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Quarta-feira, 11/12/2019
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CIÊNCIA & TECNOLOGIA - Trabalhos Técnicos

Ambiência

Atenção ao bem-estar das poedeiras - Efeito do Aumento de Temperatura Sobre as Aves

Paulo Roberto Rossi INTRODUÇÃO A elevação de temperatura ambiente acarreta uma série de efeitos altamente prejudiciais à produção de aves. Isto torna imprescindível que se criem climas internos capazes de diminuir o trabalho exercido pelo sistema metabólico dos animais. Lembramos, porém, que a compreensão do clima, em um aviário, inclui o clima externo, o macro-clima , o micro-clima e ático. Considerando-se que a temperatura interna das aves em questão está fixada entre 40 e 410C, a temperatura interna de um galpão de criação deveria, segundo a literatura especializada, estar ao redor dos 240 C, nos primeiros quatro ou cinco dias de vida, mantendo-se, após esse período, entre 18 0C e 210C. No período de produção, é considerada adequada a faixa de temperatura entre 12,7 0C e 24 0C. Sob a ótica comercial, contudo, na maioria das granjas, isso torna-se impossível, pois, para atender os requisitos acima mencionados e preconizados pela literatura sobre o tema, o conjunto de equipamentos a serem utilizados, para controle de temperatura, estariam alinhados aos critérios de climatização por refrigeração (ar condicionado). O custo de implantação de um sistema nesses moldes é, sem dúvida, inconcebível, porque desvinculada da realidade da maioria dos avicultores. A partir de certos critérios e imposições da Física, no entanto, podemos, através da movimentação constante e ortogonal das massas de ar (pressão), criar climas de conforto térmico, sentido principalmente pelo aparelho termoregulador do animal. UMIDADE AMBIENTE FA umidade ambiente relacionada com a temperatura é verificada através da respiração das aves e da forma física das suas fezes, segundo esquema abaixo: Tab 1 . Percentagem de umidade expirada e das fezes das aves Ainda salvaguardando os parâmetros da Física, o sistema proposto permitirá controlar, com relativa eficiência, as variações de umidades relativa e absoluta, no aviário. PRESSÃO Entre os limites máximos e mínimos de temperatura aceitáveis, a temperatura deve ser mantida o mais uniforme possível, pois a saúde e o desempenho do lote dependem, em grande parte, do controle da TEMPERATURA, VENTILAÇÃO (DISTRIBUIÇÃO DO AR) e PRESSÃO, no aviário. Na VENTURY & INSIGHT DO BRASIL, tratamos com bastante atenção o fator pressão de ar. Isto porque detectamos zonas de pressão neutra em quase 100 % das várias granjas aviárias que visitamos. Sendo o nosso intuito promover conforto térmico, através de trocas e movimentação das massas de ar, é imprescindível promover a pressurização plena do ambiente. Quando isto é alcançado, por atração molecular do ar, preenchemos todos os espaços com ar novo e mais frio do que aquele contido no aviário, facilitando, assim, a evaporação do calor latente gerado pelos animais e a conseqüente troca térmica a níveis de conforto. O uso adequado de ventiladores corretos , com um sistema de uso e distribuição específico, pode manter as aves mais confortáveis, principalmente nos meses mais quentes de verão. A manutenção e movimentação correta do ar poderá, com uma somatória de fatores, proporcionar uma aumento da densidade de aves / m2. O SISTEMA VENTURY proporciona esta medida de manejo, que, sem dúvida, pode reduzir os custos, para o avicultor empresário. A implantação do sistema permite observar dados que resultam em melhor desempenho zootécnico das aves, com possibilidades de comparar os parâmetros: l. CONSUMO DE ÁGUA 2. CONSUMO DE RAÇÃO 3. RITMO RESPIRATÓRIO 4. TEMPERATURA CORPORAL 5. PULSAÇÃO 6. NÍVEL DE CÁLCIO NO SANGUE (soro das aves monitorado) 7. PESO DAS AVES (uniformidade) 8. QUALIDADE DA CASCA DO OVO - ESPESSURA 9. QUALIDADE INTERNA DO OVO 10. FERTILIDADE E ECLODIBILIDADE / OVOS NO CHÃO (dependência quase que total da distiribuição homogênea das aves, durante todo o período do dia). 