Revista do Avisite
Revista do Ovo
Encartes Especiais
Notícias
Clippings
Informativo Semanal
Informativo Diário
AviGuia
AviSite
OvoSite
Trabalhos Técnicos
Agenda
Cobertura
Legislação
Banco de Currículos
Relatórios
Busca Avançada
Contato
Anuncie
Patrocinadores
Sexta-feira, 15/11/2019
Siga-nos:
Notícias Clippings Informativo Semanal Informativo Diário
CLIPPINGS
Guerra comercial entre EUA e China pode beneficiar o Brasil, dizem especialistas

Categoria: Mercado Externo

São Paulo, 14/11/2019 |


As implicações da guerra comercial entre Estados Unidos e China foram o mote do primeiro painel do Summit Agronegócio 2019, evento organizado pelo Estado, que este ano trouxe à tona a temática: “Tecnologia para alimentar e preservar o planeta – O agronegócio se reinventa”.

O consultor de agronegócio e diretor-geral da The Hueber Report, Dan Hueber, destacou que “todo mundo reconhece que Estados Unidos e China precisam caminhar para um acordo”. No entanto, enquanto isso não acontece, Marcos Jank, professor sênior de agronegócio do Insper, ressalta que o embate entre os dois gigantes beneficia o Brasil, que aumentou consideravelmente suas exportações de soja para o gigante asiático no ano passado.

De acordo com Jank, “não se trata de uma guerra comercial, mas de uma guerra por hegemonia”. No momento, a disputa tem favorecido as exportações brasileiras de grãos e também de carnes. Sobretudo este ano, em que a China está enfrentando um surto de peste suína africana, doença que tem levado os chineses a abater boa parte do plantel.

Segundo o Rabobank, a produção de suínos na China, maior produtor mundial, deve fechar 2019 com uma baixa de 40%. Na opinião de Renato Lima Rasmussen, diretor de Inteligência de Mercado da INTL FCStone, o Brasil precisa aproveitar este momento em que os chineses estão abertos a novas parcerias para conquistar espaço e “promover mudanças de hábitos”.

Ele se refere ao fato de a proteína mais consumida na China ser a carne suína. No entanto, este ano os chineses estão importando mais carnes bovina e de aves. Isso porque não existe no mundo produção de suínos suficiente para atender à demanda provocada pela peste suína africana no gigante asiático.

Marcelo Martins, diretor executivo da Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos), abordou a dificuldade enfrentada pelo setor para abrir o mercado chinês aos produtos nacionais. “Começamos as negociações há cinco anos, mas no último ano, por uma questão geopolítica, a China decidiu expandir o número de parceiros [comerciais], e tudo flui”, explica.

Neste ano, logo após uma das visitas da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o governo chinês anunciou a abertura do mercado para os produtos lácteos brasileiros. “A China importa 110 mil toneladas de queijo por ano, e esse segmento cresce 13% ao ano”, diz Martins. Esse é o nicho que o Brasil pretende atacar, já que em leite em pó a indústria nacional não tem competitividade; os custos internos deixam o produto 20% mais caro que os concorrentes.

Jank salienta a importância de estabelecer uma negociação de médio e longo prazo com o gigante asiático. “Em carnes, eles sempre deram preferência para a autossuficiência. Mas vivem uma crise interna. Por isso estão abertos, o que não significa que continuarão abertos”, finaliza o professor.



Fonte: Estadão
Autor: Lívia Andrade



Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!




ÚLTIMOS CLIPPINGS













CLIPPINGS MAIS LIDOS
5 dias
30 dias
NOSSOS PARCEIROS
REVISTA ONLINE

Receba as melhores informações sobre avicultura por e-mail.
Nome:
E-mail: