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“China sustenta a agricultura do Brasil", diz Charles Tang

Categoria: Mercado Externo

Campinas, SP, 11/06/2019 |


“O setor agrícola sustenta a economia brasileira e a China sustenta a agricultura do Brasil”, lembrou ontem Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, durante evento promovido pela Syngenta em Campinas (SP).

Com a lembrança, Tang quis deixar claro que declarações não amistosas do presidente Jair Bolsonaro a respeito do comércio com a China não podem ameaçar a relação comercial que existe entre os dois países.

“Quando o candidato Bolsonaro falou sobre China em termos não tão positivos, eu disse que quando ele assumisse ia ver que o que conta são interesses nacionais, e não preferências pessoais”, disse. "Temos de lembrar que as economias brasileira e chinesa são complementares e que as economias brasileira e americana são concorrentes”.

Nesse cenário, a relação entre Brasil e China não mudará nem com um acordo comercial entre Washington e Pequim. “As oportunidades Brasil-China são crescentes. Mesmo tendo um acordo - e vai ter, porque é necessário -, ainda existe uma relação. A confiança é como um vaso: depois de quebrar, é difícil colar de novo”, ressaltou.

Nessa lógica, Tang acredita que o Brasil é um país estratégico e parceiro fundamental da China. O país asiático é o principal mercado às exportações brasileiras de soja e de carnes, e um dos principais no caso do algodão. Mas as relações comerciais podem ser aprofundadas.

“O Brasil não se vende, ele é comprado. Num supermercado chinês, você compra vinhos de todo lugar do mundo, menos do Brasil”, observou. Outras áreas que poderiam ser melhor exploradas, avalia, é o comércio de frutas e uma das grandes especialidades do Brasil: café.

“O mercado de frutas chinês tem grande potencial para o Brasil e o consumo de café está aumentando muito na China", lembrou.

A crise de abastecimento de proteínas gerada no gigante asiático pelo surto de peste suína não deverá diminuir a demanda do chinês por carne suína. “A carne suína para o chinês é igual ao feijão preto para o carioca: não pode faltar”, disse. E o Brasil, acredita, deverá ser beneficiado nessa maior demanda pelo produto no mercado internacional.

“O agronegócio brasileiro depende da China. É bom lembrar: quando um negócio é bom, é da China, quando é ruim, é russo”, brincou.



Fonte: Valor
Autor: Kauanna Navarro



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