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Sábado, 28/11/2020
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CIÊNCIA & TECNOLOGIA - Trabalhos Técnicos

Saúde Avicola

Clones de Escherichia coli Causadores de Celulite Aviária

B.G. de Brito M.C. Vidotto K.C. Tagliari D.S. Leite INTRODUÇÃO A celulite tem sido considerada uma patologia emergente na avicultura. Em levantamentos epidemioló-gicos sobre a etiologia da celulite aviária, verificou-se que a Escherichia coli (E. coli) é o principal microrganismo encontrado nesta patologia. Entretanto até o momento não foi determinado quais os fatores de virulência são importantes na patogenia desta doença. Considerando as grandes perdas econômicas decorrente da celulite e a importância de estudos que visem reduzir a ocorrência desta patologia na indústria avícola, o presente trabalho teve como objetivo estudar a virulência e a variabilidade genética das E. coli isoladas de frangos de corte com celulite, para que se possa entender melhor a patogenia desta enfermidade. MATERIAL E MÉTODOS Foram avaliadas 12 E. coli isoladas de lesões de celulite de frangos de corte e 8 amostras isoladas das fezes de frangos sadios. As amostras foram submetidas a sorotipagem, detecção genes que codificam os fatores de virulência, fimbria tipo 1 ( fimH), fímbria F11 ( felA), hemaglutinina temperatura sensível ( tsh), adesina afimbrial ( afa), fímbria S ( sfa), “bundle-forming pili” ( bfp), hemolisina ( hlyA), colicina V ( cvaC), intimina ( eae), toxinas termoestáveis ( st1 e st2), toxina termolábil ( lt), verotoxinas ( stx1, stx2 e stx2e), fator necrosante citotóxico ( cnf1 e cnf2), capsula K1 e K5 ( kpsII), aerobactina ( iutA) e resistência ao soro ( iss e traT), através da técnica de PCR. A variabilidade genética foi avaliada através da técnica de REP-PCR, segundo Moura et al. (2). A patogenicidade das amostras de E. coli foram avaliadas através do teste de letalidade em pintos de 1 dia de idade e a reprodução experimental da celulite foi realizada em pintos de 3 dias de idade, conforme protocolos elaborados por Brito & Tagliari (1). RESULTADOS E DISCUSSÃO Os sorogrupos das amostras de E. coli isoladas de celulite foram O5, O26, O33, O119 e O175. Nossos resultados demonstraram, através da técnica de REP-PCR, alto grau de polimorfismo entre as 20 amostras de E. coli analisadas, os quais foram distribuídos em três grupos com 60% de similaridade, figura 1. Os grupos I e III, compostos por E. coli isoladas de celulite apresentaram alta letalidade para pintainhos e maior índice de reproduzir as lesões de celulite (1,6 a 4,0) em relação ao grupo II, no qual foi composto por E. coli isoladas de fezes, que causaram baixa letalidade para pintainhos e menor índice de celulite (0,2 a 1,0), Figura 1. As amostras dos grupos I e III apresentaram mais fatores de virulência que as amostras do grupo II; estas amostras apresentaram os genes que codificam a fímbria F11 e Tsh, produção de aerobactina e resistência ao soro, Figura 1. Estes resultados sugerem que as amostras de E. coli isoladas de celulite pertencem a clones específicos, os quais contem fatores de virulência associados com alta capacidade de reproduzir experimentalmente a celulite aviária. Algumas amostras pertencentes aos grupos I e III mostraram alta homologia e similaridade de 100%, e elas foram isoladas de diferentes propriedades, contrariando os dados obtidos por Singer et al. (3) os quais detectaram clones endêmicos somente entre amostras isoladas dentro de uma mesma propriedade. CONCLUSÕES Tanto as amostras isoladas das fezes como as isoladas de celulite são capazes de reproduzirem experimentalmente as lesões de celulite, entretanto as amostras isoladas de celulite promovem um maior processo inflamatório local e com freqüência evoluem para um quadro septicêmico; Existem clones de E. coli isolados de celulite, que apresentam diferentes capacidades de produzirem lesões de celulite; As amostras de E. coli de celulite possuem características de virulência similares as encontradas nas E. coli que causam colissepticemia em aves: Os fatores de virulência aerobactina, resistência sérica, além dos fatores de colonização Tsh e F11, podem ser utilizados como marcadores de virulência para as amostras de E. coli isoladas de celulite; Clones virulentos de E. coli podem distribuir-se de forma endêmica nas regiões avícolas; Os testes de letalidade e reprodução experimental de celulite em pintos podem ser usados para diferenciar a patogenicidade das E. coli isoladas de celulite. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRITO BG, TAGLIARI, KC. Curso Diagnóstico de Colibacilose e Salmonelose Aviária, 2002, 1:29-33. MOURA, AC. et al. Avian Diseases, 55:173-181, 2001. SINGER, MC. et al. Avian Diseases, 34:531-538, 2000.


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