11. UMIDADE DE CAMA 12. UNIFORMIDADE DO LOTE ESTRUTURA. O termo ambiência sugere conforto térmico, sempre relacionado a conceitos de temperatura e bem-estar climático. Mas a questão é mais complexa, principalmente no caso de aves comerciais de postura. O primeiro erro que se comete com freqüência nessa área se refere à transferência, para as aves, das bases de cálculo normalmente aplicadas aos seres humanos, ignorando as diferenças físicas e metabólicas entre as duas espécies. O segundo erro, também comum é considerar a temperatura como o único fator responsável pelo conforto térmico, quando existem muitos outros, de igual e mesmo de maior importância. Um deles é a vazão de ar. Considerando um galpão com área de 1.500 m2 e pé direito de 5 m lineares até o inicio da flecha, contendo 7.500 aves (cinco aves por m2), esse galpão estaria solicitando uma vazão de ar total de 150 mil m3 por hora. Isso com base nos conceitos de renovação de ar com agregação estimada de energia térmica , resultando em uma taxa de 20 R/h. Com base na forma de quantificação exata de energia térmica contida no galpão e na quantidade de ar necessária para transportar a massa energética, a situação final seria a seguinte: Energia térmica por insolação 57.660,00 Kcal/h Energia térmica por transmissão 37.884,00 Kcal/h Energia térmica prod. Por insolação no telhado (ático) 48.692,00 Kcal/h Energia térmica dissipada pelas aves 82.237,50 Kcal/h Total 226.473,50 Kcal/h 898.704,37 Btu/h A vazão de ar necessária para transportar essa energia pode ser obtida através da seguinte fórmula: Cr/Cp x p x 60 (Ti - Te) = Q Onde: Cr = Calor removido em (Btu/h) Cp = Calor específico à pressão constante (0,24 Btu/lb x oF) P = Massa específica do ar nas condições padrão (70 oF) Ti - Te = Diferença de temperatura (oF) Q = Vazão de ar (pés3/min) Isso pode ser simplificado da seguinte maneira: Q = Cr/1,08 (Ti - Te) Portanto, nesse exemplo, a fórmula ficará da seguinte maneira: Q = 898.704,37 Btu/h/1,08 (39,20 oF) = 21.227,90 pés3/min Convertendo o valor para unidade métrica americana, o valor total passa para 36.087,43 m3/h, ou seja, 4,16 vezes menos que no exemplo por renovações completas de ar. Entretanto, em outros casos, devido a fontes de energia não consideradas nesse exemplo, os valores podem ir muito além dos indicados por renovação. Isso mostra que quantificar a vazão necessária de ar dentro de uma granja requer bastante precisão, pois cada caso exige tratamento especial, para que o investimento não acabe redundando em custo. Velocidade de deslocamento de ar. Esse é um aspecto muito importante, já que qualquer erro na composição das taxas ideais pode afetar o plantel. Uma velocidade muito baixa pode afetar a troca térmica do ambiente interno (ave), trazendo assim uma sensação de desconforto térmico à ave. Da mesma maneira, o inverso também traz desconforto ambiental, já que velocidades mais elevadas do ar podem afetar a ave nos limites do estresse ambiental. Somados a ambientes climáticos da granja (macroclima, microclima e ático), tornam o ambiente bastante delicado. A velocidade ideal para o animal é de aproximadamente 0,7 metro por segundo (m/s), medida que sobe para 1,5 a 2,3 m/s no macro ambiente. Já no ambiente ático, a velocidade de deslocamento do ar deve corresponder à convecção natural mais a vazão e velocidade artificial. Contudo, a pressão do ar inteiro talvez seja o ponto mais importante de todos, podendo determinar o êxito ou o fracasso da instalação. É comum confundir pressão com velocidade do ar, portanto é bom esclarecer que a pressão do ambiente está ligada à vazão de ar e não à velocidade. Não é difícil encontrar granjas com zonas de pressão insuficientes para movimentar as massas de ar seja por pressão positiva ou negativa. Uma das principais causas dessa deficiência é o mau dimensionamento e localização dos equipamentos de ventilação, além de ocorrerem, também, falhas de ângulos em relação ao ático, ao macro e ao microambiente. Os equipamentos de ventilação devem ser selecionados