana, no Amapá (1,8 milhão).

Luis Oliveira, sócio da Bain & Company, lembra que essa capacidade foi subutilizada em 2018. Segundo a consultoria, os embarques de soja e milho nesses cinco portos alcançaram 25,9 milhões de toneladas no ano passado e que, portanto, sem ampliações já é possível elevar o volume em 14,6 milhões de toneladas.

Mas, segundo ele, as perspectivas de crescimento da produção de grãos em Mato Grosso e no Pará, aliadas às melhorias na BR-163, motivarão novos investimentos - a capacidade conjunta dos cinco portos poderá chegar a 53 milhões de toneladas já em 2024 - e o volume adicional a ser escoado pelos cinco portos poderá crescer 10% ao ano e chegar a 23 milhões em 2028, quase o dobro que o total do ano passado.

Nas contas da Bain & Company, no Brasil a produção de soja e milho chegará a 293 milhões de toneladas na safra 2027/28, mais de 80 milhões acima de 2017/18, e em Mato Grosso e Pará o volume crescerá para 96 milhões (91 milhões no primeiro e 6 milhões no segundo). Em 2017/18, foram cerca de 61 milhões de toneladas em Mato Grosso e 3 milhões no Pará.

"Os portos do Arco Norte são competitivos, e das seis microrregiões produtoras de Mato Grosso, o corredor Norte, onde a produção de grãos é crescente, será muito beneficiada pela conclusão da pavimentação da BR-163, prevista para este ano", afirma Oliveira.

"Para se ter uma ideia", diz ele, "em 2013 os portos do Arco Norte escoaram 17% das exportações de Mato Grosso, percentual que subiu para 43% em 2018 e vai continuar crescendo". Mato Grosso é o maior Estado produtor de soja e milho do Brasil.

Conforme o sócio da Bain & Company, da metade de Mato Grosso para cima, com o desenvolvimento da infraestrutura logística dos últimos anos, o frete para o escoamento de grãos já está entre R$ 60 e R$ 110 por tonelada menor pelo Norte do que pelos principais porto do Sul, o que justifica a migração de cargas.

"Trata-se de um equilíbrio bom para o país. Mas é bom destacar que essa tendência de crescimento da produção no norte de Mato Grosso e no Pará deve ser sustentável, com consciência".

Nesse contexto, diz Oliveira, o avanço das exportações de soja e milho pelo eixo Sul deverá ser menor até 2028. Segundo a consultoria, os embarques pelos portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Vitória (ES) deverão somar 80 milhões de toneladas em 2027/28, ante 68 milhões em 2017/18.



Fonte: Valor
Autor: Fernando Lopes



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