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Colheita ampla e bons preços movem avanço de cooperativas do PR

Categoria: Agronegócios

São Paulo, SP, 23/11/2018 |


A quebra da safra argentina e as disputas comerciais entre Estados Unidos e China garantiram mais um bom ano para as cooperativas agropecuárias do Paraná, segundo maior Estado produtor de grãos do país. Para grupos que se destacam no recebimento de soja e milho dos associados, o crescimento dos faturamentos é estimado entre 10% e 20% em 2018 e as margens estão maiores do que se previa inicialmente, o que prepara o terreno para tornar 2019 também positivo, apesar do aumento dos custos.

A Cocamar, com sede em Maringá, é um bom exemplo dessa tendência. Graças à boa colheita de soja, comercializada a preços considerados elevados durante praticamente o ano todo, a cooperativa, que recebeu 2,5 milhões de toneladas de grãos, projeta fechar este ano com receita de R$ 4,6 bilhões, 17% superior aos R$ 3,9 bilhões de 2017. "Não fossem as reduções das produções de milho de inverno e de trigo, motivadas por fatores climáticos, os números poderiam ser ainda melhores", disse recentemente em um evento Divanir Higino, presidente da Cocamar.

Os bons resultados dão fôlego aos planos de expansão da Cocamar, que já anunciou que pretender atingir um faturamento da ordem de R$ 6 bilhões em 2020, quase duas vezes mais que em 2015 (R$ 3,3 bilhões). No que depender das primeiras estimativas para a produção paranaense de grãos nesta safra 2018/19, que está em fase de plantio, o caminho para a continuidade da expansão está aberto. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita no Estado, puxada por soja e milho, deverá crescer cerca de 7% e superar 37 milhões de toneladas.

A Coopavel, sediada em Cascavel, é outra que está a favor da correnteza. Prevê faturar R$ 2,1 bilhões em 2018, 15% mais que no ano passado, e calcula que suas sobras (lucros) somarão até R$ 30 milhões, que foi o resultado do ano passado. "Houve quebras [de cerca de 10% no milho safrinha e de 20% no trigo], mas os preços compensaram", disse Dilvo Grolli, presidente da cooperativa. Segundo ele, na região de atuação da Coopavel a saca de 60 quilos de soja subiu 23% entre outubro de 2017 e o mês passado, enquanto a de milho aumentou 28,5% e a de trigo, 28%.

Grolli ressalva que as fortes altas de soja e milho tiveram impacto nos negócios de carnes, da cooperativa, que também amargou queda de 10% nas exportações nessa frente, mas que a diversificação garantirá os resultados positivos previstos. Para a safra 2018/19, a expectativa é de margens mais apertadas, com aumento de custos da ordem de 20% para soja e para o milho. "E as vendas antecipadas [de soja] chegaram a apenas 20% até agora", afirmou, quando o normal seria o percentual já ter atingido 25% da perspectiva de produção.

"O agricultor comprou insumos com um dólar mais alto e talvez seja obrigado a vender a produção com a moeda americana em patamar mais baixo", disse Grolli. Até agora, o desenvolvimento das lavouras dos cooperados caminha bem, mas houve chuvas pontuais que atrapalharam a fase final do plantio de soja, o que deverá elevar os custos com tratos culturais afirmou o dirigente. Situação similar à da área de atuação da Integrada, cooperativa com sede em Londrina que também teve um bom ano e deverá faturar R$ 3,1 bilhões em 2018, 15% mais que em 2017.

De acordo com a Ocepar, entidade que representa as cooperativas do Paraná, o faturamento conjunto do segmento chegou a R$ 70,3 bilhões em 2017, quase R$ 1 bilhão a mais que em 2016 e valor 172,5% superior ao registrado em 2008 (R$ 25,8 bilhões). O número se refere à receita total de 221 cooperativas, a maioria esmagadoras com foco em agronegócios, que no ano passado reuniam mais de 1,5 milhão de associados. Se o avanço médio for de 20% em 2018, o faturamento vai superar R$ 84 bilhões.

É no Paraná que o cooperativismo brasileiro está melhor organizado para capturar os benefícios de guinadas do mercado de grãos como a deste ano, inicialmente "condenado" a ter preços mais baixos do que os patamares alcançados. Mas os resultados das cooperativas melhor estruturadas tendem a ser robustos país afora, cenário confirmado pela Comigo, com sede em Rio Verde, Goiás. Na região da Comigo, a soja subiu, em média, 30% neste ano em relação aos níveis de 2017.

"A demanda foi grande diante da quebra da safra argentina e do conflito entre EUA e China", confirmou Antonio Chavaglia, presidente da cooperativa. Em alguns momentos, a saca da oleaginosa chegou a ser negociada por R$ 70 e a de milho, a R$ 33. O dirigente preferiu não adiantar o faturamento e as sobras esperadas pela Comigo em 2018, mas também reclamou do aumento de custos nesta safra 2018/19 - que, em seus cálculos, chega a 20% e poderá reduzir as margens dos associados e da própria cooperativa. A depender do desenvolvimento da safra, das disputas comerciais globais e do dólar, contudo, essa alta poderá ser compensada, ao menos em parte.

Outro fator que poderá complicar a vida das cooperativas em 2019 é a tabela de fretes mínimos rodoviários. Para os produtores os custos de transporte subiram entre 10% e 15% a depender da rota e da carga a ser transportada. No dia 9 deste mês, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estabeleceu multas de até R$ 10 mil para quem não cumprir a tabela. Mas executivos do segmento, inclusive das próprias cooperativas, têm esperança de que a tabela seja revogada ou sofra alterações no próximo governo. A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) é uma das 75 entidades signatárias de uma carta aberta enviada ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) pedindo o fim do tabelamento dos fretes no país.



Fonte: Valor
Autor: Kauanna Navarro e Fernanda Pressinott



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