de acordo com as vazões necessárias a cada ambiente climático, com a velocidade e a pressão de ar desejada para determinado microambiente. Com relação à pureza do ar, o quarto item na lista de requisitos para proporcionar o conforto necessário às poedeiras, deve-se admitir que em um ambiente de confinamento de animais é impossível manter essa pureza dentro dos níveis de padrões mais rigorosos. Mas é preciso manter o ar com a maior pureza possível, levando em conta, também, os gazes emitidos pelos próprios animais. É evidente que o grau de pureza do ar também está relacionado com as pressões positivas constantes que, pelo processo de arraste, fazem o transporte das partículas de poluentes e também a renovação de ar pelo processo diferencial de pressão (positiva e negativa). De fato, é bastante conhecida a influência da pressão negativa sobre a pressão positiva. A primeira sempre exerce atração sobre a segunda e, com isso, atrai as partículas de poluentes contidas no ar. Já sobre a umidade relativa e absoluta existe uma grande confusão, pois toda a preocupação se baseia na taxa relativa de umidade do ar, considerando-se, também, a umidade absoluta. Ou seja, a quantidade real de água contida no ar. Como o assunto é de difícil compreensão, melhor será falar um pouco sobre psicrometria. Por exemplo, umidade absoluta é a quantidade de vapor d'água contida em 1 Kg de ar seco quanto a pressão parcial do vapor d'água no ar, a uma determinada temperatura, eqüivaler à pressão do vapor d'água no ponto de saturação, à mesma temperatura. É o que definimos como ar saturado ou umidade de saturação. Quanto à umidade relativa, como o próprio nome sugere, é uma relação entre duas temperaturas: a temperatura de bulbo seco e a temperatura de bulbo úmido. Devemos salientar ainda que se pode acrescentar água ou vapor d'água a uma mesma temperatura, aumentando dessa maneira a umidade relativa e conseqüentemente a umidade absoluta, via aspersores. Com isso, ainda que mantendo a mesma temperatura seca, o corpo passa a sentir a mesma temperatura de bulbo úmido, tendo dessa maneira a sensação de conforto térmico (adiabático evaporativo). Mesmo no acionamento dos aspersores, quando o termômetro registra uma temperatura menor, essa temperatura deve ser considerada como TBU (temperatura de bulbo úmido) porque, nesse momento, o ar estará sendo saturado por vapores d'água. É preciso lembrar ainda que a umidade do ar, quando associada à temperatura, tem efeitos consideráveis sobre o desempenho das aves, o que é constatado através do exame das fezes e do estado do seu aparelho respiratório. A seguir vem a pressão atmosférica local, que exerce grande influência no sistema metabólico dos animais. Em um exemplo simplificado, podemos comparar a influência da pressão atmosférica em regiões com nível do mar na base de 760 mmHg e outras de altitude maiores, também em relação ao nível do mar. Em resumo, os limites P1 possuem peso de coluna atmosférica menor que Pxb1 até P2. Isso significa que os animais P1 necessitam de menores esforços que os incluídos nas demais colunas. Quando as diferenças somarem pesos de coluna muito diversos das condições adaptativas dos animais aí expostos, as interferências atingirão índices desconhecidos na capacidade de metabolismo de oxidação. LINHA DE LIMITE ATMOSFÉRICO Mas existem também os ventos predominantes em uma determinada região, essenciais para o conforto térmico. Quando em abundância e bem aproveitados, esses deslocamentos de ar podem reduzir sensivelmente os custos de implantação do sistema de climatização como um todo. Todavia, muitas vezes as granjas não aproveitam todo o potencial dessa energia renovável, sendo essencial tomar providências nesse sentido para reduzir as despesas. Como se viu até agora, todos os itens relatados têm sua importância no conjunto. Caso mais acentuado quando se trata da orientação solar, pois a posição do galpão relativamente ao sol é algo de fundamental importância. Adotando os procedimentos corretos, é possível reduzir bastante a insolação