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Brasil entra fortalecido na cúpula de NY


Encontro global sobre sistemas alimentares deverá reconhecer a diversidade dos métodos de produção e a contribuição de cada um para a sustentabilidade global

Brasília, 23/09/2021


A Cúpula dos Sistemas Alimentares, que será realizada a partir desta quinta-feira, em Nova York, deverá reconhecer a diversidade dos métodos de produção de alimentos ao redor do mundo e a contribuição que cada um deles pode dar para a sustentabilidade global, em linha com os interesses do Brasil e demais países americanos. O risco de se consolidar o modelo produtivo europeu como o único norte para o restante do planeta foi desconstruído e não há espaço para surpresas no encontro, como restrições ao consumo de carne ou ao uso de defensivos agrícolas.

O caminho foi pavimentado com a ida da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, à pré-cúpula, em julho, na Itália, e com a união dos países do continente em defesa de seus sistemas produtivos. Tereza liderou o grupo de 34 nações americanas, que apresentou 16 mensagens de consenso sobre o futuro da produção e do consumo de alimentos - coordenadas pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) - e conseguiu mudar a narrativa do secretariado da cúpula.

O discurso em defesa do reconhecimento das características da cultura local na construção da dieta encontrou ressonância nas reuniões desde então, o que dá mais tranquilidade para a cúpula nos Estados Unidos. O argumento sustenta o modelo de produção pecuária do continente e o consumo de carne vermelha em vários países, por exemplo. Os americanos destacaram o peso dos produtos nas exportações do continente e o direito ao acesso às proteínas animais pelas nações que alcançaram melhores condições financeiras e econômicas apenas agora - diferentemente da Europa, que tenta restringi-las.

"O risco de se consolidar visão de que modelo de agricultura de países de clima temperado, o modelo europeu, deveria ser o norte para todos os países em termos de sustentabilidade foi desconstruído. E foi construída a visão de que cada um deve encontrar seu caminho de acordo com suas circunstâncias e respeitando os traços culturais", afirmou Fernando Zelner, assessor especial da ministra.
A posição americana é de que a sustentabilidade não pode ser vista de forma isolada, com foco apenas na agenda ambiental, mas que os três níveis devem ser considerados, com as questões econômicas e sociais, para garantir o abastecimento alimentar com geração de emprego e renda. "Não dá para virar verde, se você está no vermelho", foi uma frase que Zelner escutou em conversas na pré-cúpula em Roma. "Tem que ter o tripé, e os países desenvolvidos precisam apoiar os mais vulneráveis. A sustentabilidade precisa ser comprada, precisa se pagar por ela".

Apesar de não ter efeito vinculante, o documento final da cúpula terá peso para a elaboração de políticas públicas daqui em diante. O texto levará a digital da ministra brasileira e de demais lideranças americanas pelo êxito na reunião preparatória. O que se espera é que o texto reconheça a "diversidade de caminhos e de realidades locais", ressaltando a importância dos sistemas alimentares e a mobilização mundial que houve em torno do tema, mas "sem traçar caminhos prescritivos", disse Zelner. O documento pode incluir itens como a busca por dietas saudáveis, resiliência climática e qualidade de vida.

O Brasil também deverá apresentar um documento chamado de "Mapa do caminho para a sustentabilidade dos sistemas alimentares" durante a cúpula. Trata-se de um indicativo de pontos que orientarão o desenvolvimento dos modelos produtivos até 2030, com destaque para a ampliação da produção sustentável, a disseminação de técnicas produtivas de baixa emissão de carbono, a regularização fundiária e ambiental, a dieta saudável e o incentivo à busca por informações pelos consumidores.

O Brasil integra coalizões na cúpula sobre pecuária sustentável, perdas e desperdício de alimentos e merenda escolar. Em breve, deverá aderir, a convite dos Estados Unidos, ao grupo que discute o crescimento sustentável da produtividade agropecuária.


Fonte: Valor Econômico
Autor: Rafael Walendorff






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