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Falha na compra de grãos azedou clima na BRF

Categoria: Empresas

São Paulo, SP, 13/03/2018 |


Alguns desentendimentos que culminaram na demissão de Pedo Faria da BRF, e que agora colocam em xeque a posição de Abilio Diniz na companhia, tiveram início há mais de dois anos. O clima entre os principais acionistas azedou já no início de 2016, quando avaliou-se que a política de compra de grãos deixou a companhia vulnerável à quebra da safra nacional de milho.

Até então, a BRF se destacava entre os pares. Com uma estrutura de armazenagem e fábricas estrategicamente localizadas nas principais regiões produtoras de milho - Paraná, Mato Grosso e Goiás -, a companhia era ainda mais competitiva que a concorrência quando o preço dos grãos subia. Aos olhos da BRF, mesmo concorrentes como a Seara, que é da JBS, estavam em desvantagem, por serem mais dependentes das fábricas de Santa Catarina, que precisam do milho de outros Estados.

Mas o que se descobriu no primeiro semestre de 2016, quando o milho atingiu máximas históricas no país, é que aquela vantagem da BRF já não existia. Em meio à tentativa de reduzir os gastos com capital de giro, o estoque de milho foi reduzido drasticamente. "Ficou da mão para a boca", resume uma fonte.

Meses antes, no fim de 2015, a administração da BRF pregava cautela, o que acabou por tornar a crise ainda pior. "Os preços já estavam altos e a decisão foi manter o menor nível de estoque de grãos, pois se esperava uma queda de preços. Não se contava com a quebra histórica da safra e da safrinha, que jogaram o preço ainda mais pra cima", lembrou outra fonte próxima à empresa brasileira.

Fontes próxima à Tarpon, gestora na qual Faria é sócio, rebatem o argumento, dizendo que a quebra da safra foi inédita e levou o milho brasileiro a se tornar o mais caro do mundo pela primeira vez na história. Por outro lado, há quem afirme que, ainda que os frigoríficos nacionais tenham de fato ficado menos competitivos que os concorrente de outros países, a BRF não poderia ter sofrido mais do que outros no Brasil.

O fato é que, com a margem na produção de carne de frango negativa como poucas vezes se viu, começava uma série de atritos. O time de operações, então comandado por Hélio Rubens Mendes dos Santos Jr., buscava cortar custos, o que o desgastou com Pedro Faria. Por diversas vezes em 2016, o então CEO da BRF pediu a demissão de Hélio Rubens.

Tentativas de mudar a composição da ração, que poderiam gerar economias de mais de R$ 1 bilhão às custas da utilização de itens nem sempre aceitos em importadores do Oriente Médio e da Europa, foram barradas por Faria, que fazia questão de manter os parâmetros de qualidade na produção.

De certa forma, a postura inflexível do então CEO da BRF em defesa da qualidade agora é encarada por apoiadores e alguns críticos de sua gestão como prova de que o executivo foi preso injustamente na semana passada, sob a acusação de fraudes sanitárias - ele já foi libertado.

"Pedro sempre primou pela qualidade", disse uma fonte, lembrando que os pedidos de demissão de Hélio Rubens partiam da avaliação de que a área de operações era uma "caixa preta" na qual o CEO precisaria intervir - o que foi feito após a Carne Fraca, em março de 2017. Segundo as fontes, Faria sacrificaria resultados de curto prazo pela qualidade.



Fonte: Valor
Autor: Luiz Henrique Mendes



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