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JBS lucrou R$ 2,2 bi no segundo trimestre

Categoria: Empresas

São Paulo, SP, 15/08/2019 |


O ciclo favorável para a produção de carne bovina nos EUA e a recuperação da rentabilidade no Brasil turbinaram o desempenho da JBS no segundo trimestre. Entre abril e junho, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 2,2 bilhões. No mesmo período do ano passado, a empresa havia reportado prejuízo de R$ 911,1 milhões.

Ajudada também pela valorização do dólar, a receita líquida da JBS aumentou 12,5% na comparação anual, totalizando R$ 50,8 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 20,3%, atingindo R$ 5,1 bilhões. Nesse período, a margem Ebitda aumentou em 0,6 ponto percentual, para 10%. A geração de caixa livre quase dobrou, chegando a R$ 3,7 bilhões.

Em entrevista ao Valor, o CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, comemorou os resultados como uma entrega da confiança depositada pelos investidores. Em 2019, as ações da JBS subiram 138%, o que também ajudou a alimentar a avaliação de que o BNDES venderá a participação de 21% que tem na companhia. Questionado, o executivo negou ter sido abordado pelo banco estatal para uma possível oferta subsequente de ações (follow on) que viabilize a saída para a BNDESPar.

Em relação ao resultado, Tomazoni enfatizou a transformação feita desde o segundo trimestre de 2017, logo após a delação dos irmãos Batista. Desde então, a JBS reduziu as despesas anuais com juros em cerca de US$ 400 milhões, disse. O executivo avalia que a empresa tem potencial para reduzir essas despesas em mais US$ 300 milhões ao ano. Nesse processo, a dívida bruta da JBS diminuiu de R$ 61,7 bilhões, em 30 de junho de 2017, para US$ 51 bilhões no fim do segundo trimestre de 2019.

Com isso, o índice de alavancagem (relação entre o Ebitda e a dívida líquida) diminuiu de 4,16 vezes em meados de 2017 para 2,78 vezes no fim do último trimestre. Neste ano, o índice também caiu. Em 31 de março, estava em 3,2 vezes.

De acordo com o vice-presidente de finanças e de relações com investidores da JBS, Guilherme Cavalcanti, o índice de endividamento chegou a um nível "confortável", permitindo que a companhia ingresse em um nova etapa. Em outras palavras, as aquisições estão no radar.

Tomazoni evitou dar detalhes sobre possíveis alvos, mas disse que o foco da JBS são aquisições nas regiões onde já atua devido às economias possibilitadas pelas sinergias entre os ativos a serem comprados e as operações existentes. Como um exemplo, citou a aquisição do abatedouro de suínos de Seberi (RS), realizado recentemente por R$ 235 milhões. "Tinha sinergia com a Seara e estava ligado ao aumento da demanda por carne suína", explicou.

No segundo trimestre, a demanda externa aquecida - com preços melhores, em parte refletindo o surto de peste suína africana na China - beneficiou a Seara, que reúne as operações de frango, suínos e alimentos processados no Brasil. No período, o Ebitda dessa unidade de negócios chegou a R$ 563,4 milhões, incremento de 148% na comparação anual. A margem Ebitda aumentou 5,5 pontos percentuais, para 11,1%.

De acordo com Tomazoni, a tendência para a rentabilidade da Seara é positiva. "É daqui para cima". O resultado da unidade deve ser favorecido pelo bom momento para a produção de carne de frango e suína no Brasil - custos de ração mais baixos e preços mais elevados dos produtos vendidos nos mercados interno e externo - e também em razão dos investimentos da companhia em inovação e marketing.

Afora a Seara, os negócios nos EUA - país onde a empresa reúne a maior parte de suas operações - mais uma vez ajudaram a JBS. O Ebitda da JBS USA Beef, que agrega a operação de carne bovina na América do Norte (EUA e Canadá) e os negócios na Austrália, totalizou R$ 2 bilhões. Trata-se de uma redução de 2% ante o mesmo período de 2018, mas a rentabilidade segue acima da média histórica para esse negócio. No segundo trimestre, a margem Ebitda da área foi de 9,2%.



Fonte: Valor
Autor: Luiz Henrique Mendes



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