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Força do setor avícola é destaque na abertura do Simpósio Brasil Sul de Avicultura




Campinas, SP, 06/04/2021


Com 2.299 inscrições, iniciou-se nesta terça-feira (6) o 21º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA) e a 12ª Brasil Sul Poultry Fair virtual.

Considerado um dos maiores eventos do setor avícola latino-americano, é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e segue até quinta-feira (8) de maneira inovadora e altamente tecnológica.

Durante a abertura, Ricardo Santin, Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), destacou seu orgulho de estar participando do evento, para transferência de conhecimento. “A ABPA sempre foi parceiro do SBSA. A avicultura é uma cadeia com tecnologia, desenvolvimento e ciência. Não há possibilidade de ter um produto de qualidade sem o trabalho do veterinário e sem eventos como este. Agradeço o esforço do setor avícola neste difícil momento em frente à pandemia”, disse Santin.


Ricardo Santin, Presidente da ABPA

O Prefeito de Chapecó (SC), João Rodrigues (PSD), afirmou que o agro é um trabalho que não pode parar. “Precisamos discutir os problemas, como o alto custo de produção de proteína, os enfrentamentos da cadeia produtiva frente à pandemia e estamos dando a volta por cima”, apontou.


João Rodrigues, Prefeito de Chapéco (SC).

Em sua participação na abertura, o Presidente do Nucleovet, Luiz Carlos Giongo, destacou que o setor teve que se superar e assim o fez. “Reabrimos um novo ciclo de histórias do Nucleovet. Inovamos no formato virtual e conectamos o real com o virtual. Os médicos veterinários têm cumprido um papel relevante, com o auxílio no controle da saúde pública. Agradecemos a todos que acreditaram em nosso projeto do Simpósio Brasil Sul de Avicultura Digital”, disse.


Luiz Carlos Giongo, Presidente do Nucleovet.

O presidente do Nucleovet lembrou que 2020 ficará na história pelas dificuldades, pela crise de saúde e econômica e pela decisão de cancelar os eventos. "Todos apoiaram a decisão de não realizar o Simpósio, palestrantes, patrocinadores, apoiadores. Agora retornamos com um evento totalmente on-line que democratiza o acesso. Temos praticamente o dobro de participações do que nos eventos presenciais e, se for possível, em 2022 voltaremos com os eventos presenciais, mas que terão também transmissão virtual", relatou, ao acrescentar que o 21º SBSA abre um novo ciclo da história dos Simpósios do Nucleovet: os eventos híbridos.

Giongo destacou a importância do agronegócio para a economia do País e para manter o mundo alimentado durante a pandemia. Nesse contexto os médicos veterinários têm papel relevante ao zelar pela qualidade dos alimentos desde o início do processo, nas propriedades rurais, até a industrialização. "O Brasil produz alimentos para 1,2 bilhão de pessoas do planeta. O nosso agro é competente, sustentável e de qualidade. Produzimos mais de 13 bilhões de toneladas de carne de frango e somos líder mundial de exportação", relatou. Porém, observou os desafios do setor, como a preocupação atual com o aumento dos insumos.

A governadora de Santa Catarina, Daniela Reinehr, destacou a importância do agronegócio para a economia catarinense. "O setor produtivo, especialmente a proteína animal, traz muito orgulho para o Estado. Competimos com o mundo com produtos de excelência, e o Simpósio, além de retomar conceitos básicos, apresenta a constante necessidade de buscar tecnologia e inovação".

A Palestra de Abertura contou com o patrocínio da Farmabase e trouxe o tema "2021: Economia e Tecnologia", com Arthur Igreja.

Victor Franceschini, Diretor Comercial da Farmabase apontou que o evento será um sucesso mais uma vez. “Parabenizo a todos e tenho a certeza que teremos um evento de grande sucesso. Uma satisfação abrir o evento com Arthur Igreja”, destacou.


Victor Fransceschini, Diretor Comercial da Farmabase.

Em sua apresentação, Arthur Igreja, palestrante em mais de 120 eventos por ano em eventos como Rock in Rio Academy e TEDx no Brasil, EUA, Europa e América do Sul. Possui Experiência profissional e acadêmica em mais de 25 países, Masters in International Business nos EUA pela Georgetown University, Corporate Masters of Business Administration na Espanha pela ESADE, mestrado Executivo em Gestão Empresarial pela FGV/EBAPE, certificações executivas em Harvard & Cambridge, pós-MBA em Negociação pela FGV e MBA pela FGV/Ohio University iniciou falando que vivemos em um momento difícil, e muitas vezes podemos perder a noção da gravidade. “O fato é que é difícil encontrar um núcleo familiar que não tenha sido afetado pela pandemia. Economia e saúde são dois lados da mesma saúde. O cenário pode ser drasticamente bem diferente e eu tenho um racional, um caminho que não está longe. Pelo nível de vacinação e acredito sim que possamos vencer brevemente a crise da pandemia”, disse.


Arthur Igreja, palestrante no SBSA.

Igreja destacou o esforço do Brasil. “ O país está 'na luta'. A fotografia preocupa, mas o filme completo nos enche de esperança. Os números nos mostram a resilência e a força dos brasileiros que é algo impensável. O filme deste ano tem que ser muito positivo. Destaco como pontos de alerta as questões fiscais. Precisamos transmitir confiabilidade internacional. Quando vamos voltar a controlar essa questão? Sim, dependemos da questão sanitária,leia-se, muito mais vacinas, e vamos sim controlar”, destacou.

Ele apontou ainda em sua palestra que o Brasil precisa de gente saudável, vacinada, para poder viajar, trabalhar e retomar a vida. “Precisamos de vacina, o resto a gente dá conta! Em resumo: o cenário não é de tamanha calamidade do ponto econômico, tanto é que vamos fechar o ano com crescimento econômico. Economia é movida a ânimo e expectativa. O segundo semestre de 2021 vai surpreender positivamente muita gente. Os próximos 12 meses, daqui há 100 dias, num mundo muito diferente, e com ânimo renovado. Redescobrindo as coisas da vida. Tenho absoluta convicção. Somos uma geração que passou por uma guerra. E estamos caminhando para o final disso tudo”, encerrou.

E abrindo o Bloco Futuro, a palestra "A comunicação efetiva com o consumidor: uso seguro de antibiótico e o bem-estar animal", com Leah Dorman, Diretora de Comunicações e Envolvimento do Consumidor, que atua como uma consultora para todos os interessados na agricultura animal deu sequência à tarde.


Leah Dorman, durante sua apresentação.

Leah Dorman iniciou falando que hoje muitas pessoas fazem parte de gerações que não trabalham em fazenda, que não ouvem mais o que ela ouvia, de como tudo era criado e não conhecem uma área rural. “As fontes de informação podem ser um pouco errada. Nós precisamos de uma ligação com os valores compartilhados, conectar com os indivíduos e com o que ele se preocupa. Assim, teremos a ‘permissão’ de falar de aspectos científicos. Assim construímos confiança. Nosso objetivo final é ter a liberdade de fazer e criar o que é melhor. Liberdade social vem na sequência da confiança. Os valores compartilhados são 3 a 5 vezes mais importantes para a construção da confiança. Um exemplo é o bem-estar animal. Valores compartilhados significam essa união, e assim seguimos na relação. Mudar a conversa e se conectar com os valores das pessoas é muito importante”, disse.

Dando sequência, ela entrou nas questões sobre o uso de antibióticos. “Deveríamos usá-los ou podemos usá-los? Qual é a melhor forma de perguntar? O melhor é o entendimento sobre como o uso afeta as pessoas, seus benefícios para os animais, para a sociedade e para o meio ambiente. Esse entendimento cria essa conexão de valores. É assim que se garante o fornecimento de comidas seguras a todos”, disse.

De que forma podemos conversar sobre o tema e compartilhar os valores? “Pensamos no bem-estar animal quando oferecemos os antibióticos também é a ação ética e correta a ser feita. Antibióticos não são a única ferramenta. Um manejo correto está dentro das ações do trabalho sanitário. Animais saudáveis, alimentos saudáveis”, apontou.

E, continuando o Bloco Futuro, o tema foi "A inteligência artificial e o big data; a nova forma de trabalhar na avicultura", com o CEO da Agrisolus, Anderson Nascimento.


Anderson Nascimento, no SBSA.

Nascimento destacou que precisamos usar a tecnologia para mudar o setor. “As revoluções foram profundas, estão acontecendo cada vez mais rapidamente e a questão é como aproveitá-las para trazer mais bem-estar social, grande mote da tecnologia 5.0. É importante usar dados para gerar insights e padrões”, disse.

Ele ainda apontou que a avicultura de precisão é gerada através de informação de qualidade, através de sensores, sem subjetividade para trabalhar mais assertivamente dentro de diversos aspectos. “É a maneira de sair do campo da subjetividade, utilizando a inteligência artificial para tratar cada aviário de forma individual. Cada aviário tem uma história, ainda mais no Brasil, com dimensões continentais”, destacou. “No futuro o que vai diferenciar um produtor do outro será como ele lida com a inteligência artificial e o quão grande ela é. O resto será commoditie”, disse.

