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Gestão de estoques se torna prioridade de Pedro Parente na BRF

Categoria: Empresas

São Paulo, 20/09/2018 |


Desovar peito de frango no mercado doméstico, ampliar e melhorar a gestão dos estoques de milho e buscar um equilíbrio mais eficiente entre a oferta e a demanda por seus produtos estão entre as prioridades operacionais do CEO da BRF, Pedro Parente, para tentar recolocar a empresa nos trilhos do crescimento.

Em palestra na manhã de ontem durante evento da consultoria INTL FCStone em São Paulo, o executivo reconheceu que o embargo da União Europeia a plantas da companhia, em vigor desde abril na esteira da Operação Trapaça, gerou um "enorme problema" para os estoques da BRF.

Deflagrada no início de março deste ano pela Polícia Federal para investigar fraudes na análise da presença da bactéria salmonela em cargas de carne de frango voltadas à exportação, a Trapaça, terceira fase da Operação Carne Fraca, levou a UE a proibir a entrada no bloco de produtos de 20 unidades brasileiras de carne de frango, 12 das quais da BRF.

"Não há frango sem peito, que [em condições normais] é muito exportado para a UE", disse ele. Sem divulgar números, Parente sinalizou que parte dos produtos acumulados com a barreira europeia já foi vendida no mercado interno, mas sinalizou que o problema está longe de terminar.

"Temos que fazer uma liquidação" [de peito de frango]", afirmou Parente, mas com uma "escolha de mercados" eficiente para tentar preservar a rentabilidade dessas vendas. Segundo o CEO, esse ajuste terá vida longa, já que a BRF trabalha com a perspectiva de que o embargo da UE vai perdurar. "Não é coisa para meses, é coisa para anos", disse. "Já reduzimos os estoques em pelo menos um terço. Até o fim do ano vamos chegar ao nível ideal", projetou.

Embora conjuntural, o caso do peito de frango mais uma vez expõe a urgência da companhia em rever o modelo de negócios implantado sob a batuta de Abilio Diniz, que procurou ajustar a oferta da BRF à demanda minimizando o fato de que, muitas vezes, o consumo de partes mais nobres do frango, por exemplo, não acompanha o ritmo de vendas de cortes mais baratos.

"Temos que responder à demanda ou forçar a oferta? É um pouco das duas coisas", afirmou Pedro Parente. O executivo realçou que esse não é um trabalho fácil porque a cadeia de produção dos carros-chefes da BRF - frango, peru e suínos - é longa e administrá-la é um desafio.

Com mais de 50 unidades produtivas (39 delas no Brasil) e cerca de 100 mil funcionários, a BRF conta com 13 mil produtores integrados de aves e suínos, mais de 30 mil fornecedores e 200 mil clientes espalhados pelo Brasil e outros 140 países - as exportações representam pouco mais de 50% das vendas da companhia.

Nessa equação em que o resultado esperado é o equilíbrio entre oferta e demanda, a BRF também continua analisando uma melhor maneira de administrar seus estoques de milho, fonte de prejuízo em parte da gestão de Pedro Faria, sócio da gestora Tarpon - acionista que apoiou a decisão de tornar Abilio o presidente do conselho da companhia - como CEO.

Parente lembrou que a BRF responde por cerca de 15% do consumo total de milho no Brasil. O grão é matéria-prima vital para a produção de ração para os animais das linhas de produção da BRF, e a ração representa 65% do custo de produção do frango, 62% no caso dos suínos e 60% no do peru.

"Temos que ter segurança no abastecimento. Operar no mercado futuro é uma alternativa, mas temos que garantir o recebimento físico do produto". Segundo o CEO, que também é presidente do conselho da BRF, a companhia vai ampliar a capacidade de seus estoques, mas "não se sabe onde ou quanto".

Uma "discussão estratégica" sobre essa questão está em curso e decisões deverão estar maduras em dois ou três meses. De qualquer forma, afirmou Parente, "o milho pesará nos resultados [da companhia] no próximo ano e meio".

Nesse cenário de redução de estoques de produtos para consumo, aumento dos estoques de milho e ajustes da oferta à demanda, o aumento de custos gerados pelos tabelamento dos fretes rodoviários no Brasil é mais um obstáculo a ser transposto.

"A tabela teve um impacto no custo dos grãos estimado entre 25% e 30%. É um problema muito grande para a indústria como um todo. O preço do frango vai ter que acompanhar esse aumento, e o resultado será inflação".

Para analistas consultados pelo Valor, essas revisões operacionais são tão urgentes quanto o plano de venda de ativos anunciado por Parente com o objetivo de levantar R$ 5 bilhões para reequilibrar a situação financeira da BRF, processo que já avançou este ano com o alongamento do perfil do endividamento da empresa, que supera R$ 20 bilhões.

A empresa vem de sucessivos prejuízos líquidos trimestrais. Entre abril e junho, quando a receita líquida somou R$ 8,2 bilhões, as perdas alcançaram R$ 1,6 bilhão.





Fonte: Valor Econômico
Autor: Fernando Lopes



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