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Pressão à vista sobre as margens do sojicultor

Categoria: Matérias-Primas

São Paulo, 10/06/2019 |


O produtor que não efetivar logo a venda da soja que colheu nesta safra 2018/19 terá margens mais pressionadas que o desejado neste ano. Estudo elaborado pelo banco holandês Rabobank mostra que, mesmo que as cotações permaneçam em alta na bolsa de Chicago, o que é pouco provável dado o excesso de oferta do grão, o câmbio tende a pressionar os preços em real.

Nesse aspecto, o que mais pesa é o imponderável que cerca o cenário político-econômico. Novidades sobre a tão aguardada Reforma da Previdência e novos tuítes tanto do presidente brasileiro Jair Bolsonaro quanto do seu homólogo americano Donald Trump podem fazer o dólar despencar ou alçar voos.

Na visão de Victor Ikeda, analista do Rabobank, o mais provável é que haja retração do dólar ante o real, refletindo a aprovação da Reforma da Previdência. O último boletim do Banco Central (BC) com estimativas do mercado aponta para dólar em R$ 3,80 ao fim do ano.

Com relação à produção americana, que será prejudicada pelo excesso de chuvas, a dúvida é qual será o tamanho do tombo. A tendência é que não seja grande o suficiente para elevar os patamares de preços para além dos US$ 9 por bushel (27,2 quilos) em Chicago. Como a janela de clima ideal para a semeadura da oleaginosa nos EUA vai até meados de junho, existe uma grande chance de ocorrer uma redução de área plantada menos expressiva que o previsto inicialmente.

"Eu acredito em uma queda de até 2,4 milhões de hectares em relação ao ano passado [36,3 milhões de hectares]", disse Ikeda. A última pesquisa de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apontou para 34,2 milhões de hectares.

E o mercado segue bem abastecido de soja. A perspectiva do USDA é que o ciclo 2018/19 termine com 113 milhões de toneladas de soja no mundo, 14,1% mais que ao fim do ciclo 2017/18. "Considerando na conta uma queda do consumo de soja pela China em decorrência da peste suína, é provável que as cotações em Chicago fiquem entre US$ 8,60 e US$ 8,80 o bushel", afirmou Ikeda.

O estudo do Rabobank calculou também custos de armazenamento da soja. Em Mato Grosso, Estado que responde por 30% da produção brasileira, os custos operacionais estimados para a safra 2018/19 foram de R$ 2.535 por hectare, com produtividade média de 56 sacas por hectare, resultando em custo operacional de R$ 45,30 a saca de 60 quilos, de acordo com informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O custo de armazenagem no Estado do Centro-Oeste, apontou o Rabobank, estão entre R$ 1,50 e R$ 2,00 por saca.

Ao analisar os números levantados, o estudo mostra que a soja precisaria ficar na casa dos R$ 70,50 a saca nos próximos 6 meses para que uma eventual comercialização em novembro tenha resultados melhores para as margens que os obtidos com os atuais patamares de preços balcão da soja em Sorriso (MT).

"O produtor que queira vender no segundo semestre terá de adotar alguma proteção para as volatilidades de mercado", disse Ikeda. Segundo ele, há muito tempo que não compensa manter o produto físico armazenado. "Isso faz sentido na Argentina, que tem uma inflação assustadora e uma variação cambial muito grande", afirmou.



Fonte: Valor
Autor: Kauanna Navarro



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