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Milho recua na B3 após atingir valores que são próximos do limite




Campinas, SP, 14/01/2021


Ontem, a quarta-feira (13) chegou ao final os preços do milho novamente ganhando força no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já as valorizações apareceram em Itapetininga/SP (1,23% e preço de R$ 82,00), Palma Sola/SC (1,30% e preço de R$ 78,00), Porto Santos/SP (1,43% e preço de R$ 71,00), Pato Branco/PR (1,99% e preço de R$ 76,70), Ubiratã/PR, Londrina/PR, Cascavel/PR e Marechal Cândido Rondon/PR (2,04% e preço de R$ 75,00), Eldorado/MS (2,10% e preço de R$ 72,80), Maracaju/MS e Campo Grande/MS (2,74% e preço de R$ 75,00), Jataí/GO e Rio Verde/GO (2,86% e preço de R$ 72,00) e Brasília/DF (4,29% e preço de R$ 73,00).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “o mercado do milho mostrou estresse com os dados do USDA divulgados ontem. Isto trouxe volatilidade para os futuros nos EUA e no Brasil. Há estoques com volume suficiente no Brasil, mas também há cautela por parte do produtor, que segura as vendas”.

Ainda nesta quarta-feira, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou seu boletim de acompanhamento da safra brasileira de grãos para o mês de janeiro e apontou que a área cultivada com milho nesta primeira safra (verão) deve ser 1,5% menor do que o registrado na temporada passada, uma elevação com relação a publicação de dezembro, que indicava redução de 2,1%.

A publicação destaca que a semeadura do milho primeira safra, na safra 2020/21, está chegando ao final, cuja área plantada até de 1º de janeiro de 2021 foi de 88,5% da área prevista. “O clima prejudicou o plantio e o desenvolvimento das lavouras por todo o país. Em algumas áreas, o clima seco e a baixa umidade nos solos dificultaram o cultivo. Em outras, as chuvas ocorreram com intensidade e regularidade maior que o normal”.

B3

Os preços futuros do milho subiram durante boa parte da quarta-feira, mas encerraram o dia recuando na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações entre 2,43% negativo e 0,54% positivo.

O vencimento janeiro/21 foi cotado à R$ 84,29 com alta de 0,54%, o março/21 valeu R$ 86,50 com desvalorização de 2,43%, o maio/21 foi negociado por R$ 82,96 com perda de 2,29% e o julho/21 teve valor de R$ 76,35 com queda de 2,05%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o milho está com altas muito fortes no mercado brasileiro e também em Chicago, já chegando muito próximo aos limites de altas.

“Acima de R$ 90,00 na B3 ou acima de US$ 5,40 lá em Chicago ele já começa a ser limitante de demanda e complicar até mesmo o setor de etanol que é um grande demandador de milho nos Estados Unidos”, explica.

Bradalizze completa dizendo que existem estes fatores limitantes, mas as cotações seguem muito favoráveis aos produtores que neste momento estão com “o cavalo dourado passando encilhado em sua porta” com condições muito favoráveis e mercado interno ainda demandando.

Também no relatório de hoje, a Conab manteve seu número para consumo interno em 68,7 milhões de toneladas para a safra 2019/20 e de 71,8 milhões de toneladas para o ciclo 2020/21. Por outro lado, elevou as projeções de importação de 1,1 milhão de toneladas para 1,3 milhão.

“O ajuste se deve à necessidade de milho para suprir o consumo ao início de 2021 diante de uma menor oferta do cereal disponível para comercialização”, explicam os analistas.

Diante dos ajustes realizados, o estoque final esperado na safra 2019/20 deverá ser de 10,8 milhões de toneladas, volume suficiente para atender a demanda por aproximadamente dois meses, a partir de fevereiro de 2021.

“Para o estoque final esperado ao fim da safra 2020/21, projetamos um total de 7,3 milhões de toneladas, redução de 32,4% em relação à safra anterior. Esse fato se deve ao contínuo crescimento do consumo interno em contraponto com a nova expectativa de volume a ser produzido em 2020/21 em volume inferior a 0,2% ao observado na safra 2019/20”, diz a Conab.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) teve mais um dia altista para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações entre 2,25 pontos negativos e 8,75 pontos positivos ao final da quarta-feira.

O vencimento março/21 foi cotado à US$ 5,24 com ganho de 7,25 pontos, o maio/21 valeu US$ 5,27 com valorização de 8,75 pontos, o julho/21 foi negociado por US$ 5,24 com alta de 7,75 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,77 com perda de 2,25 pontos.

Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 1,35% para o março/21, de 1,54% para o maio/21 e de 1,55% para o julho/21, além de queda 0,42% para o setembro/21.

Segundo informações do site internacional Blog Price Group, o milho foi novamente muito mais alto em resposta aos relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgados na tarde de terça-feira.

“O USDA cortou rendimentos e produção para os EUA e reduziu os níveis de estoque final, apesar da menor demanda. A demanda de exportação tem se mantido relativamente forte, já que o milho americano é o grão mais barato do mercado mundial. Já a demanda doméstica, tem sido menor devido à redução na demanda por processamento de etanol e questões sobre a demanda por ração”, comenta o analista do Price Group, Jack Scoville.


Fonte: Notícias Agrícolas
Autor: Guilherme Dorigatti






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