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Boi: cotações futuras finalizam a sessão desta 5ª feira com novas quedas na B3

Categoria: Mercado

Campinas, SP, 03/07/2020 |


Os preços futuros para o boi gordo seguem operando com volatilidade nesta quinta-feira (02), na qual encerrou com quedas de 0,30% a 0,79% nos principais contratos negociados na Bolsa Brasileira (B3). O vencimento Julho/20 encerrou a sessão com recuo de 0,60% e cotado a R$ 217,00/@.

O contrato Agosto/20 terminou o dia precificado a R$ 213,10/@ e com uma perda de 0,79%, enquanto, o Outubro/20 teve uma desvalorização de 0,30% e fechou o dia negociado a R$ 213,00/@.

No mercado físico, os participantes do aplicativo da AgroBrazil informaram negócios em Palmeira D’Oeste/SP para o boi comum de R$ 220,00/@, à vista com data para o abate em 14 de julho. Já o animal com padrão exportação foi comercializado em Bauru/SP por R$ 225,00/@, à vista com data para o abate em 07 de julho.

Em seu boletim diário, a Radar Investimentos reportou que a disputa por boiadas prontas segue firme no mercado físico paulista. Com isto, a escalada de preços é freqüente e os preços de balcão ao redor de R$218-R$220/@, à vista, são comuns.

Segundo as informações do Cepea, o preço médio da arroba da carne bovina negociada no atacado da Grande São Paulo seguiu superior ao do animal para abate, contexto que vem sendo verificado, em termos gerais, desde o encerramento de 2016. “Isso evidencia que o ritmo de alta dos preços do boi está acima do observado para a carcaça, o que, por sua vez, pode estar atrelado ao recente enfraquecimento da demanda brasileira pela carne, diante do menor poder de compra da população”, destacou.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o pesquisador do Cepea, Thiago Bernardino de Carvalho, destacou que as suspensões temporárias da China aos frigoríficos brasileiros é uma medida para evitar novos surtos da doença no País. “Os chineses tem essa precaução de ter uma nova onda de casos por coronavírus e estão tomando todas as medidas para evitar. Porém, a China tem uma dependência muito grande da nossa carne”, destaca.



Fonte: Notícias Agrícolas
Autor: Andressa Simão



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