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Milho: compradores e vendedores seguem afastados do mercado no Brasil nesta 5ªfeira

Categoria: Matérias-Primas

Campinas, SP, 22/05/2020 |


Ontem, a quinta-feira (21) chegou ao fim com poucas movimentações para os preços do milho no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações no Oeste da Bahia (1,32% e preço de R$ 38,50), Rio Verde/GO (1,37% e preço de R$ 37,00) e Sorriso/MT (6,35% e preço de R$ 33,50).

Já as desvalorizações apareceram nas praças de Porto de Santos/SP (2,00% e preço de R$ 49,00), Porto Paranaguá/PR (2,08% e preço de R$ 47,00), Amambaí/MS (2,33% e preço de R$ 42,00), Brasília/DF (2,50% e preço de R$ 39,00), Tangará da Serra/MT (2,63% e preço de R$ 37,00) e Campo Novo do Parecis/MT (2,70% e preço de R$ 36,00).

Em seu reporte diário, a Radar Investimentos aponta que o mercado físico do milho ficou de lado praticamente durante toda esta semana. “O comprador está tímido, enquanto o vendedor também está afastado do mercado, o que não abre espaço para variações bruscas de preço. Em Campinas-SP, as referências giram ao redor de R$50-R$51/sc, CIF,30d”.

B3

Já a Bolsa Brasileira (B3) operou, majoritariamente, com quedas durante toda esta quinta-feira (21) para os preços futuros do milho no final. Os principais contratos flutuavam entre 0,62% negativo e 1,95% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 46,46 com queda de 0,62%, o setembro/20 valia R$ 44,65 com perda de 1,95%, o novembro/20 era negociado por R$ 47,70 com desvalorização de 1,65% e o março/21 tinha valor de R$ 48,70 com baixa de 0,75%.

De acordo com a Agrifatto Consultoria, as movimentações cambiais do dólar ante ao real, a indefinição no tamanho da quebra da safra no país e a incerteza sobre a demanda interna são os fatores que fazem a volatilidade crescer para as cotações do cereal na B3.

Mercado Externo

Para a Bolsa de Chicago (CBOT) a quinta-feira (21) foi de leves movimentações para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram flutuações negativas entre 1,00 e 1,75 pontos ao final do dia.

O vencimento julho/20 foi cotado à US$ 3,17 com desvalorização de 1,75 pontos, o setembro/20 valeu US$ 3,23 com queda de 1,25 pontos, o dezembro/20 foi negociado por US$ 3,33 com perda de 1,00 ponto e o março/21 teve valor de US$ 3,45 com baixa de 1,00 ponto.

Esses índices representaram quedas, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 1,25% para o julho/20, de 0,62% para o setembro/20, de 0,30% para o dezembro/20 e de 0,29% para o março/21.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho sofreram um revés modesto na quinta-feira, depois que a fraqueza causada pela soja se espalhou e uma rodada inexpressiva de dados de exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) desencadeou algumas vendas técnicas.

As vendas semanais de milho da última safra foram de 884,2 mil toneladas, sendo a maior parte destinada ao Japão. O mercado esperava algo entre 500 mil e 1 milhão de toneladas e, em todo o ano comercial, as vendas norte-americanas já somam 39.478,4 milhões de toneladas.

O USDA informou também que foram canceladas 29,4 mil toneladas do cereal 2020/21. As projeções variavam entre 200 mil e 400 mil toneladas.



Fonte: Notícias Agrícolas
Autor: Guilherme Dorigatti





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