Revista do Avisite
Revista do Ovo
Encartes Especiais
Notícias
Clippings
AviGuia
AviSite
OvoSite
Trabalhos Técnicos
Agenda
Cobertura
Legislação
Banco de Currículos
Relatórios
Busca Avançada
Contato
Anuncie
Patrocinadores
Quinta-feira, 12/12/2019
Siga-nos:
Trabalhos Técnicos
-->
CIÊNCIA & TECNOLOGIA - Trabalhos Técnicos

Outras Áreas

Rastreabilidade da Farinha de Vísceras na Alimentação de Frangos de Corte por meio da Análise Isotópica de Diferentes Tecidos

RP Oliveira¹*, C Ducatti¹, AC Pezzato², AS Carrijo³, JR Sartori², FS Wechsler4, ET Silva¹, JC Denadai¹, FR Caldara¹ ¹Centro de Isótopos Estáveis Ambientais – CIEA/IB/UNESP – SP -Brasil ²Departamento de Melhoramento e Nutrição Animal – DMNA/FMVZ/UNESP – SP - Brasil ³Departamento de Produção Animal – DPA/UFMS – MS - Brasil 4Departamento de Produção e Exploração Animal – DPEA/FMVZ/UNESP – SP - Brasil INTRODUÇÃO Nos últimos anos, diversos episódios mundiais vêm afetando negativamente a segurança alimentar (BSE, dioxina, E. Coli, Samonella, Gripe Aviária), deprimindo o consumo de produtos alimentícios de origem animal. Para que o Brasil mantenha-se na posição de maior exportador de carne de frango é necessário, além de atender os padrões exigidos de qualidade, o desenvolvimento de técnicas que permitam garantir a veracidade das informações registradas pelo atual processo de rastreabilidade. De acordo com o regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho da União Européia (1), fica proibida a alimentação de uma espécie animal com proteínas animais transformadas, derivadas dos corpos, ou partes de corpos, de animais da mesma espécie. Com o intuito de desenvolver a técnica dos isótopos estáveis para fins de rastreabilidade e certificação do padrão dietético de frangos de corte, este trabalho teve por objetivo verificar a capacidade de rastrear a inclusão de farinha de vísceras (FV) na dieta dessas aves. MATERIAL E MÉTODOS O experimento foi realizado nas Câmaras Bioclimáticas do Laboratório de Nutrição de Aves-LNA/FMVZ/UNESP. Foram utilizados 80 pintos de corte, com um dia de idade, distribuídos aleatoriamente em cinco tratamentos experimentais contendo níveis crescentes de inclusão de FV (0, 2, 4, 8 e 16% FV), com quatro repetições de quatro aves cada. As dietas foram isoenergéticas, isoprotéicas e isoaminoacídicas (Met+Cis e Lis). Aos 42 dias de idade, quatro aves por tratamento foram amostradas ao acaso e sacrificadas, para coleta de amostras de músculo peitoral (Pectoralis major), quilha e tíbia, para determinação das razões isotópicas de carbono (13C/12C) e nitrogênio (15N/14N). Esses valores foram expressos em termos de enriquecimento relativo (d13C e d15N) das amostras em relação aos respectivos padrões internacionais, PDB e N2 atm. Os dados isotópicos obtidos foram submetidos à análise multivariada de variância (MANOVA) com o auxílio do procedimento GLM (General Linear Model) do SAS. Foram delimitadas elipses com 95% de confiança para verificar diferenças entre as médias dos tratamentos experimentais e do grupo controle (0% FV). RESULTADOS E DISCUSSÃO Os resultados médios de d¹³C e d15N estão na Tabela 1. Em todos os tecidos, o enriquecimento isotópico de ¹³C e 15N mostrou um comportamento crescente, refletindo o enriquecimento das dietas devido à crescente inclusão de FV. O ¹³C enriqueceu, pois a medida que aumentou-se a participação de FV (d¹³C = -16,60‰), diminuiu-se a inclusão de farelo e óleo de soja (produtos de plantas C3 – valor modal = -26,7‰) e aumentou-se a inclusão de milho (produtos de plantas C4 - valor modal = -12,6‰). Por sua vez, o 15N enriqueceu pois a medida que incluiu-se FV (d15N = 4,25‰), menores quantidades de farelo de soja (leguminosa, d15N = 0‰) e maiores de milho (d15N dependente do N do solo) foram necessárias para balancear as dietas de um modo isonutricional. Tabela 1 – Valores médios de d¹³C e d15N de diferentes tecidos de frangos de corte aos 42 dias de idade. Ao analisar Pectoralis major, apenas os tratamentos 8 e 16% FV foram diferentes do grupo controle. Por outro lado, ao analisar quilha e tíbia, além desses tratamentos (8 e 16% FV), o tratamento 4% FV também diferenciou-se do grupo controle, como ilustra a Figura 1. Figura1 – Elipses com 95% de confiança para as médias dos pares isotópicos de tíbias de frangos de corte aos 42 dias de idade. Na Figura, para que um tratamento seja considerado diferente do grupo controle é necessário que sua elipse de confiança não sobreponha nenhum dos eixos (médias do grupo controle) no gráfico. Dessa forma, é provável que o limite mínimo detectável de inclusão de FV na dieta de frangos de corte, por essa técnica, esteja logo acima de 2% (quilha e tíbia). CONCLUSÕES A variação natural dos isótopos estáveis de C e N apresenta-se como uma alternativa em potencial para a detecção da inclusão de FV na dieta de frangos de corte, uma vez que é capaz de rastrear níveis abaixo daqueles normalmente praticados pela indústria avícola. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. CONSLEG – Serviço das Publicações Oficiais das Comunidades Européias 2004, 154p.


Outras Áreas































CATEGORIAS

Administração, Economia, Planejamento e Política Avícola (10)

Ambiência (27)

Equipamentos (3)

Estrutiocultura (2)

Genética (1)

Incubação (9)

Manejo (31)

Meio Ambiente (1)

Nutrição (67)

Outras Áreas (31)

Produção (18)

Saúde (3)

Saúde Avicola (68)

REVISTA ONLINE

Receba as melhores informações sobre avicultura por e-mail.
Nome:
E-mail: