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Milho: B3 recua após chegar aos R$ 105,00




Campinas, SP, 15/04/2021


Ontem, a quarta-feira (14) chegou ao final com os preços do milho muito valorizados no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas baixas apenas em Castro/PR.

Já as elevações apareceram em Não-Me-Toque/RS, Panambi/RS, Londrina/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Rio do Sul/SC, Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT, Jataí/GO, Rio Verde/GO, São Gabriel do Oeste/MS, Maracaju/MS, Campo Grande/MS, Eldorado/MS, Amambai/MS e Cândido Mota/SP.

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “os preços do milho físico seguiram em alta em Campinas/SP, com base na restrição de oferta e falta de negócios. As atenções dos participantes voltam-se para o clima na América do Sul e o ritmo do plantio nos EUA. No mercado doméstico, há notícias de grandes empresas de proteína importando milho da Argentina”.

Segundo o analista da Agrinvest, Marcos Araújo, a viabilidade dessa importação vai depender de onde será a entrega e de qual será a origem do cereal. A busca de milho na Argentina para o oeste de Santa Catarina, por exemplo, chegaria à região ao redor de R$ 98,00 (já com frete) e seria uma movimentação vantajosa. Já esse mesmo milho argentino não seria viável para entregas em Minas Gerais ou Goiás, por exemplo.

Outra destinação possível seriam os Estados Unidos, mas o milho norte-americano chegaria ao oeste catarinense acima dos R$ 110,00 a saca, por tanto mais caro do que os preços internos no Brasil. Por outro lado, para consumidores localizados no Nordeste pode ser vantajosa essa compra.

B3

Os preços futuros do milho tiveram mais um dia de elevações na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 1,12% e 3,36% ao final da quarta-feira.

O vencimento maio/21 foi cotado à R$ 100,50 com desvalorização de 3,27%, o julho/21 valeu R$ 96,01 com perda de 3,36%, o setembro/21 foi negociado por R$ 92,90 com baixa de 1,12% e o novembro/21 teve valor de R$ 93,80 com queda de 1,14%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, os futuros da B3 estão em patamares históricos já que o milho está na mão de poucas pessoas e o vendedor não quer vender, segurando o máximo que pode.

Brandalizze destaca ainda que, a demanda mundial de milho está aquecida e puxa o mercado como um todo e pode estimular um aumento de plantio, inclusive, nos Estados Unidos. O milho tem mais fatores positivos do que a soja, mas não é uma tendência de alta porque ainda há muito tempo para os produtores ampliarem a área plantada nos EUA. “Mas o momento é altista e todos os ambientes são positivos”, diz.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) também foi altista para os preços internacionais do milho futuro nesta quarta-feira. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 7,00 e 14,00 pontos ao final do dia.

O vencimento maio/21 foi cotado à US$ 5,94 com valorização de 14,00 pontos, o julho/21 valeu US$ 5,79 com elevação de 13,00 pontos, o setembro/21 foi negociado por US$ 5,28 com ganho de 10,25 pontos e o dezembro/21 teve valor de US$ 5,11 com alta de 7,00 pontos.

Esses índices representaram valorização, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 2,41% para o maio/21, de 2,30% para o julho/21, de 2,13% para o setembro/21 e de 1,39% para o dezembro/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho dos Estados Unidos subiram na quarta-feira atingindo seu maior valor desde junho de 2013, apoiados por preocupações de que uma onda de frio no meio-oeste e nas planícies dos EUA possa prejudicar o desenvolvimento da safra.

“A onda de frio na próxima semana representa um risco de possível queima de milho emergido do meio-oeste”, disse o Commodity Weather Group em uma nota aos clientes.

O clima também pode fazer com que alguns produtores atrasem o plantio de milho, já que as safras semeadas em baixas temperaturas podem ter dificuldade para emergir dos solos.

“As temperaturas nos Estados Unidos não estão se encaixando na categoria de 'severas', mas a onda de frio atual é suficiente para manter o entusiasmo pela semeadura precoce de milho, com condições parecendo secas, mas frias nos próximos sete a 10 dias ou mais também”, diz Matt Zeller, diretor de informações de mercado da StoneX.


Fonte: Notícias Agrícolas
Autor: Guilherme Dorigatti






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