21º Simpósio Brasil Sul de Avicultura apoia campanha "Coma Mais Frango"

-> A Intenção é mostrar os benefícios do consumo e os desafios do cenário atual

A carne de frango é uma proteína de alto valor nutritivo e acessível. Para incentivar seu consumo, o 21º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) – aberto nesta terça-feira (6) – apoia a campanha "Coma Mais Frango", adotada pela Hubbard, patrocinadora do evento, como mote dos seus 100 anos. Todos os participantes do Simpósio receberão, no kit de brindes, um adesivo da campanha.

A iniciativa vem ao encontro da campanha realizada no último ano pelo Nucleovet "Proteína Animal - Do Passado ao Futuro" que promoveu uma série de ações para o incentivo ao consumo de carne. A entidade – que há mais de 20 anos realiza simpósios técnicos focados na difusão de conhecimento, reunindo especialistas e profissionais da cadeia produtiva – entende ser fundamental apoiar ações com foco no aumento de consumo de proteínas por meio da apresentação de informações reais e relevantes sobre o segmento.

O presidente do Nucleovet, Luiz Carlos Giongo, realça que há 21 anos, através do Simpósio de Avicultura, a entidade reúne especialistas que discutem nutrição, sanidade, manejo e qualidade da proteína animal produzida nas granjas e nas agroindústrias. "Agora queremos estar ainda mais engajados com essa cadeia de produção. A proteína animal historicamente foi responsável pela evolução do homem e hoje o crescimento do poder aquisitivo faz as populações consumirem mais proteínas de qualidade. Com a pandemia, a carne de frango se tornou uma opção acessível e nutritiva". Giongo frisa que a tendência é o consumidor procurar por cortes menores, de fácil e rápido preparo, para comer no conforto e seguranças das suas casas. "Esse consumidor está prestando atenção ao que compra, atento a preço e facilidade de preparo, mas também à qualidade nutricional", complementa.

O diretor da Hubbard para América do Sul, Carlos Antonio Costa, destaca que a campanha "Coma Mais Frango" é extremamente importante para que os consumidores conheçam cada vez mais esse importante segmento da produção de alimentos. "A carne de frango é uma proteína de alto valor nutritivo, excelente qualidade e que apresenta um custo acessível para todos os consumidores. A produção de frango é extremamente tecnificada e eficiente, o que a torna uma das mais sustentáveis ambientalmente. Apesar do Brasil ser um dos principais produtores, o principal exportador e o consumo anual per capita de carne de frango apresentar números altos, acreditamos que ainda há um 'gap' de consumo no Brasil e a campanha ajudará a divulgar ainda mais essa importante proteína".
Para Costa, a Hubbard, como uma empresa que nos últimos 100 anos esteve na vanguarda tecnológica de pesquisa e desenvolvimento no setor avícola, tem o orgulho de fazer parte dessa causa e ajudar o setor a divulgar e levar uma proteína de qualidade e baixo custo para os lares de toda a população mundial.

Com as restrições de deslocamento, eventos e viagens ocasionados pela pandemia, o consumo de frango em restaurantes e eventos apresentou uma queda em todo o mundo. "No entanto, o frango é um alimento com alta palatabilidade e aceitação em todos os lares, o que o torna uma proteína de eleição nas refeições num momento de maior restrição de deslocamento e também num momento de incertezas econômicas", sublinha Costa.

Para o setor, as expectativas para este ano são muito positivas, na opinião do diretor da Hubbard, mesmo com as incertezas que se vive mundialmente. "O setor avícola tem crescido, gerado empregos e trabalhado arduamente para que não haja o desabastecimento de proteína animal na casa dos consumidores. Com certeza, o setor irá superar as dificuldades ocasionadas pela pandemia da covid-19, voltará mais forte e continuará a gerar empregos para milhões de brasileiros e a dar orgulho para o País", conclui Costa.

50 anos

Durante a abertura do 21º SBSA, o Nucleovet lançou a comemoração de 50 anos da entidade. Fundada em 9 de outubro de 1971, atua fortemente na defesa do setor e promove eventos que trazem informações relevantes e atuais. O Nucleovet realiza três dos maiores Simpósios do Brasil: de avicultura, de suínos e de gado leiteiro.

Aliado ao trabalho em prol da categoria, o Nucleovet também promove ações para a sociedade. Tradicionalmente, doa parte do valor das inscrições do Simpósio Brasil Sul de Avicultura para entidades. Em 2019 foram beneficiadas 15 entidades. Em 2020, o evento foi cancelado, mas foi arrecadada uma tonelada de alimentos para auxiliar famílias no período da pandemia e doados aproximadamente R$ 40 mil para o Hospital Regional do Oeste (HRO), de Chapecó, além de kits de diagnóstico de covid-19, em parceria com a Embrapa. Neste ano, 10% do valor das inscrições será doado para o HRO.


Fonte: AviSite
Autor: Redação






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