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Segunda-feira, 21/09/2020
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CIÊNCIA & TECNOLOGIA - Trabalhos Técnicos

Incubação

Expressão da HSP70 na Bursa Cloacal de Embriões de Frangos de Corte Submetidos a Estresse Intermitente Moderado por Frio ou Calor

Figueiredo, D.F. Givisiez, P.E.N. Malheiros, R.D. Faria Filho, D.E. Furlan, R.L. Macari, M. INTRODUÇÃO O embrião, bem como outros organismos, apresenta sistemas específicos que respondem a mudanças no seu ambiente, como a síntese de proteínas de choque térmico (hsps), que conferem proteção a células e organismos estressados (1). A síntese de hsps é aumentada para proteger as células contra injúrias durante períodos de estresse de diferentes naturezas, inclusive infecções e doenças auto-imunes, representando antígenos importantes na resposta imune humoral e celular (4). A resposta imune é altamente regulada e seu desequilíbrio resulta em imunodepressão; apresentando importância econômica significativa na produção comercial avícola (3). O objetivo deste trabalho foi avaliar a expressão de hsp70 na bursa de embriões de frangos submetidos a estresse intermitente moderado por frio ou calor. MATERIAL E MÉTODOS Foram incubados 300 ovos férteis, provenientes de matrizes com 39 semanas da linhagem “Cobb-500®”, divididos em 3 tratamentos: controle (C, temperatura de incubação de 37,6°C continuamente), estresse intermitente por calor moderado (Q, 38,4°C/4 h por dia após o 13° dia de incubação) e estresse intermitente por frio moderado (F, 36,1°C/4 h por dia após o 13° dia de incubação). Imediatamente após o período de estresse, foram colhidas amostras de bursa de 12 embriões de cada tratamento (4 repetições/tratamento formadas por pools de 3 bursas cada). Este procedimento repetiu-se no 14º, 15º, 16º, 17, 18º, 19º e 21º dia de incubação. Os ovos pertencentes ao tratamento C não sofreram nenhum tipo de estresse. As amostras colhidas foram armazenadas a -70°C, posteriormente homogeneizadas em tampão de lise (TRISHCl 20 mM pH 7,5; NaCl 0,9%; B-mercaptoetanol 2 mM) e centrifugadas. O sobrenadante foi utilizado para determinação da concentração de proteína total, em triplicatas, através do kit Bio-Rad Protein Determination Assay (Bio-Rad Laboratories, Hercules, CA). A quantificação de hsp70 foi realizada pela técnica de Western blotting e os dados foram expressos como ng de hsp70/µg de proteína total. Os resultados foram submetidos à análise estatística utilizando o procedimento General Linear Models (GLM) (2) e as médias de cada tratamento, ajustadas para efeitos de dia de incubação (linear e quadrático p<0,01), foram comparadas pelo teste t de Student. RESULTADOS E DISCUSSÃO As médias obtidas para cada tratamento estão apresentadas na Tabela 1. Foi observada uma menor expressão de hsp70 na bursa dos embriões referentes aos ovos que foram estressados por frio quando comparado aos submetidos a temperatura controle (p=0,04) ou aos estressados por calor (p=0,05). Por outro lado, não observou-se diferença quando comparados os tratamentos controle e estresse por calor (p=0,92). Semelhantemente, não foram verificadas interações entre tratamento e dia de incubação (p>0,05) (Figura 1). Os resultados deste estudo indicam que as células da bursa cloacal são menos susceptíveis a baixas temperaturas de incubação do que a temperaturas mais elevadas, provavelmente em função de um atraso no desenvolvimento destes embriões, ocorrendo uma redução na expressão de proteínas, inclusive hsp70. Foi também observado um aumento na expressão de hsp70 até os 17º dia de incubação, para todos os tratamentos, e um subseqüente declínio, sugerindo um mecanismo de adaptação desenvolvido pelas células devido à exposição moderada a o frio e ao calor. CONCLUSÕES Os resultados obtidos indicam que o estresse por frio aplicado aos embriões induz a uma menor expressão de hsp70, enquanto que a expressão induzida pelo estresse por calor não diferenciou do controle, provavelmente devido à baixa amplitude de temperatura entre os tratamentos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Gabriel JE, Da Mota AF, Boleli IC, Macari M, Coutinho LL. Growth, Development & Aging 2002; 66:27-33. SAS Institute, Inc. 2003. Sharma JM. Veterinary Immunology and Immunopathology 1991, 30:3-17. Zügel U, Kaufmann SHE. Clin. Microb. Rev. 1999, 12:19-39.


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