Revista do AviSite
Revista do Ovo
Encartes Especiais
Notícias
Informativo Semanal
Informativo Diário
Info Estatísticas
AviGuia
OvoSite
Trabalhos Técnicos
Legislação
Busca Avançada
Cadastre-se
Contato
Anuncie
Patrocinadores
Sexta-feira, 27/11/2020
Siga-nos:
Notícias Informativo Semanal Informativo Diário Info Estatísticas
NOTÍCIAS
Bolsonaro nega intervenção e tranquiliza setor de soja


Empresários temiam ação do governo em virtude da disparada dos preços.

Brasília, DF, 28/10/2020


Matérias-primas
O presidente Jair Bolsonaro garantiu aos principais exportadores e processadores de soja do Brasil que não vai interferir no mercado apesar da preocupação com as cotações recordes do grão e os reflexos na inflação do país.

Em reunião no Palácio do Planalto ontem, os empresários afirmaram que não haverá exportação nos próximos meses devido à entressafra. A declaração tranquilizou Bolsonaro, que chegou a comentar mais cedo que a soja não poderia ser toda exportada, em conversa com apoiador na porta do Palácio da Alvorada. “Está ficando um pouco no Brasil ou exportando tudo? Tem que ficar, senão bagunça o preço aqui”, disse.

Os executivos das maiores tradings e cooperativas agrícolas do país também saíram aliviados do encontro, já que temiam alguma medida mais drástica, como a aplicação de imposto temporário nas exportações ou outra restrição à venda de soja ao exterior, alternativas já apresentadas ao governo recentemente, mas nem sequer mencionadas na reunião.

De acordo com participantes, Bolsonaro demonstrou preocupação com o aumento dos preços do óleo de soja e com a manutenção do poder de compra da população. Ele sinalizou que a “queda nas cotações seria importante já que o auxílio emergencial tem impacto fiscal enorme e não poderá durar para sempre”.

Depois de pedir “ajuda” da indústria, o presidente afirmou que não vai intervir no mercado ao ouvir dos próprios operadores e da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, os fatores que sustentaram as altas recordes, como câmbio e demanda externa, e a incapacidade de mexer nas cotações formadas na Bolsa de Chicago, nos EUA. Ontem, a soja alcançou o maior patamar dos últimos quatro anos, com o contrato para novembro negociado a até US$ 10,88 por bushel. No Brasil, a saca de 60 kg é vendida em torno de R$ 170.

Tradings e cooperativas explicaram a Bolsonaro que a pandemia derrubou a demanda interna pelo óleo de soja, que já estava produzido e teve que ser exportado, fato que “não vai se repetir em 2021”, garantiu um executivo. A importação do derivado deverá ser três vezes maior este ano que em 2019.

Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) afirmou que o volume processado de soja e a produção de óleo vão ser recordes, sem possibilidade de desabastecimento do derivado. A indústria elogiou a decisão tomada neste mês pelo governo de isentar a importação de soja de fora do Mercosul. Os empresários, no entanto, solicitaram que seja retirada a taxa de 5% do Adicional de Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) para favorecer a compra de soja dos Estados Unidos.

Cooperativas do Sul do país também relataram a dificuldade para a entrada de caminhões com milho, soja e derivados do Paraguai, devido ao turno reduzido de fiscais da Receita Federal na Ponte de Amizade devido à pandemia. O processo de liberação das cargas está demorando o dobro do tempo e dificultando os negócios.


Fonte: Valor Econômico
Autor: Rafael Walendorff






COMENTÁRIOS



NOTÍCIAS RELACIONADAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS



















NOTÍCIAS MAIS LIDAS
5 dias
30 dias
NOSSOS PARCEIROS
REVISTA ONLINE

Clique acima para acessar o leitor digital ou abaixo para Download do PDF