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Soja em Chicago segue caminhando de lado; Brasil ainda tem preços firmes

Categoria: Matérias-Primas

Campinas, SP, 19/02/2020 |


O mercado da soja na Bolsa de Chicago, nesta quarta-feira (19), ainda opera e sem direção. As cotações, por volta de 8h (horário de Brasília), perdiam entre 0,75 e 1 ponto nos principais contratos. O março tinha US$ 8,91 e julho a US$ 9,13 por bushel.

Conhecendo as notícias que seguem influenciando, mesmo que levemente, o andamento dos preços, os traders esperam agora pelas novas compras da China nos EUA, que é o único fator que poderia promover uma alta considerável na CBOT.

"As operações tendem a ficar sem rumo porque, na maiora dos casos, ainda não está claro como o quadro mundial de oferta e demanda de soja será afetado", diz o consultor da Cerealpar e da AgroCulte, referindo-se ao futuro da demanda chinesa, o surto do coronavírus e ameaça das imensas e muito severas nuvens e nuvens de gafanhotos que comprometem lavouras na África.

Para o mercado brasileiro, o foco segue mantido no câmbio. Ontem, o dólar se aproximou do seu recorde e fechou o dia perto dos R$ 4,36, ainda sentindo os impactos da aversão ao risco causado pelo corona.

"Se por um lado, oferece suporte aos preços no mercado interno em reais, preocupa outros setores da economia brasileira", explica Cachia. Mais do que isso, o movimento intenso de altas ainda aumenta as especulações sobre quais serão as próximas "medidas mais drásticas e agressivas podem ser usadas no curto prazo na tentativa de frear a desvalorização da moeda brasileira", completa o consultor.

Mais do que isso, o mercado brasileiro da soja ainda é motivado por uma demanda interna maior, além das exportações fortes, além das vendas antecipadas que reduzem a pressão da oferta no período da colheita, como explica o analista de mercado Mário Mariano, da Novo Rumo Corretora. Com isso, os atuais patamares de preços já são mais altos do que no mesmo período do ano passado.



Fonte: Notícias Agrícolas
Autor: Carla Mendes



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