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Parte do Grupo de Cairns reforça pressão por comércio livre

Categoria: Mercado Externo

Genebra , 18/06/2020 |


Uma divergência sobre concessão de ajuda alimentar atrasou a participação do Brasil em uma declaração de países agrícolas exportadores sobre comércio livre e sem restrições em tempos de covid-19. Uma parte dos membros do Grupo de Cairns, liderado pela Austrália, negociou a declaração, que foi divulgada em reunião realizada ontem no Comitê de Agricultura da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O Brasil não assinou o documento por causa de uma frase que sequer entrou na versão final. É que, durante as negociações, a Austrália insistiu até o último momento por um compromisso de que os países não poderiam conceder ajuda alimentar em espécie, e sim em dinheiro. Ocorre que o Brasil dá essa ajuda em espécie, em situação de emergência, para países pobres, através da Agência Brasileira de Cooperação. Os australianos ficaram irredutíveis a maior parte do tempo. Só na terça-feira propuseram cortar a frase para o Brasil se juntar à declaração. Mas não deu mais tempo para Brasília ser consultada e dar o sinal verde.

A declaração levada ao Comitê de Agricultura tem todas as mensagens que o Brasil apoia. Por isso, o país poderá aderir brevemente ao texto. Os países que assinaram foram Argentina, Austrália, Canadá, Chile, Costa Rica, Indonésia, Malásia, Nova Zelândia, Paraguai, Peru e Uruguai - ou seja, todo o Mercosul, sem o Brasil.

O documento destaca que a agricultura contribui com mais de US$ 3,3 trilhões para a economia global por ano e emprega 27% da força de trabalho mundial, e que o comércio é um componente importante para assegurar alimentos para todos.

A avaliação é de que, na primeira fase da pandemia, o setor agrícola se mostrou resiliente e os mercados internacionais permaneceram relativamente estáveis, apesar da pressão sobre a produção e as cadeias de suprimento, além da rápida mudança no comportamento da demanda.

O grupo de países nota que, nesses tempos difíceis, é vital facilitar o comércio e não colocar a agricultura global e o sistema alimentar em risco com medidas que distorcem comércio ou produção, limitam a oferta e afetam preços. O grupo alerta que, nesse período em que os países respondem aos desafios da pandemia da covid-19, não se pode subestimar os riscos de aumento de subsídios ilegais, estoques subsidiados de alimentos e outras medidas que distorcem o comércio.

No Comitê de Agricultura, vários países questionam Austrália e Nova Zelândia, países liberais que agora subsidiam voos para viabilizar algumas exportações agrícolas. Os EUA, com concessão de bilhões de dólares de subsídios, também são questionados por outros exportadores.

O Comitê examina também uma lista com 15 países que introduziram restrições à exportação alegando que precisam garantir sua própria segurança alimentar



Fonte: Valor Econômico
Autor: Assis Moreira



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