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Cooperativas elevam oferta de carne de frango no RS

Categoria: Produção

Porto Alegre , 08/01/2020 |


Duas cooperativas gaúchas, a Dália Alimentos e a Languiru, vão acionar neste início de 2020 novas linhas de produção de carne de frango. A partir de investimentos de R$ 260 milhões, os projetos vão aumentar em 9,5% a capacidade instalada da indústria de aves no Rio Grande do Sul, que hoje é de 2,9 milhões de abates por dia, segundo a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).

O início das novas operações acontece num momento de otimismo no segmento de carnes, provocado pelos aumentos de demanda e preços derivados do crescimento das importações de proteínas animais pela China, que encara uma epidemia de peste suína africana que reduziu seu plantel de porcos.

Quando começaram a investir nas novas linhas, no início do ano passado, as cooperativas ainda não tinham a dimensão do impacto que a crise chinesa teria no mercado. A Dália, que até agora se concentrava na produção de carne suína e lácteos, decidiu diversificar para oferecer mais uma opção de renda a seus 3,1 mil associados e apostava na recuperação da economia brasileira para colher bons resultados.

Já a Languiru, que está há quatro anos em processo de habilitação para exportar à China, precisava de mais capacidade para absorver a oferta de animais dos produtores. Depois de atirarem no que viram e acertarem no que não viram, as duas festejam a conjuntura favorável.

Conforme o diretor-executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, as expansões no segmento devem-se à tendência de aumento global do consumo de frango nos últimos anos, reforçada mais recentemente pelo crescimento da demanda chinesa e pela disparada dos preços da carne bovina no Brasil.

O Rio Grande do Sul é o terceiro maior Estado produtor de aves do país, atrás de Paraná e Santa Catarina, e fechou 2019 com pouco menos de 833 milhões de animais abatidos, quase 5% acima de 2018, segundo a associação. Para 2020, a Asgav projeta novo avanço, de 4% a 5%, em linha com a previsão da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) para todo o país.

“Iniciamos o investimento antes da peste suína, mas acabamos acertando em cheio”, diz o presidente da Languiru, Dirceu Bayer, em relação ao prazo da duplicação da capacidade, de 110 mil para 220 mil aves por dia, que será concluída em março depois de um aporte de R$ 60 milhões no frigorífico localizado em Westfália, município a 10 quilômetros da sede da cooperativa, em Teutônia.

“Só precisamos agregar alguns equipamentos, principalmente um novo túnel de congelamento”, explica. No início, a unidade vai operar num ritmo de 145 mil abates diários. O pico da produção deverá ser alcançado num período de três ou quatro anos, prevê Bayer. O projeto foi financiado pelo Banco do Brasil.

Conforme o dirigente, enquanto a Languiru espera ser habilitada pelas autoridades sanitárias chinesas, continuará exportando para Oriente Médio, Leste Europeu, América Central e África, principalmente. Com 6 mil associados, a cooperativa registrou receita bruta de cerca de R$ 1,5 bilhão no ano passado, ante R$ 1,3 bilhão em 2018, e deverá chegar a R$ 1,8 bilhão em 2020 com a ajuda da expansão da linha de abate. A ampliação do frigorífico em Westfália também levará à contratação de 120 pessoas, que se somarão aos 3 mil funcionários atuais.



Fonte: Valor Econômico
Autor: Sérgio Ruck Bueno



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