e, com isso, o aquecimento do ambiente interno. Nesse aspecto, é fundamental que, ainda na fase de construção do galpão, se tenha idéia da incidência dos raios solares nesse ambiente. Pois é a partir desse conhecimento que se pode construir anteparos com largura suficiente para produzir o sombreamento longitudinal e transversal. Para conhecer esses ângulos é preciso, antes de tudo, saber qual é o Norte verdadeiro e traçar o caminho do Sol, conforme mostra a figura 2. Nessa ilustração são utilizadas algumas setas que demonstram a capacidade calorígena e o ângulo de incidência sobre o galpão. As alterações na configuração das incidências ficam por conta das várias orientações solares a que o galpão passa estar exposto. Imaginemos agora, um tipo de terreno suave, com umidade no subsolo. Como se sabe, as aves podem produzir energias térmicas compensatórias, entre elas o calor sensível e o calor latente. De uma forma simplificada, diga-se que o primeiro é o calor seco e o segundo, o calor úmido. Por interferência do subsolo é possível, então, estabelecer na granja, condições de umidade mais elevadas do que o ambiente externo. Além disso, através da movimentação controlada dos deslocamentos das massas de ar, pode-se aumentar a velocidade de evaporação das gotículas de água. Isso resulta em sensações térmicas agradáveis bastante parecidas quando em condições de muito calor, molhamos a mão e a movimentamos rapidamente no ar. Esse conforto é obtido porque a sensação é de temperatura úmida, ou seja, temperatura de bulbo úmido (TBU). O próximo passo em direção ao estabelecimento de um ambiente de criação mais apropriado, é o dimensionamento de um lanternim, dispositivo de ventilação por pressão negativa (diferencial de pressão). Existem várias formas para fazer esse dimensionamento, mas muitas delas não conduzem aos resultados desejados porque diversas variantes que deveriam ser consideradas acabam sendo negligenciadas. Entretanto, há uma fórmula da Cetesb (1998) para dimensionamento da velocidade do ar através da abertura (roof ventilator) onde considero muito eficaz e é mostrado a seguir: V = 20 (hC1/A) 1/3 Onde: V = Velocidade através da abertura (pés3/h) h = Alt. Efetiva do ar aquecido dentro da granja (pés) C1 = Quant. De calor lançado no interior (BTU/min) A = Área da abertura (pés2) Na fórmula não se leva em consideração a velocidade do vento. Entretanto, no caso de essa velocidade ser significativa, pode-se utilizar a seguinte equação: Q=A{[36h (Ti - Te)/6 + v] + 20v} Onde: Q = Vazão de ar exaurido (pés3/hora) A = Área da abertura (pés2) h = Altura da coluna de ar compreendida entre a abertura (A) e abertura da entrada de ar no recinto (pés) v = Velocidade do vento (milhas/hora) Ti = Temperatura de ar interior (oF) Te = Temperatura do ar exterior (oF) Com isso sugiro que, para efeito de cálculo rápido, se considere área da abertura para saída do ar quente em um décimo (1/10) da área de piso do galpão. No entanto, se os cálculos de velocidade propostos determinarem velocidade abaixo de 0,5 m/s, é melhor desconsiderar esse fator e reconsiderar as temperaturas e alturas. Lembro ainda que o lanternim deve ser construído de forma a possibilitar seu total fechamento, quando da ocorrência de baixas temperaturas externas. As perdas de carga em mmca (milímetros de coluna d'água) também devem ser consideradas, pois a utilização de ninhos contribui para reduzir as pressões internas da granja a níveis abaixo do que seria desejável. Isso acontece porque os ninhos constituem um obstáculo para a passagem do ar que é lançado no ambiente interno. Dessa maneira pode ocorrer uma diminuição significativa da quantidade de ar de pressirização, fazendo com que o galpão se torne um alvo de pressões externas que estão em condição de pressão positiva por arraste de força de torque do vento. Com isso a pressão interna poderá se tornar negativa, atraindo a pressão positiva externa, que Terão as massas de energia térmica externas, derivadas do reflexo de insolação no solo e outros fatores. A