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Ministério interdita complexo da BRF em Goiás

Categoria: Fiscalização

Brasília e São Paulo, 29/04/2020 |


Para confundir a fiscalização do Serviço de Inspeção Federal (SIF) sobre a qualidade da água utilizada na produção de alimentos do complexo industrial de Rio Verde (GO), a BRF escondeu irregularidades e, após uma denúncia sobre essas práticas, o Ministério da Agricultura interditou a unidade. Foi o que disseram fontes do governo ao Valor. Procurado, o ministério não respondeu.

Na prática, disseram as fontes, a fiscalização apurou que a BRF mantinha dois registros sobre a qualidade da água. O registro entregue ao SIF mostrava que a água estaria dentro da padrão exigido pela legislação. Mas os fiscais comprovaram que a companhia mantinha um registro paralelo com os resultados efetivos de seus testes sobre a qualidade da água, que apontavam problemas como a turbidez da água. Exames oficiais na água também mostraram ‘violação microbiológica” para coliformes totais e para a bactéria E. Coli.

Em nota, a companhia informou “que não possui duas planilhas paralelas de controle de qualidade da água, mas, sim, monitoramentos distintos em diferentes etapas do sistema de abastecimento da unidade. A BRF informa que os princípios que guiam a companhia são baseados na integridade, transparência e respeito à legislação. A empresa faz questão de reiterar que cumpre as normas, regulamentos e determinações das autoridades competentes referentes à produção de alimentos e que possui rigorosos processos de segurança de alimentos e controles de qualidade”. A BRF informou, anda, que está tomando todas as medidas e “executando revisões em seu sistema de abastecimento de água com expectativa de retorno, com segurança, às suas atividades normais com a maior brevidade possível”.

Os problemas no sistema de autocontrole evocam práticas que foram detectadas durante a Operação Carne Fraca e que pareciam ter sido sanadas. Na terceira fase da investigação, em março de 2018, a Polícia Federal (PF) revelou, entre outras coisas, que a BRF omitia a prevalência da salmonela em níveis acima do exigido por importadores de frango relevantes, como a União Europeia.

Em reação, o bloco proibiu a empresa de exportar seus produtos e, até hoje o veto não foi revertido. Na ocasião, fontes próximas à BRF argumentaram que as exigências da Europa aos brasileiros tinham o protecionismo como pano de fundo, dada a legislação para salmonela menos restritiva para os produtores do bloco.


No caso de Rio Verde, os problemas de ordem sanitária também podem ter repercussão internacional. O complexo da BRF está habilitado a exportar carnes de frango e suína para a China - o país se tornou o mais importante para as exportações de carnes do Brasil, sobretudo depois que a epidemia de peste suína africana dizimou o plantel de animais do país.

O complexo de Rio Verde também tem papel importante no mercado brasileiro, onde a BRF vende os produtos com as marcas Sadia e Perdigão. Na cidade goiana, a empresa conta com unidades de abates de aves, suínos e de produção de alimentos industrializados, e emprega mais de 6 mil funcionários.

A interdição também ocorre em um momento delicado. Diante da pandemia de covid-19, a indústria redobrou os esforços nos mais diferentes abatedouros para evitar a propagação da doença entre funcionários, e muitos operam abaixo da velocidade de produção usual. Nesse sentido, a parada do complexo de Rio Verde aumenta o desafio.

No momento, não há clareza sobre o prazo para a retomada das operações em Rio Verde. “Não tem previsão de retorno”, disse uma fonte do Ministério da Agricultura.

Durante a tarde de ontem, quando o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, revelou a suspensão das operações em Rio Verde, a BRF chegou a informar, em nota, que “estava fazendo revisões no sistema de abastecimento de água local para retorno às suas atividades normais nos próximos dias”.



Fonte: Valor
Autor: Rafael Walendorff e Luiz Henrique Mendes



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