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Cooperativa paranaense Copacol vai acelerar os abates de frangos

Categoria: Produção

Dubai, 21/02/2019 |


Sócias na Frimesa, central de cooperativas que processa suínos e leite, as cooperativas Lar e Copacol, sediadas no oeste do Paraná, estão em lados opostos quando o assunto são as perspectivas para a economia do país. Enquanto a primeira demonstra reticência com a realização das reformas econômicas, a segunda aposta na retomada do consumo e ampliará a produção.

“Nada é milagroso, mas tudo está mostrando que existe uma expectativa melhor”, afirmou o presidente da Copacol, Valter Pitol, em entrevista durante a feira de alimentos Gulfood, que acontece esta semana em Dubai. Na contramão, o presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, demonstra cautela. “As reformas têm que dar certo, e são muitas para fazer”, disse o dirigente.

Mais otimista, a Copacol vai acelerar os abates de frangos em 2019. De acordo com Pitol, o cooperativa concluiu no ano passado o projeto de ampliação capacidade do abatedouro que possui em sociedade com a Coagro, outra cooperativa, em Ubiratã (PR). Ao todo, foram investidos R$ 330 milhões. O projetou chegou a ser adiado em 2016, quando a forte alta dos preços do milho e a crise econômica derrubaram as margens dos frigoríficos no país.

Pelas projeções de Pitol, a ampliação dos abates, que passarão de cerca de 520 mil frangos por dia para 720 mil até meados de 2020 — neste ano chegarão a 600 mil cabeças —, impulsionará o faturamento da Copacol, que tem sede em Cafelândia (PR) e abatedouros de aves no município de sua sede e em Ubiratã. A expectativa do dirigente é que as vendas da totalizem R$ 4,1 bilhões em 2019, aumento de 8% ante os R$ 3,8 bilhões do ano passado.

Além da melhora do consumo doméstico, Pitol conta com a recuperação das exportações de carne de frango. Nos últimos dois anos, as vendas externas do produto brasileiro recuaram. “A expectativa é que a avicultura tenha um ano bem melhor do que foi o ano passado”, disse. Pitol acredita que a alta do preço em dólar da carne de frango exportada pelo Brasil compensará o impacto negativo da desvalorização do real, movimento previsto no caso da retomada da economia.

Do lado da Lar, cooperativa sediada em Medianeira (PR), a maior receio com a perspectiva econômica talvez tenha relação com a frustração de receita que a cooperativa deverá amargar em 2019. Em razão da quebra da safra de soja no Paraná, a Lar já admite que não atingirá a meta de faturar R$ 6,9 bilhões neste ano. Segundo Rodrigues, é mais provável que o faturamento fique próximo de R$ 6,5 bilhões. No ano passado, as vendas da Lar somaram R$ 6,3 bilhões.

No segmento de carne de frango, a produção da Lar deverá ficar estável, em torno de 520 mil aves por dia. A Lar possui dois abatedouros de frango, em Matelândia e em Cascavel, no Paraná.



Fonte: Valor
Autor: Luiz Henrique Mendes



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