radiação eletromagnética visível (luz) exerce efeito inibitório sobre a síntese de melatonina. Assim, a produção desse hormônio durante o dia, na predominância da claridade, é sempre baixa, ocorrendo o inverso durante a noite, quando vem a baixa luminosidade. Todavia, não se pode relacionar tal reação a fenômenos como o sono, mas sim à luminosidade insuficiente. Estudos mostram que a presença de melatonina exerce proteção contra lesões oxidativas, porque o hormônio é lançado na corrente sangüínea, difundindo-se dessa forma para todos os fluidos do corpo. Fenômeno que é mostrado na Figura 3. Alguns programas de luminosidade apresentam resultados favoráveis no desempenho de poedeiras e mesmo de frangos de corte. A quantidade de luz, é muito importante para o desempenho das poedeiras, campo em que as lâmpadas fluorescentes têm revelado resultados muito melhores que as incandescentes. As primeiras proporcionam luminosidade superior e consomem menos energia elétrica. Quanto a equipamentos de ventilação, é muito comum a utilização de máquinas do tipo axial, sendo mais freqüente ainda a instalação desses equipamentos sem a observância de conceitos técnicos básicos. Isso em geral acontece, porque os custos iniciais de instalação de tais equipamentos são ilusoriamente baixos, o que muitas vezes não se confirma depois de algum tempo. Além desse fator, não é incomum atingir menos de 20% da eficácia requerida, basicamente por desconhecimento sobre pressurização plena dentro do galpão. Instalar dispositivos em túnel para fazer um equipamento auxiliar o outro é um equívoco. Em geral, o equipamento que vem logo em seguida exerce força contrária ao anterior, por causa da perda de carga de entrada. Outro equívoco refere-se ao ambiente que se pretende atingir. É evidente que se deseja o conforto térmico para o criatório, mas para tanto ´r preciso alcançar pressões razoáveis nos equipamentos de ventilação, que esse tipo de maquinaria não possui. O melhor seria contar com equipamentos do tipo centrífugo ou mesmo air foil. Só que os custos são proibitivos. Para solucionar o problema, podem ser utilizados os equipamentos atuais, desde que melhor dispostos, como em linha diagonal, com aproveitamento do potencial da hipotenusa resultante da abertura do leque mais renovações do ar externo, como se mostra no fluxograma orientativo das pressões adequadas. Para determinar o equipamento a ser instalado em uma edificação de criação de animais, como já foi dito anteriormente, é necessário que saibamos todos os detalhes de utilização dessa edificação, bem como os resultados finais almejados. Outro fator, igualmente importante é o conhecimento do equipamento que iremos utilizar para o propósito de manter-mos os níveis térmicos dentro dos requisitos básicos dos animais ali alojados. Para especificar um equipamento de ventilação será necessário que tenhamos pleno conhecimento de alguns fatores, tais como: 1. Vazão de ar, em m3/s (Q) 2. Pressão estática no ponto de operação em mmca (Pe) 3. Pressão dinâmica no ponto de operação em mmca (Pd) 4. Potência consumida (CV) 5. Rotação do ventilador (rpm) Esses dados poderão ser obtidos nas curvas características de desempenho dos equipamentos, geralmente oferecidas pelos fabricantes dos ventiladores. Para se calcular a pressão dinâmica (Pd) pode ser calculada pela seguinte fórmula: Pd = 8 . Q2 . d / g . D4 . p2 Onde: Q = Vazão de ar em m3/s d = Peso específico do ar ao nível do mar, 1,23 Kg/m3 D = Dinâmica do ventilador em m g = Aceleração da gravidade em m/s Outro fator que devemos considerar na especificação do equipamento, trata-se do rendimento (h ), que podemos faze-lo, utilizando a seguinte fórmula: h = Q . Pt / 75 . N Ambiência por condição eólica Energia eólica, é a energia produzida pelos ventos, onde podemos transformar essa fonte de energia renovável em energia mecânica, térmica, etc.. Dentro de nosso campo de atuação, podemos sim utiliza-la de forma com que desde que desenhar-mos o nosso galpão na favorabilidade dos ventos predominantes, essa energia