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Zanchetta investe quase R$ 1 bi para ampliar operações em SP

Categoria: Empresas

São Paulo, 24/09/2019 |

Empresa gastará R$ 730 milhões em complexo de carne de frango

Produção da Zanchetta em Boituva: novo complexo mais do que dobrará capacidade — Foto: Reprodução Facebook

Após desembolsar quase R$ 200 milhões para adquirir o Mondelli, tradicional frigorífico de bovinos do interior paulista, a Zanchetta Alimentos colocou o pé no acelerador e vai investir mais R$ 730 milhões para construir um novo complexo voltado à produção de carne de frango em Conchal, na região de Campinas.

Com os recursos, o grupo erguerá uma indústria capaz de abater 380 mil aves por dia. A nova unidade mais do que dobrará a capacidade de produção de frango da Zancheta, afirmou ao Valor o presidente e fundador da companhia, José Carlos Zanchetta. As obras começarão em outubro e o complexo deverá ser concluído até o início de 2022.

Quando estiver em atividade, o abatedouro de Conchal representará um salto para o faturamento da Zancheta, que já prevê estar entre as cinco maiores do ramo - atrás de BRF, JBS, Aurora e Copacol. Segundo o empresário, a receita bruta do grupo seguramente superará R$ 3 bilhões, mas o objetivo é atingir um montante equivalente a US$ 1 bilhão - mais de R$ 4 bilhões, considerando a atual cotação do dólar.

No ano passado, o faturamento da Zanchetta foi de “apenas” R$ 1 bilhão, mas desde o segundo semestre as vendas mensais ganharam força, indicando um faturamento anualizado de R$ 1,8 bilhão, conforme o presidente do grupo.

O crescimento deste ano se deve à compra da massa falida do Mondelli, frigorífico de Bauru. A Zanchetta assumiu a planta em julho, estreando no segmento de carne bovina. Até então, a companhia só produzia carne de frango, no município de Boituva. A família fundadora da companhia também tem tradição na pecuária - possui um confinamento em Bofete (SP) que já fornecia gado para o Mondelli.

Ao Valor, o presidente da Zanchetta afirmou que estava preparado para investir desde 2014, mas que a intenção não prosperou devido à instabilidade do país. “Mas chegou a hora”, enfatizou. A intenção do grupo é financiar o investimento nas obras civis com recursos próprios. Para comprar os equipamentos, a maioria importados, a Zancheta pretende acessar linhas de bancos de fomento nacionais ou estrangeiros.

Além do abatedouro, o investimento de R$ 730 milhões contempla a estrutura agropecuária - fábrica de ração, incubatórios, granjas de aves matrizes - e uma fábrica para a produção de farinha de vísceras e penas voltada ao segmento de ração para animais de companhia. O complexo deverá gerar 3 mil empregos diretos e outros 9 mil indiretos, beneficiando cerca de 50 cidades.

Para um setor acostumado a fusões e aquisições, construir um frigorífico de grande porte do zero é algo raro. O último grande projeto “greenfield” na agroindústria avícola entrou em operação em 2013, com a inauguração da unidade de abate de frangos da central de cooperativas paranaenses Unitá, em Ubiratã (PR). Há outros projetos de frigoríficos de aves em andamento, mas de menor porte, como o da cooperativa gaúcha Dália Alimentos.

Para tirar o investimento do papel, a Zanchetta conta com o apoio do governo paulista. Não por acaso, o projeto será apresentado oficialmente hoje em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes com a presença do governador João Doria.

De acordo com a secretária de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Patricia Ellen da Silva, o apoio do governo não contemplará isenção fiscal. “O governo não faz guerra fiscal”, frisou ela.

Por outro lado, há uma discussão em andamento para agilizar a utilização de créditos (outorgados ou presumidos) de ICMS. Como a Zanchetta obtém 35% do faturamento com exportações, gera muitos créditos. “Nosso próximo trabalho com a Zanchetta é viabilizar a unidade de Boituva para exportar ao mercado chinês”, acrescentou Wilson Mello, presidente da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (InvesteSP), ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Recentemente, a agência realizou uma missão à China - a Zanchetta fez parte dessa comitiva.

No programa de estímulo do governo paulista, está incluído um modelo rápido (“fast track”) para a obtenção das licenças necessárias às obras em Conchal. Em outra frente, o governo quer viabilizar a oferta de crédito barato para pequenos produtores de aves que, no futuro, serão fornecedores da Zanchetta.

Atualmente, o grupo possui cerca de 360 produtores integrados de frango em Boituva. Um número parecido será necessário na região de Conchal, segundo Carlos Zanchetta, filho de José Carlos e diretor de operações da companhia.





Fonte: Valor
Autor: Luiz Henrique Mendes



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