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Para JBS, alta dos preços dos grãos deverá perdurar

Categoria: Matérias-Primas

São Paulo, SP, 16/05/2018 |


"Os custos estruturais aumentaram. Isso já é um fato". Na avaliação do executivo-chefe de operações da JBS, Gilberto Tomazoni, o patamar de preços dos grãos mudou e assim deverá permanecer por um horizonte mais longo. A alta dos preços dos grãos, avaliou Tomazoni, veio para ficar independentemente de oscilações de curto prazo como a quebra da safra de grãos da Argentina e a redução da produção de milho no Brasil na atual safra de inverno.

Em teleconferência com analistas realizada na manhã de ontem, o executivo argumentou que a produção de etanol de milho nos Estados Unidos segue crescendo, o que impulsiona a cotação do cereal. Portanto, é diante desse cenário que a JBS deverá reagir, acrescentou Tomazoni.

No Brasil, o objetivo da JBS é reajustar o preço dos produtos da Seara. "Não tem alternativa. No momento em que você vê uma mudança de patamar dos seus custos, a empresa tem que buscar [aumentar preço]", disse Tomazoni.

Nos mercado dos EUA, a Pilgrim's Pride, - companhia de frango controlada pela JBS - também já incorporou a alta dos grãos em seu planejamento. Na semana passada, a Pilgrim's estimou que deverá ter um custo adicional da ordem de US$ 150 milhões com ração em 2018.

Ainda sobre os preços dos grãos, Tomazoni disse que se as cotações tiverem algum arrefecimento ao longo do ano, ele será modesto - entre 7% a 10% - perante o movimento de valorização deste ano. No acumulado de 2018, a cotação do milho subiu quase 25% em Campinas, no interior paulista, de acordo com o indicador Esalq/BM&FBovespa.

Para aumentar preços, Tomazoni afirmou que a Seara terá uma estratégia composta de dois movimentos. De um lado, buscará reajustar o preço das categorias nas quais a Seara já atua. De outro, tenta enriquecer o "mix" de produção, entrando em categorias de maior valor agregado de maior preço.

Essa estratégia, no entanto, enfrenta desafios. Diante da crise setorial, marcada pela sobreoferta de frango, a Seara não conseguiu fazer o reajuste que pretendia no primeiro trimestre. No período, o preço médios dos produtos processados da Seara aumentou 2%. "Falei que precisava repassar 5%. Está falando um pedaço", afirmou o executivo.

Gilberto Tomazoni também reconheceu que, diante do aumento da oferta de frango no país e da estratégia de aumento de preços implementada pela JBS, a Seara perdeu participação de mercado em categorias de menor valor agregado no primeiro trimestre. Contudo, comemorou o executivo, conseguiu reduzir a diferença de preço da Seara para as marcas da líder - a BRF, dona de Sadia e Perdigão.

Em outra frente para compensar os gastos maiores com grãos, a Seara trabalha na redução de despesas gerais e administrativas (G&A, na sigla em inglês), disse Tomazoni. Nas despesas com vendas, no entanto, o espaço para redução de gastos é mais limitado, admitiu Wesley Batista Filho, que lidera as operações da JBS no Brasil e também participou da teleconferência.



Fonte: Valor
Autor: Luiz Henrique Mendes



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