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CIÊNCIA & TECNOLOGIA - Trabalhos Técnicos

Saúde Avicola

Isolamento do Vírus de Bronquite Infecciosa das Aves de Surtos da Doença Associada a Lesões Atípicas de Miopatia de Musculo Peitoral

Brentano, L. Klein, TAP. Jaenisch, FR Back, A Castro, AGM INTRODUÇÃO A Bronquite Infecciosa (BI), causada pelo vírus da bronquite infecciosa (IBV) é uma doença de grande impacto econômico na avicultura devido a perdas decorrentes de doença respiratória e/ou renal grave, queda de postura e alterações na qualidade dos ovos. Alem destes quadros da doença, a partir do ano de 2003 no Brasil vêm ocorrendo novos surtos atípicos de BI, associados com a apresentação de um novo tipo de lesão caracterizado por degeneração e necrose da musculatura peitoral. Esta nova apresentação da doença sugere a ocorrência de novos vírus atípicos no Brasil, cujo quadro de miopatia parece semelhante aos surtos causados por um novo sorotipo viral, a exemplo dos vírus conhecidos como 4/91(793B) primeiramente descritos por Cook et al. (1986) (1). Buscamos portanto inicialmente realizar o isolamento do vírus para diagnóstico e tentativa de reprodução experimental da BI atípica, assim como para viabilizar a futura realização de ensaios de proteção vacinal para determinar o impacto destes vírus na imunidade conferida pelas vacinas utilizadas no país e proceder à caracterização do perfil do genoma destes vírus atípicos no Brasil. MATERIAL E MÉTODOS Isolamento viral e RT-PCR: Foram investigados três lotes de matrizes pesadas (Tabela 1), com suspeita de BI atípica, com sinais clínicos de apatia, dificuldade respiratória, aumento de mortalidade (0 a 10%), queda de produção (0 -15%), ovos de casca fina, necrose e/ou edema na musculatura do peito e casos de hipertrofia renal com retenção de uratos.. Macerados de órgãos (rins, pulmão e traquéias) foram inoculadas em 5 ovos embrionados SPF de 9 a 11 dias/amostra. O desenvolvimento de nanismo ou enrolamento nos embriões aos 7 dias pós inoculação (dpi), em pelo menos 5 a 6 passagens (P5 a P6) foi considerado como sugestivo de isolamento do vírus da bronquite infecciosa (IBV). O RNA viral foi extraído de fluído alantóide dos ovos inoculados e o RT- PCR para amplificação da seqüência completa do gene S1 (1720bp) foi realizado conforme descrito por Kwon et al. (1993) (2). Reprodução de lesões de BI in vivo em aves SPF: Um pool de suspensões dos órgãos de um lote de matrizes (38/49) suspeito de BI foi inoculada em 10 aves SPF de 4 semanas de idade (Grupo1). Outro grupo de aves (Grupo2) foi inoculado com alta dose viral (108 EID 50) de outra amostra (IBV8471) isolada em ovos e titulada, também associada à miopatia. Aves SPF não inoculadas foram usadas como controle negativo. As aves inoculadas e controles foram mantidas em isoladores e necropsiadas aos 7 dpi para reisolamento viral a partir de suabes de traquéia, pool de pulmões e pool de rins e aos 14 dpi para análise das lesões macro e microscópicas. RESULTADOS E DISCUSSÃO O VBI foi isolado dos três lotes de matrizes pesadas com BI atípica (Tabela 1). A inoculação experimental de aves SPF com suspensão de órgãos de lote 38/49 (Grupo1) resultou na ausência de lesões e em recuperação viral de pool de traquéias, de pulmão e de rins aos 7 dpi após 3 a 4 passagens em ovos O isolamento viral foi confirmado como positivo por PCR. Aos 14 dpi foram observadas congestão pulmonar e áreas esbranquiçadas nos rins e ausência de lesões na musculatura peitoral. No exame histopatológico foram identificadas lesões sugestivas de BI, caracterizadas por edema, hiperplasia epitelial e infiltrado mononuclear na traquéia; nos pulmões severa congestão e edema, severo infiltrado mononuclear, áreas de enfisema e hipertrofia do músculo liso dos parabrônquios; nos rins congestão generalizada, tumefação glomerular e hipertrofia dos folículos linfóides. O Grupo 2, mesmo com agressão por altíssima dose viral do IBV 8471 também não resultou em lesões de peito, sugerindo que a lesão muscular não é dose viral dependente. O IBV foi reisolado aos 7 dpi de suabes de traquéia em apenas 1 passagem em ovos. O Grupo 2 apresentou grande acúmulo de muco nas traquéias e congestão pulmonar aos 7 dpi. A não reprodução das lesões de peito em aves SPF leves indica a necessidade de maior investigação quanto ao papel de linhagens pesadas, resistência genética ou outros fatores secundários que possam ser determinantes da lesão muscular observada a campo. CONCLUSÕES Foram diagnosticados, por isolamento viral e PCR, novos surtos atípicos de BI no Brasil, sugerindo a possibilidade de ocorrência de novas variantes virais no país. O diagnóstico de IBV foi confirmado também por reprodução da doença respiratória e renal in vivo, contudo não foi possível reproduzir as lesões de miopatia em aves leves SPF. O isolamento destes vírus viabiliza a realização de experimentos de proteção vacinal, que estão ainda em execução, para determinar o impacto destes vírus na proteção conferida por vacinas no Brasil, assim como análise da epidemiologia molecular destas novas amostras de IBV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Cook, JKA., OrbellL, SJ, Woods, MA, Huggins, MB. Veterinary Record 1996; 138: 178-180. Kwon, HM Jackwood, MW, Gelb Jr, J. Avian Diseases 1993; 37: 124-202.


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