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Categoria: Empresas

São Paulo, SP, 24/04/2018 |

CEO renuncia e abre caminho para guinada na gestão da BRF



Às vésperas da assembleia de acionistas da BRF, que no dia 26 deverá ratificar os nomes escolhidos pelos principais acionistas da empresa para compor um novo conselho de administração presidido por Pedro Parente, o atual CEO, José Aurélio Drummond Jr., decidiu deixar o cargo e o assento que ocupa no atual colegiado. O diretor financeiro e de relações com investidores da BRF, Lorival Nogueira Luz, acumulará a função de CEO interinamente.

Apresentada ontem, a carta de renúncia de Drummond não chegou a surpreender quem participa ou acompanha a disputa em torno da gestão da empresa. Poucos acreditavam em sua permanência depois que o movimento dos fundos Petros e Previ para afastar Abilio Diniz do comando do conselho prevaleceu, embora os beligerantes tenham sido obrigados a costurar uma convergência para sua confirmação.

Agora, sem a necessidade de avaliar o curto trabalho de Drummond à frente da BRF, a escolha do substituto pelo novo conselho tende a ser mais rápida. Será o primeiro desafio de Pedro Parente como "chairman", e quem o conhece aposta que o presidente da Petrobras aproveitará a situação para construir um consenso real em torno do novo CEO.

A passagem de Drummond pela BRF foi marcada por desentendimentos desde sua eleição pelo conselho, que só se tornou viável graças ao voto de minerva de Abilio. E foi a gota d'água para a ruptura entre as fundações e o empresário, que assumiu a presidência do colegiado com forte apoio da gestora Tarpon, outra acionista de peso na companhia.

Drummond também se desgastou com as fundações e outros acionistas relevantes da BRF ao não abrir mão da vaga no conselho assim que foi indicado como CEO, em novembro passado. Na ocasião, a decisão foi entendida por Petros e Previ como uma forma de sustentar a frágil maioria de Abilio no conselho.

Recentemente, durante as conturbadas negociações entre Abilio e as fundações por uma chapa de consenso para assumir a companhia, o nome de Drummond chegou a aparecer na lista alternativa que Abilio tentou emplacar. Na convergência costurada, o executivo, cujas divergências com Francisco Petros - que tem assento no atual colegiado e foi incluído na chapa da paz pela Petros -, são conhecidas, ficou de fora.

De certa forma, disse uma fonte que acompanha a novela, Drummond atrelou seu futuro ao de Abilio. Para essa fonte, como o empresário se despedirá da BRF na quinta-feira, o CEO apenas antecipou um desfecho inevitável após tantas rusgas. "Agora é reconstruir", afirmou.

Para outro observador, o peso conferido pelo mercado a Pedro Parente na reconstrução da BRF também desagradou a Drummond, que não estaria disposto a seguir o script de coadjuvante de luxo. Quem conhece Parente lembra que ele prefere trabalhar com gente de confiança, mas aposta que, neste caso, a confiança a ser conquistada é a do mercado, e ela só virá com a pacificação.

"Dificilmente ele tentará impor um nome. A decisão será tomada em conjunto com os demais membros do colegiado e, provavelmente, com ajuda externa", disse uma fonte.



Fonte: Valor
Autor: Redação



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