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UNESP vai implantar centro de biossegurança e doenças infecciosas emergentes

Categoria: Ciência e Tecnologia

Botucatu, SP, 18/03/2020 |


A Unesp costurou no início do mês uma parceria estratégica na área de ciências agrárias com a Kansas State University (KSU), dos Estados Unidos, para a implantação de um centro de biossegurança e doenças infecciosas emergentes no campus de Botucatu.

Acompanhados de docentes da Assessoria de Relações Externas (Arex) e da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), o reitor Sandro Valentini recebeu em seu gabinete pesquisadores da KSU para consolidar a parceria, que conta com o apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e das agências reguladoras em agricultura e vetores dos Estados Unidos.

“É uma necessidade para a Unesp estabelecer parcerias em áreas importantes para a Universidade como as ciências agrárias para aumentar o seu nível de excelência. Além disso, desenvolve a visão de internacionalização estratégica conforme está previsto no nosso plano de internacionalização”, afirma o reitor da Unesp, professor Sandro Valentini.

A parceria estabelece como objetivo, a médio ou longo prazo, a implantação conjunta de um centro de biossegurança e doenças infecciosas emergentes (humanas, animais e agrícolas) no campus de Botucatu. A Kansas State University possui um dos maiores e mais modernos centros de estudos nesta área em todo o mundo, chamado de BRI (Biossecurity Research Center – Centro de Pesquisa em Biossegurança).

Ao longo de uma semana, pesquisadores da KSU e da Unesp participaram de reuniões na Reitoria da Universidade e na sede da Fapesp. Além disso, durante dois dias, a Faculdade de Ciências Agronômicas, no campus de Botucatu, sediou o Workshop Unesp-Kansas State University em Biossegurança e Doenças Infecciosas Emergentes.

“Por meio dessa parceria, poderemos trocar informações, expertise e realizar capacitação e treinamento de pessoal para desenvolvermos pesquisas com biossegurança na Unesp”, afirma o professor Jayme Augusto de Souza-Neto, do Departamento de Bioprocessos e Biotecnologia da FCA. “Futuramente, queremos instalar esse centro de biossegurança em Botucatu, utilizando o que já temos no Laboratório Central Multiusuários (Lacem) para podermos trabalhar em pesquisas com os mais diferentes patógenos”, diz.

O workshop contou com a presença de pesquisadores importantes na área, como o professor Stephen Higgs, atual diretor do BRI e ex-presidente da American Society of Tropical Medicine and Hygiene, e o professor Juergen Richt, diretor do Center of Excellence for Emerging and Zoonotic Animal Diseases (CEEZAD) of Department of Homeland Security of the USA.

Histórico

As tratativas para a consolidação da parceria começaram em maio de 2019, com a visita ao Brasil do professor Peter Dorhout, vice-presidente de Pesquisa da KSU, quando ocorreram as primeiras discussões sobre a criação de um centro de biossegurança junto à Reitoria da Unesp e à Fapesp. Em agosto de 2019, foi a vez do professor Souza-Neto visitar a Kansas State University para conhecer as instalações do BRI.

“O workshop é um marco que representa o início dessa cooperação na área de biossegurança e doenças infecciosas emergentes. Trouxemos alguns dos maiores especialistas do mundo nessa área para definirmos juntos os objetivos específicos do trabalho que podemos fazer conjuntamente”, diz o docente da FCA.

No segundo dia de workshop, os participantes visitaram alguns setores da Fazenda Experimental Lageado e da Faculdade de Medicina. O evento realizado em Botucatu também consolidou uma parceria com o Exército Brasileiro para a prospecção e o estudo de agentes patogênicos emergentes em áreas remotas do Brasil. O Exército também é um parceiro estratégico para a criação do centro de biossegurança na Unesp.

Para o professor Renato de Toledo Leonardi, da Assessoria de Relações Externas (Arex) da Unesp, a colaboração entre Unesp e KSU é de grande relevância para a universidade.

“A Unesp e a KSU já têm mais de 600 trabalhos em parceria, publicados em revistas científicas de relevância, com impacto elevado. Com a maior aproximação e a colaboração com a KSU na área de biossegurança, vamos poder fazer mais pesquisas e de maior impacto do que as que temos feito. A KSU tem alguns dos laboratórios de estudos de vetores considerados entre os melhores do mundo. Vamos aproveitar o que nós temos de excelência na Unesp e somar forças”, diz Leonardi.

O professor Marcellus Caldas, representante da área de relações internacionais da KSU, endossou as palavras do seu colega da Unesp.

“O aparecimento de doenças na agropecuária pode causar impactos significativos na economia de um país. Isso acontece quando não há conhecimento disponível sobre a prevenção e o controle dessas doenças. No entanto, muitos problemas que enfrentamos nessa área estão além das fronteiras dos países. Juntar especialistas de diferentes localidades é a melhor maneira de encontrar soluções para essas questões. A ideia desse workshop foi trazer alguns dos meus colegas que são especialistas nessa área para discutir com a Unesp a melhor forma de produzir trabalhos científicos que possam ajudar ambas as instituições. Com essa parceria, seremos capazes de produzir mais, usando os recursos de ambas universidades”, afirma Marcellus Caldas.



Fonte: Unesp
Autor: Assessoria de Imprensa





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