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Abatedouro da JBS é interditado em SC

Categoria: Saúde Pública

São Paulo, 19/05/2020 |


Auditores fiscais do Trabalho interditaram ontem o abatedouro de aves da Seara, que pertence à JBS, em Ipumirim (SC). A planta deve ficar interditada até que a companhia comprove a adoção de medidas de proteção aos trabalhadores contra a covid-19. A empresa vai recorrer judicialmente da decisão.

No momento, a JBS tem dois frigoríficos interditados - a unidade de Passo Fundo (RS) segue paralisada. Conforme os auditores do trabalho, 86 funcionários da unidade já tiveram diagnóstico confirmado para o novo coronavírus. Mais de 40 desses trabalhadores, porém, estão curados, de acordo com uma fonte próxima à companhia.

“Os casos confirmados na planta industrial representam aproximadamente 14% dos contaminados em toda a Macrorregião Oeste e Serra, e quase 2% de todos os casos do Estado de Santa Catarina”, informaram os auditores do trabalho.

Segundo o procurador Anderson Corrêa da Silva, do Ministério Público do Trabalho (MPT), os auditores determinaram a interdição da fábrica porque a JBS não teria adotado medidas adequadas para a busca ativa de funcionários com sintomas da doença. “Houve pelo menos um caso de um trabalhador que trabalhou efetivamente na linha de produção com teste confirmado para covid-19”, afirmou o procurador do trabalho. Perguntado pela reportagem, Silva não forneceu detalhes sobre a data do exame feito por esse trabalhador e os dias que ele teria ido para o abatedouro da Seara após o resultado.

De acordo com o procurador, a JBS também não teria implementado as medidas de espaçamento adequado em alguns setores da unidade, que estariam sem anteparos entre os funcionários de algumas áreas do abatedouro. A empresa também teria se recusado a reduzir o nível de produção, o que permitiria maior distanciamento entre os funcionários.

Os auditores não tiveram alternativa. A interdição não ocorreu de qualquer jeito. O auditor não chegou botando o pé na porta. Eles ficaram quase uma semana na planta e só interditaram porque não tinha jeito, porque a empresa se nega a negociar”, acrescentou Corrêa da Silva.

O procurador frisou que a decisão é dos auditores fiscais, mas ressaltou que o MPT vem acompanhando o caso de perto. Ele também criticou a postura da JBS de não negociar com o MPT. Outras empresas, como BRF e Aurora, firmaram Termos de Ajuste de Conduta (TAC) com o órgão, estipulando as medidas de proteção.

Embora tenha assinado compromisso com o MPT, a disseminação da covid-19 no oeste catarinense pode fazer com que a BRF seja obrigada a limitar a produção no abatedouro de Concórdia para conter a doença. “Essa ideia está na mesa”, disse o procurador ao Valor. “A BRF já assumiu diversas obrigações conosco. Nós estamos fiscalizando e pensando em outras medidas adicionais”, frisou.

Conforme o último boletim do governo catarinense, Concórdia registra 243 casos de covid-19 e 5 óbitos. A taxa de casos por 100 mil habitantes, que está em 325,55, é considerada elevada. Em Santa Catarina, a incidência é de 66,7 casos por 100 mil. No Brasil, de 114,7 casos.

Procurada, a JBS disse, em nota, que “suas operações seguem os mais elevados padrões de segurança para o setor frigorífico e refuta qualquer orientação em contrário bem como as medidas injustificáveis para suspensão das suas atividades, razão pela qual a empresa irá tomar as medidas judiciais cabíveis para retomada das suas operações em Ipumirim”. Também procurada, a BRF não respondeu.



Fonte: Valor Econômico
Autor: Luiz Henrique Mendes



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