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Desempenho do ovo em novembro e no decorrer de 2018




Campinas, 03/12/2018 | 06:54

Fonte: AviSite | Autor: Redação

Depois de fechar o décimo mês de 2018 com o pior resultado do ano e registrar o menor preço do último quadriênio para um mês de outubro, o ovo iniciou novembro sinalizando recuperação, porquanto obteve reajustes da ordem de 33% apenas nos oito primeiros dias de negócios do mês.

Mas essa recuperação foi efêmera. Pois sucedida por brevíssimo período de estabilização. E, já na passagem da primeira para a segunda quinzena, os preços do produto voltaram a refluir. Quase no mesmo espaço de tempo do ganho anterior, o produto perdeu 17% de seu preço.

Com tal desempenho, os resultados do mês foram pífios. Pois ainda que o preço médio tenha correspondido a um incremento de mais de 13% sobre outubro de 2018, comparativamente ao mesmo mês do ano passado prevaleceu redução superior a 14%. Com isso, a média alcançada em novembro, embora superando a do mês anterior, permanece como a terceira pior do ano. Aliás, terceira pior em mais de três anos, ou seja, desde outubro de 2015.

A esta altura de 2018 é pouco provável que o valor médio do produto no ano ultrapasse os R$64,00/caixa (preço aplicável a cargas fechadas de ovo branco extra comercializado no atacado da cidade de São Paulo). Quer dizer: deve alcançar, no exercício, valor inferior ao dos dois anos anteriores. E por quê?

Porque, sobretudo, estimulado pelo aumento do consumo observado dois anos atrás, o setor precipitou-se na expansão do plantel produtor. Para confirmar, basta observar que a média mensal de alojamento dos 10 primeiros meses de 2018 é quase 25% superior à de 2016. Junte-se a isso o habitual incremento de produtividade das linhagens em criação e uma retração de consumo que até agora não deu mostras de reversão e têm-se todos os ingredientes para colocar a atividade em xeque.

Em situações anteriores de fraco andamento do mercado, era suficiente descartar as poedeiras mais velhas ou menos produtivas e as condições do mercado se revertiam. Essa receita, agora, não tem o menor efeito. Pois, independente dos descartes que sejam efetuados, mais e mais poedeiras iniciam a produção. Uma situação que somente será minimizada com o aumento do consumo e das exportações.







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