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Quinta-feira, 12/12/2019
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CIÊNCIA & TECNOLOGIA - Trabalhos Técnicos

Ambiência

Influência do Estresse Térmico no Desempenho da Linhagem Pescoço Pelado

Silva M A N Silva da O J I Piedade S MS Martins E Savino V J M Coelho A A D Site Mundo Avícola INTRODUÇÃO As condições climáticas de regiões tropicais (alta temperatura e umidade) tem interferido negativamente na produtividade e na qualidade da criação de frangos de corte (Silva & Silva, 1998). Sendo assim, realizou-se um experimento com o intuito de comparar o desempenho de uma linhagem comercial e de uma linhagem portadora do gene Naked Neck (Na), capaz de dissipar mais calor que aves não portadoras, quando submetidas ao estresse térmico. Materiais e Métodos Foram utilizadas no experimento 40 aves criadas em aviário comercial, sendo 20 da linhagem Pescoço Pelado (PP), portadora do gene Na, desenvolvida no programa de Melhoramento Genético Avícola do Departamento de Genética da ESALQ/USP, e 20 aves de linhagem comercial (LC). Quando as aves atingiram 28 dias de idade elas foram submetidas ao estresse térmico, sem água e sem alimento, na câmara climática do NUPEA (Núcleo de Pesquisa em Ambiência) com sede no Departamento de Engenharia Rural, programada para permanecer a 38ºC na primeira hora, a 40ºC na segunda hora e a 42ºC na terceira hora. Ao término das 3 horas as aves foram realojadas no aviário a temperatura ambiente. O mesmo procedimento foi realizado quando as mesmas aves atingiram 35 e 42 dias de idade. As aves foram dispostas na Câmara em 4 boxes ao acaso, sendo 2 boxes para a linhagem Pescoço Pelado (PP) e 2 boxes para a linhagem comercial (LC), a uma lotação de 10 aves/m2. Os parâmetros: perda de peso, temperatura retal e taxa respiratória foram avaliados primeiramente no aviário (em temperatura ambiente), ao término de cada hora de estresse e após uma hora que as aves foram realojadas no aviário (em temperatura ambiente), sendo avaliadas 10 aves de cada linhagem, escolhidas ao acaso. A perda de peso foi obtida através da diferença entre o peso das aves no início do estresse, o peso das aves ao final de cada hora de estresse e após o realojamento. Os resultados de temperatura retal foram obtidos introduzindo-se o sensor de um teletermômetro (Max-Min Thermo Hygro), 3cm na cloaca das aves. A taxa respiratória foi obtida através da avaliação visual, levando-se em consideração o número de vezes em que as aves inspiraram ar por minuto de tempo. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, sendo a comparação de médias, realizada pelo teste de Tukey (P<0,01). Resultados e Discussão Nos testes realizados quando as aves atingiram 28 e 42 dias de idade, houve diferenças altamente significativas, dentro das linhagens em função da temperatura, para as médias de temperatura retal e taxa respiratória. Já no teste realizado aos 35 dias houve diferença altamente significativa apenas para as médias de temperatura retal. Não houve diferenças significativas para as médias de peso em nenhum dos testes realizados. TABELA1.Médias de peso (P), Temperatura(TR) e taxa respiratória (TX) das linhagens aos 28 dias. *T: TA1: Valor antes do período de estresse; 38,40: valor apos a exposição da ave por uma hora a 38ºC, 40 ºC e 42ºC respectivamente; TA2: Valor uma hora após o realojamento. ** Médias seguidas de letra diferentes numa coluna, diferente entre si pelo teste de Tukey (P<0.01). TABELA 2. Médias de peso(P), temperatura retal (TR) e taxa respiratória (TX) das linhagens aos 35 dias de idade. *Idem TABELA 1 **Idem TABELA 1 TABELA 3. Médias de peso(P), temperatura retal (TR) e taxa respiratoria (TX) das linhagens aos 42 dias de idade *Idem TABELA 1 **Idem TABELA 1 Conclusão A partir dos resultados obtidos, com os testes de idade e temperatura de estresse, e dos resultados existentes na literatura pode-se concluir que a linhagem Pescoço Pelado possui maior resistência ao estresse térmico do que a linhagem comercial. Bibliografia 1- MAZZI,C.M. Análise da expressão da proteína Hsp70 em frangos de corte portadores do gene “Naked neck” (pescoço pelado) submetidos a estresse térmico gradativo. Jaboticabal, 1998. 60p. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias “Júlio de Mesquita Filho”. UNESP 2- SILVA, I.J.O.; SILVA, M.A.N. Dicas de sucesso: fique por dentro de algumas medidas simples, voltadas à climatização da produção de frangos, que podem garantir o sucesso da criação neste verão. Avicultura Industrial, Setembro, a.88, n.1059, p.46-47, 1998.


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