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Falta de higiene humana (mais do que alimentos) causa resistência aos antibióticos




Campinas, 22/11/2019 | 07:27

Fonte: AviSite | Autor: Redação

Não que se deva interferir nos esforços visando à redução do uso de antibióticos na produção animal. Muito pelo contrário. Mas não se pode permitir que somente as carnes continuem na berlinda como únicas causadoras das toxinfecções alimentares.

E uma nova luz (científica) sobre essa questão está sendo dada por pesquisadores da Universidade da Ânglia Oriental (UEA - Universityof East Anglia, Norwich, Inglaterra). Eles observam, por exemplo, ser mais provável que a resistência de uma determinada cepa da E. coli aos antibióticos se dissemine por falta de higiene no banheiro do que por um frango mal cozido ou outros alimentos.

Como convém aos bons cientistas, eles apenas levantam uma hipótese. Mas os resultados das pesquisas realizadas apontam claramente nessa direção. Ou seja: sequenciou-se o genoma de amostras de E. coli resistentes colhidas em variadas fontes do Reino Unido – incluindo infecções da corrente sanguínea humana, fezes humanas, esgoto, chorume, carnes (bovina, suína e de frango), frutas e hortaliças.

Um dos resultados obtidos: as cepas resistentes de origem animal (carnes e chorume de fazendas) foram significativamente diferentes daquelas que infectam seres humanos. Daí a conclusão de que a maioria das cepas de E. coli causadoras de infecções humanas não provém da ingestão de frango ou de qualquer outro item integrante da cadeia alimentar.

Mas então, qual é a origem essas toxinfecções? O esclarecimento vem do Professor David Livermore, autor principal do trabalho da UEA. Em suas próprias palavras, “é desagradável chegar a tal constatação, mas a rota mais provável de transmissão da E. coli é diretamente de humano para humano. E através de partículas fecais de uma pessoa para a boca de outra”.

Conclusão do Professor Livermore: “devemos continuar cozinhando muito bem o frango e nunca lidar ao mesmo tempo com carnes cruas e saladas, pois há muitas bactérias causadoras de intoxicações alimentares. Mas muito mais importante é lavar as mãos depois de ir ao banheiro”.

Clique aqui para acessar o press-release divulgado pela UEA a respeito dessa questão. E aqui para acessar, na publicação científicaThe Lancet InfectiousDiseases, a íntegra desse trabalho.





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