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Camex pode decidir nesta sexta-feira se isenta as importações de milho de fora do Mercosul


‘Conta’ do atraso do plantio de soja pode sobrar para o milho

Brasília, DF, 16/10/2020


O ritmo mais lento no plantio de soja este ano, devido à irregularidade das chuvas nas regiões produtoras, poderá influenciar os resultados da segunda safra de milho deste ciclo 2020/21, que até agora tem previsões recorde puxadas pela alta dos preços, que chegaram a bater R$ 73 a saca de 60 quilos na B3 essa semana.O clima será o fator determinante para que os produtores consigam repetir o sucesso nas duas culturas.

“É um atraso considerável. Mesmo onde já choveu temos irregularidades”, lembra o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Glauber Silveira. “Cada dia de atraso significa de 3 a 5 sacas de milho por hectare a menos de produtividade. Um atraso de 10 a 15 dias é muito significativo e pode resultar em 5 milhões de toneladas a menos de colheita”, estima. Ele reforça que nenhum cenário revela qualquer problema de abastecimento, mas pode pressionar preços.

Silveira reitera que tudo dependerá do clima. O período ideal para o plantio de milho em Mato Grosso, principal Estado produtor, vai de janeiro até 10 de março. “Não é regra. Tudo depende de como a chuva vai se comportar ao longo de 2021, ela pode se alongar e termos boa produção”.

Foi isso que aconteceu em Goiás na safrinha de 2020. Cerca de 30% do milho foi plantado fora da janela ideal e, mesmo assim, o Estado colheu 10,4 milhões de toneladas, 10% a mais que em 2019. “É muito cedo para condenar a nossa safrinha de milho, mas já existem impactos”, diz o analista de mercado da ARC Mercosul, Cristiano Palavro, que estima colheita total (primeira e segunda safras) entre 108 milhões e 110 milhões de toneladas em 2020/21.

Segundo a consultoria, a estimativa é que o plantio de soja alcance entre 8% e 10% da área prevista no país até o fim desta semana. Nos últimos cinco anos, a média para a metade do mês de outubro foi de 22% da área estimada. Em 2018, ano de semeadura mais rápida, o percentual chegou a 35%.

“Impacta porque vamos ter pouca soja em janeiro para embarcar”, afirmou. “O mercado internacional está jogando a favor. Os preços de milho na China estão em patamar recorde, a demanda está firme e não vejo essa onda terminando nos próximos meses”, acrescentou Palavro. Outro ponto de atenção, segundo ele, são os impactos do La Niña na produtividade das lavouras argentinas

Ele também não descarta um possível rompimento das relações comerciais entre China e EUA a depender dos resultados das eleições presidenciais americanas. O cenário, conta, já influenciou compras maiores de soja dos EUA pelos chineses para uma provável formação de estoque, o que ajudou a sustentar os preços.

TEC na pauta

A Camex pode decidir nesta sexta-feira se isenta as importações de milho de fora do Mercosul da Tarifa Externa Comum (TEC). O pedido para a retirada da TEC do cereal, de 8%, partiu das indústrias de aves e suínos, que querem uma opção a mais no mercado caso o preço interno continue a subir ou falte matéria-prima no país.

Cristiano Palavro, analista de mercado da ARC Mercosul, diz que o impacto deve ser pequeno nos preços. Ele acredita que a isenção servirá para estabelecer um teto, com paridade das exportações, e não para derrubar as cotações. O diretor-executivo da Abramilho, Glauber Silveira, entende a ação como sinal do governo para tranquilizar o consumidor sobre qualquer possibilidade de falta de produto.


Fonte: Valor Econômico
Autor: Rafael Walendorff






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