Revista do Avisite
Revista do Ovo
Encartes Especiais
Notícias
Clippings
Informativo Semanal
Informativo Diário
AviGuia
AviSite
OvoSite
Links
Trabalhos Técnicos
Vídeos
Agenda
Cobertura
Legislação
Banco de Currículos
Classificados
Relatórios
Busca Avançada
Contato
Publicidades
Patrocinadores
Assine já
Segunda-feira, 15/10/2018
Siga-nos:
CLIPPINGS
Plano de Parente para BRF anima investidor

Categoria: Empresas

São Paulo, SP, 20/07/2018 |


Há 20 dias, o clima entre os investidores era de aflição. Pedro Parente, saudado no mercado como o nome certo para resgatar a BRF, já havia assumido o cargo de CEO global. Mas as ações não esboçavam reação positiva na bolsa. Pelo contrário. Em meio ao temor com um eventual aumento de capital, o que diluiria os acionistas, os papéis da empresa atingiram em 28 de junho o pior nível desde dezembro de 2009.

Aos poucos, no entanto, o clima de apreensão vai ficando para trás. Na quarta-feira, Parente completou um mês como CEO global da BRF. Efetivamente, a virada de humor dos investidores teve início em 29 de junho, exatamente um dia após as ações da companhia baterem o piso deste ano.

Na noite daquela sexta-feira, Parente revelou ao mercado seu plano de emergência para resgatar a BRF. O temido aumento de capital estava descartado. Para recuperar as finanças da companhia brasileira e reduzir seu índice de endividamento, Parente anunciou que a BRF iria se desfazer das operações na Argentina, na Tailândia e na Europa. A venda dos ativos é a face mais importante da estratégia para angariar, ainda neste ano, R$ 5 bilhões.

Desde o anúncio do plano de resgate, o valor de mercado da dona das marcas Sadia e Perdigão aumentou R$ 4,5 bilhões. Ontem, a BRF valia R$ 19 bilhões na bolsa. Desde o dia 29 de junho, as ações da empresa subiram 29,89%, atingindo R$ 23,38. No mesmo período, o Ibovespa registrou valorização de 6,49%.

Apesar disso, os papéis ainda estão longe dos melhores dias, o que pode representar uma oportunidade para os investidores. Quando Parente foi eleito para presidir o conselho de administração da BRF, em 26 de abril, as ações eram negociadas a quase R$ 26. Na prática, os papéis da BRF ainda estão 9,97% abaixo do valor - já depreciado - registrado quando o ex-presidente da Petrobras chegou à empresa para encerrar a 'era' Abilio Diniz.

Para os analistas da corretora do Bradesco, o movimento de valorização da BRF está apenas no início. Em relatório divulgado na terça-feira, o banco atribuiu o rating 'outperform' para as ações da companhia, o equivalente a recomendar a compra dos papéis. O preço-alvo do Bradesco BBI para as ações da BRF no fim de 2019 é R$ 35,00, o que representa um potencial de alta de mais de 50%.

A avaliação dos analistas Leandro Fontanesi, João Pedro Soares e Rafael Sommer, do Bradesco, é que o plano de emergência anunciado pela BRF é factível neste ano. Além disso, os analistas argumentaram que a empresa de alimentos terá o caixa necessário para amortizar as dívidas que vencem até 2022 mesmo se tudo der errado em 2019. Outros ativos, como a controlada turca Banvit, poderiam ser vendidos pela BRF.

Pelas estimativas do Bradesco, a BRF conseguirá obter cerca de R$ 2 bilhões com a venda de suas operações na Europa, na Argentina e na Tailândia. Outros R$ 2 bilhões seriam obtidos com a securitização de recebíveis e a venda de ativos não operacionais (imóveis, florestas e as participações minoritárias na Minerva Foods e na Cofco Meat). Por fim, o Bradesco também calculou que a empresa poderá economizar R$ 1 bilhão com a redução dos estoques, perfazendo os R$ 5 bilhões do plano anunciado.

Embora o relatório do Bradesco enfatize a capacidade de recuperação da BRF, a estimativa de R$ 2 bilhões que o banco prevê que a empresa obterá com a venda dos ativos na Europa, na Tailândia e na Argentina representa uma perda expressiva se comparada ao montante que a BRF investiu para comprar esses ativos. Pelos cálculos do Bradesco BBI, foram US$ 931 milhões (o equivalente a R$ 3,5 bilhões).

A estimativa do Bradesco é também muito inferior à que o BTG Pactual fez no início de julho. Em relatório assinado pelos analistas Thiago Duarte e Vito Ferreira, o BTG avaliou que a BRF poderia obter US$ 935 milhões (o equivalente a R$ 3,5 bilhoes, considerando o dólar a R$ 3,75) com a venda dos ativos na Argentina, na Tailândia e na Europa. O banco também estimou que US$ 133 milhões poderiam ser obtidos pela BRF com a venda dos ativos não operacionais (florestas e ativos imobiliários).

Se de fato vender os ativos pelos R$ 2 bilhões projetados pelo Bradesco - os analistas chegaram a esse valor considerando o múltiplo médios das vendas de ativos feitas por Marfrig e JBS para reduzir dívidas -, a BRF terá perdido R$ 1,5 bilhão, ou 43%, em relação ao investimento inicial. Os ativos na Argentina, na Europa e na Tailândia foram comprados pela BRF ente 2011 e 2016.

Na avaliação do Bradesco, os ativos que a BRF colocou à venda terão compradores. Na Argentina, os ativos fariam sentido para as argentinas Molinos e Paladini e mesmo para a brasileira Marfrig, segundo os três analistas do Bradesco.

Executivos que conhecem o negócio de carnes na Argentina, porém, discordam dessa avaliação. Em meio à crise econômica no país sul-americano, a venda dos ativos poderá se mostrar uma tarefa mais difícil, afirmaram dois executivos do segmento ao Valor.

Além disso, a Marfrig dificilmente fará uma oferta pelo ativos de aves, suínos e alimentos industrializados da BRF na Argentina, segundo fontes próximas. O foco da Marfrig, que está no processo final para a venda da subsidiária americana Keystone, é a produção de carne bovina. Em tese, a Marfrig poderia se interessar apenas pela unidade de produção de hambúrguer bovino da BRF na Argentina.

Para os ativos na Tailândia, onde a BRF produz carne de frango, mais interessados deverão aparecer, avaliou um ex-executivo da companhia. "Com apenas três ligações, é possível vender a operação da Tailândia", acrescentou uma fonte próxima à BRF. Para os analistas do Bradesco, o negócio na Tailândia poderia atrair o interesse da brasileira JBS e da japonesa NH Foods.

No caso dos ativos na Europa, que inclui a produção de alimentos processados na Áustria e na Holanda e estrutura de distribuição, a JBS e a britânica Cranswick poderiam se interessar, conforme a análise da corretora do Bradesco.

Na segunda-feira, a BRF anunciou avanços no plano para a venda dos ativos. A companhia contratou o banco Morgan Stanley para assessorá-la na venda das operações na Europa e na Tailândia. Para vender os ativos na Argentina, contratou os bancos Bradesco BBI e Itaú BBA.





Fonte: Valor
Autor: Luiz Henrique Mendes



Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!




ÚLTIMOS CLIPPINGS













CLIPPINGS MAIS LIDOS
5 dias
30 dias
NOSSOS PARCEIROS
REVISTA ONLINE
Receba as melhores informações sobre avicultura por e-mail.
Nome:
E-mail: