Revista do Avisite
Revista do Ovo
Encartes Especiais
Notícias
Clippings
Informativo Semanal
Informativo Diário
AviGuia
AviSite
OvoSite
Links
Trabalhos Técnicos
Vídeos
Agenda
Cobertura
Legislação
Banco de Currículos
Relatórios
Busca Avançada
Contato
Publicidades
Patrocinadores
Assine já
Terça-feira, 18/12/2018
Siga-nos:
Classificados
CLIPPINGS
Globalmente, pescados batem carnes nas exportações

Categoria: Exportação

Genebra, Suíça, 11/10/2018 |


As exportações globais de pescados, que já rendem tanto quanto a soma das vendas externas de carnes bovina, de frango e suína, tendem a continuar em ascensão em meio à crescente demanda por atum, salmão e outras espécies.

Em apresentação na Organização Mundial do Comércio (OMC), Márcio Castro de Souza, especialista sênior da área de pesca da FAO, a agência da ONU para agricultura e alimentação, despertou atenção ao fazer a constatação. Em 2017, as exportações de pescado alcançaram US$ 122,3 bilhões, ante os US$ 50,5 bilhões da carne bovina, os US$ 40,2 bilhões da carne suína e os US$ 30,3 bilhões da carne de frango.

Uma das razões para a folgada liderança dos pescados é a variedade de espécies. Mesmo países que mais exportam em algum momento também importam variedades que não dispõem.

Com o crescimento populacional, os pescados conseguem fazer face à demanda em expansão por proteína animal, acrescentou Márcio Castro de Souza.

O aumento anual global do consumo de pescado tem sido duas vezes maior que o crescimento demográfico, segundo a FAO. O consumo passou de 9 quilos por pessoa, em 1961, para 20,5 quilos no ano passado.

Na América Latina, o consumo por habitante é de 9,8 quilos por habitante/ano, ante 22,5 quilos na Europa e 24 quilos na Ásia.

A maioria da oferta de pescado para consumo humano já vem da aquicultura, com 54% do total, e essa escalada deverá continuar. Até 2025, a expectativa é que a produção de pescado cresça para 196 milhões de toneladas, ante 171 milhões de toneladas em 2016.

Aproximadamente 85% da produção virá dos países em desenvolvimento. Mas há diferenças. Vários emergentes enfrentam diversos entraves para elevar suas vendas, como infraestrutura e distribuição deficientes.

No caso do Brasil, que tem um enorme litoral e boa quantidade de espécies comerciais, um dos problemas é a carência de cadeia de frigoríficos adequada para a conservação do pescado. Segundo especialistas, outro é a tributação. A ração para peixe paga mais taxas do que os produtos voltados a frangos ou gado, o que inibe o avanço da aquicultura.

Globalmente, a China lidera as exportações mundiais de pescado, com vendas de US$ 20,1 bilhões em 2016 e 14,1% da fatia do mercado internacional de pescado naquele ano. Em seguida vêm Noruega, com US$ 10,7 bilhões (7,6%), Vietnã, com US$ 7,4 bilhões (5,1%), Tailândia, com US$ 5,89 bilhões (4,1%), e EUA, com US$ 5,81 bilhões (4,1%).

Entre os desafios do segmento pesqueiro global, Márcio Castro de Souza aponta a crescente pressão para os produtores e exportadores provarem que seus produtos não são resultado de pesca ilegal. Outro obstáculo são as fraudes, já que muitas vezes espécies mais baratas são vendidas no mercado internacional com o rótulo de uma variedade mais cara.

No Brasil, por exemplo, nas festas natalinas o peixe Polaca, do Alasca, é vendido como peixe salgado tipo bacalhau, com preço até 600% mais caro que seu valor real, segundo fonte do setor.

Como produto perecível, o pescado é especialmente sensível a barreiras técnicas. Por isso, exportadores europeus monitoram as negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia para saber se seus carregamentos vão ter de parar nas fronteiras e correr risco de apodrecer.



Fonte: Valor Econômico
Autor: Assis Moreira



Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!




ÚLTIMOS CLIPPINGS













CLIPPINGS MAIS LIDOS
5 dias
30 dias
NOSSOS PARCEIROS
REVISTA ONLINE
Receba as melhores informações sobre avicultura por e-mail.
Nome:
E-mail: