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Frango: porquês da menor importação da Arábia Saudita




Campinas, 21/12/2018 | 08:16

Fonte: AviSite | Autor: Redação

Uma vez que, nos dois últimos anos, as exportações brasileiras de carne de frango para a Arábia Saudita – principal e mais tradicional importador do produto – recuaram de forma significativa (pelos dados da SECEX/MDIC, queda de 21% em 2017; em 2018, onze primeiros meses, 20% a menos), a impressão que fica é a de que o retrocesso se deve à Operação Carne Fraca e a seus posteriores desdobramentos.

Mas, como demonstram dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), não é bem assim: os sauditas importaram menor volume de carne de frango de pelo menos quatro de seus principais fornecedores. Naturalmente, o Brasil foi o mais afetado, pois atende mais de 80% das importações da Arábia Saudita. Mas os cortes atingiram com muito mais ênfase os EUA (quase 25% a menos) e, principalmente, a Argentina (75% a menos).

Segundo o USDA, as importações recuaram por conta de significativa queda no consumo causada, primeiro, pela saída do país, de milhares de famílias expatriadas que não puderam pagar as taxas de permanência em território saudita, crescentes a cada ano; e, segundo, por sensível redução da demanda por parte do “food service” em função de uma forte retração, entre outros, no setor de construção civil.

Já a queda registrada em 2018 tem como terceiro ingrediente, além dos outros dois mencionados, a elevação dos preços da carne de frango em decorrência da menor disponibilidade do produto – ocasionada, neste caso, pela decisão da Autoridade Saudita de Drogas e Alimentos de proibir os abates com pré-insensibilização por choque elétrico.

Notar, pela tabela abaixo, que apesar de sofrer forte retrocesso no volume adquirido, o Brasil mantém, com perda mínima (1% a menos) sua participação no mercado saudita. Por sua vez, o gráfico inferior mostra que, depois de chegarem a 2016 com o triplo do volume registrado em 2001, as importações de carne de frango da Arábia Saudita vêm retrocedendo nos últimos dois anos e, por ora, apresentam leve tendência de aumento em 2019. Com certeza o Brasil será beneficiado com essa reversão. Mas isso só será confirmado quando os próximos 12 meses se encerrarem.







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