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FACTA WPSA, 2º dia: antimicrobianos, segurança alimentar e melhorias na produção em destaque




Campinas, 13/08/2020 | 09:23 -


No segundo dia da Conferência virtual FACTA WPSA - One Health, realizada nesta quarta-feira (12), um amplo debate técnico sobre uso de antimicrobianos permeou o dia, com uma análise sobre a exigência por parte dos consumidores  e a pressão sobre a indústria produtora de proteína animal por uma produção mais segura.  Temas como segurança alimentar e sistemas para melhoria da produção avícola também fizeram parte do programa do evento, que se encerra hoje (quinta-feira).

O responsável por abrir os trabalhos foi Michael Hess, da Vetmeduni, da Áustria, com a apresentação ‘FAdV um problema global’.



Michael Hess, da Vetmeduni

Na sequência, Deyse Galle, Médica Veterinária da Elanco, apresentou o tema ‘Utilização responsável de antibióticos’. Ela abordou  a importância dos antimicrobianos na produção animal, com a necessidade de uma profunda sinergia entre a medicina veterinária e a humana para valorizar a ‘Saúde única’. “Há uma forte pressão dos consumidores sobre a utilização de antibióticos, formas de abate, bem estar animal e até mesmo a forma de alojamento das aves”, destacou.

Ela abordou também as questões envolvendo a resistência antimicrobiana.  “A redução do uso de antimicrobianos como melhoradores de performance tem sido um fator decisivo para o mercado”, disso.

Ela citou que em 2017 a Organização Mundial da Saúde (OMS)  publicou uma lista de 12 patógenos prioritários que representam risco de morte a humanos, incluindo Salmonella, sendo considerada de alta prioridade para o desenvolvimento de novas moléculas antimicrobianas pela emergência de sorotipos resistentes.  “Por isso  nos é exigido o uso prudente de antimicrobianos e uso de vacinas pode prevenir a ocorrência de casos de Salmonella”, explicou.

Ela finalizou afirmando que o uso responsável de antimicrobianos não significa seu banimento.  “São necessárias boas práticas de utilização que garantam a saúde humana e animal para ajudar a controlar a resistência antimicrobiana”, disse.



Deyse Galle, Médica Veterinária da Elanco.

Jean de Oliveira, Zootecnista da Cargill, deu sequência à programação do dia com a palestra ‘Antibióticos-Free - Compreendendo a microbiota para a correta tomada de ação no uso de antimicrobianos e em sistemas ABF’.  Ele abordou temas como o uso de antibióticos, sistema de produção ABF e como entender melhor  a microbiota das aves.

Segundo ele, a produção avícola sem uso de antibióticos será o futuro da produção animal. “Há uma forte pressão de consumidores por uma regulamentação, exigindo até mesmo uma maior flexibilidade de venda da carne no mercado”, explicou. “Novos sistemas de produção devem passar por um processo,  pois também é mais complexo e exige uma abordagem holística, com maior controle de todos os fatores produtivos, das matrizes e dos incubatórios, com ampla atenção ao ambiente, especialmente biossegurança”, detalhou. “Aprenda a intervir no que funciona e no que não funciona. Com o passar do tempo será cada vez menos por tentativa e erro, afirmou.



Jean de Oliveira, Zootecnista da Cargill.

Christine Alvarado, da Passport  Food Safety, Arm and Hammer, do Texas, Estados Unidos, abordou em sua apresentação ontem na Conferência FACTA WPSA - One Health o tema ‘Uso de novas tecnologias (fagos) na redução de contaminantes nas etapas de abate e processamento de carnes’.

Ela destacou a importância da atenção à expectativa dos consumidores,  confiança,  segurança alimentar e cuidados com patógenos como Salmonellas. “Temos que pensar com relação aos consumidores e o que é exigido da indústria de produção de proteína animal”, afirmou. “Não há uma única solução, mas múltiplas práticas, sistemáticas, para segurança alimentar no processamento de proteínas, da granja para o prato”, disse.



Christine Alvarado, da Passport  Food Safety, Arm and Hammer.

Pedro Guerrero, Gerente de Saúde Animal da Chile Carne, trouxe uma análise sobre o caso de Influenza Aviária no Chile.  Ele explicou que a Influenza Aviária (IA) é uma das doenças mais importantes da indústria avícola devido aos impactos tanto na saúde pública como na morbidade das aves, que pode chegar a 90% e se dissemina rapidamente entre o plantel. “E dependendo das cepas, pode provocar mortalidade de até 100%, além do impacto no comércio internacional, de extrema importância para a indústria avícola”, disse.

Segundo ele, desde a ocorrência até a suspeita, deve se passar o menor tempo possível, de até 24 horas. “É o que vai determinar o sucesso do trabalho de contenção da IA.  Existe a exigência dos mercados para análise da prevalência do vírus, que não deve ser criticada, mas deve ser encarada como uma ferramenta para proteção do plantel, que permite uma detecção rápida”, destacou. “Um eficiente plano de contingência, com procedimento de abates e descartes das aves, um trabalho conjunto entre a autoridade sanitária e a indústria (o que é básico e um dos assuntos mais importantes para ter sucesso na erradicação) e, acima de tudo,  a palavra-chave no combate à IA é biossegurança”, disse.

Abordando o tema ‘A granja do futuro: quais são as tecnologias existentes e o que está por vir’, Pim van Hooff, da Vencomatic, da Holanda, destacou a alta tecnologia, a atenção existente aos detalhes e como tirar o máximo proveito da alta tecnologia disponível para a avicultura. “Queremos conhecer mais e buscar as melhores saídas para elevar o potencial produtivo das aves”, disse. “Precisamos rastrear tudo o que acontece no galpão, cada ave, entender todo o processo, somente assim podemos garantir o máximo desempenho zootécnico”, afirmou.

Ele disse ainda que o futuro é brilhante para a avicultura. “Os dados estarão cada vez mais conectados, tudo interligado, com ampla integração de diversos sistemas para troca de informação, com todo o conhecimento necessário para chegar ao topo”, disse.



    Pim van Hooff, da Vencomatic.

E para fechar o dia, o tema escolhido foi ‘Modelo de uso efetivo de energia alternativa em incubatório’, com Roberto Ordoñez, Incubadora Regional, da Guatemala. “Nosso trabalho visa aumentar a eficiência e competitividade da avicultura em nosso país, com a construção de uma planta de incubação e operá-la com energia solar, para poder reduzir os custos e aumentar o retorno, comprovadamente, no curto, médio e longo prazo”, disse.

Ele explicou que o projeto foi desenvolvido pois na região há um fornecimento instável de eletricidade. “E também com alto custo e, assim, buscamos um ‘desenho’ para o fornecimento de energia elétrica que nos propiciasse continuar com a nossa atividade avícola de forma competitiva. Foi uma necessidade imposta pela concorrência”, contou.



Roberto Ordoñez, Incubadora Regional




Fonte: AviSite
Autor: Redação




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