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Webinar da Aviagen aborda a importância da nutrição em cada fase de vida da ave


Durante a apresentação, o diretor global de serviços de Nutrição da empresa, Marcelo Silva, alertou para as consequências da retirada agressiva de ração no período de produção de aves reprodutoras

Campinas, 02/06/2020 | 07:54 -


A Aviagen realizou, no dia 27 de maio, o webinar “Nutrição de reprodutoras visando conformação ideal de fêmeas e machos – parte II”. O encontro concluiu o tema nutrição iniciado no dia 29 de abril, pelo diretor global de serviços de Nutrição da Aviagen, o doutor Marcelo Silva, que, na ocasião, destacou a constante evolução na genética de frangos de corte e como a empresa dedica investimentos significativos para produzir mais carne de maneira rápida e também com maior eficiência.

Para Silva, a ave atual tem uma forte resposta para a produção de proteína, ou seja, há uma elevada deposição de peito e uma limitada formação de reservas (gordura).

Em relação à postura e à produção, Silva ressaltou a importância de se compreender as características de cada fase da ave, como, por exemplo, entre a inicial de 25 a 40 semanas e a fase que vai da semana 50 até a 64, período que corresponde a 44% e 28% da produção total de ovos standard, respectivamente. “Na fase inicial, buscamos a máxima viabilidade e a boa qualidade do pintinho. Problemas sanitários e ambientais são os que mais afetam a viabilidade, principalmente nas regiões de clima quente e sem suficiente climatização”, explicou Marcelo Silva.

Em relação à fase final, o foco da produção gira em torno da qualidade do ovo, seja ela interna ou externa. Neste caso, o controle do peso de ovo é fundamental para a obtenção de boa qualidade de casca e embriões com capacidade suficiente para alcançar elevados níveis de eclosão. É possível perceber como essas duas fases são importantes no sentido de maximizar a produção.

O diretor ressaltou que tanto o peso do ovo quanto do pintinho estão positivamente correlacionados; sendo um fator de muita importância até a fase de 30 semanas. “Pintinhos oriundos de ovos pequenos necessitam de maior cuidado na fase inicial em relação a manejo e ambiente. Então buscamos um tamanho de ovo mínimo inicial para realmente fazer um pintinho que seja mais fácil de ser manejado”.

No entanto, o extremo oposto não é desejado. Silva explicou que quando o peso do ovo é muito grande logo na fase inicial, entre 30 a 35 semanas, fica mais difícil realizar o controle do peso final do ovo, e o resultado é um pintinho de baixa performance.

Fornecimento de energia e as consequências da retirada agressiva de ração

O fornecimento de energia e proteína são componentes importantes no desenvolvimento da ave, pois estão relacionados desde ao pico de postura, controle do peso corporal, tamanho de ovo, fertilidade, eclodibilidade tardia e até ao status imunológico. “Embora a matriz seja muito resiliente, isto não quer dizer que irá tolerar um déficit de energia sem que haja perdas de performance, no final das contas, a matriz acaba dando o que recebe”, alertou Silva.

De maneira geral, o diretor indicou durante o webinar que ao pico de ração uma base de fornecimento de calorias adequadas para as aves é de 470 quilocalorias por dia. “Este é um aspecto muito importante, visto que às exigências para a manutenção são crescentes e vão ocupar de 52% a 70% a quantidade de energia fornecida à medida que o lote envelhece”.

Por isso, retirar agressivamente a ração não é recomendado, sendo considerada uma tentativa frustrada de tentar controlar o peso corporal da ave. Em vários cenários de fornecimento de ração, a ave quase que invariavelmente vai alcancar um ganho de peso de 2 a 6 gramas por dia. “As necessidades de mantença e crescimento sempre serão preservadas, enquanto que a persistência de produção fica em segundo plano, ou seja, havendo perda de velocidade de produção. E as aves com baixa condição de reserva vão acabar saindo de produção”, pontuou o especialista da Aviagen.

O resultado será uma menor persistência de produção e deterioração do status de empenamento porque as aves entrarão em uma muda crônica de penas, com consequente perda de eclodibilidade claramente observadas a partir de 45 semanas. “As perdas de eclodibilidade geralmente são desencadeadas a partir do momento em que o gerente da granja inicia a retirada de ração de um lote que não tinha a composição corporal necessária para essa ação”, alertou Marcelo Silva.


Fonte: AviSite
Autor: Redação




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