quando entra em nosso galpão, possa auxiliar no transporte da energia térmica contida dentro da edificação para o exterior. Com isso, podemos diminuir muito a capacidade final de nossos equipamentos de ventilação, bem como, aumentar o rendimento do lanternim, dispositivo muito utilizado em granjas em todo o país. Para aumentar a capacidade da energia dos ventos, podemos utilizar equipamentos eólicos dinâmicos que aumentam a velocidade de deslocamento da energia térmica por convecção. Quando projetamos o galpão e realizamos os estudos de carga térmica interna, devemos considerar o excesso de calor que esta contida sob o telhado da edificação. Essa energia, geralmente é de grande potência térmica e se não tiver-mos sucesso na retirada dessa energia, poderá sem dúvida determinar o fracasso da instalação. Por esse motivo, que utilizamos os lanternim, mas na maioria das vezes são insuficientes. Desta forma, demonstrarei algumas formulas, as quais determinam o perfeito dimensionamentos dos dispositivos eólicos dinâmicos. Condições físicas da insolação Podemos considerar que insolação é energia solar, onde se concentra na faixa visível da luz e na região infra-vermelha do espectro da radiação. De acordo com vários cálculos e experimentações, considera-se a intensidade de radiação nas superiores camadas da atmosfera é de aproximadamente 1,362 Kw/m2, incidente sobre uma superfície normal à direção dos raios solares. Devido à essa excessiva energia proveniente do sol, temos que, em nosso estudo considerar alguns fatores, tais como: Elevação do sol (a) Azimute solar (AZ) Onde: a = Ângulo que o raio direto do sol faz com o horizonte em um determinado local da superfície da terra. AZ = Ângulo que a componente horizontal dos raios solares, faz com a linha Norte-Sul verdadeiro, passando pelo local. É o mesmo ângulo que a sombra de uma haste vertical faz com a linha Norte-Sul. Ao meio-dia o azimute solar é nulo ou 180º . H = COMPONENTE HORIZONTAL V = COMPONENTE VERTICAL Az = AZIMUTE SOLAR @ = ELEVAÇÃO SOLAR Critério geral Vv = Velocidade do vento (m/s) Vt = Velocidade tangencial (m/s) g = Eficiência de giro Vt = g Vv Onde: g vai de 0,24 a 0,70 Número de rpm (c) O valor de g fixar em h . Sugestões de fórmulas básicas: A) Em princípio pode se estimar que o volume de ar poderá ser extraído de acordo com três componentes: A1 - QT = Volume convectivo, em função do Dt , H e a área do exaustor A2 - QS = Volume devido a sobrepressão do vento, em função da área do exaustor onde deverão ser considerados a direção e a velocidade do vento A3 - QA = Vazão de ar devido ao número de giros do equipamento. Onde se associa a uma sessão de exaustão pelo giro. Com isso, podemos utilizar as seguintes fórmulas: QT = A . 479 . Dt . H QS = A . Vv . 810* QA = D2 (94 Vv - 189) Q = QT+QS+QA (M3/h) Atenção: A(m2) / Dt (oC) / H (m) / Vv (Km/h) / D (m)* = Corresponde ao fator de redução de 0,81. Tabelas americanas consideram o fator de 0,35. Com isso, podemos sem perigo de erros, descartar os métodos tradicionais de selecionamento e dimencionamento desses equipamentos para promover conforto térmico em um ambiente com alta pressão por aumento de temperatura. O método tradicional de selecionamento, leva em consideração uma faixa constante de performance de cada equipamento dentro dos parâmetros de área de sucção e o diâmetro resultante da união das aletas dinâmicas de pressão negativa. Podemos considerar como exemplo, um exaustor eólico com diâmetro de 24" (sucção), onde se considera que a capacidade de exaustão será na faixa de 4.000m3/h por equipamento. Desta forma, então cubica-se o ambiente e divide-se pela vazão de ar de um equipamento, chegando assim em um número total de equipamentos que devemos instalar. Como já foi visto anteriormente, um sistema onde se propõe retirar calor por diferencial de pressão, não pode apenas levar em consideração a sua eficiência, pois tem aspéctos como perda de carga, pressão dos ventos, etc., os quais alteram de forma bastante considerável a performance final. Na ilustração abaixo, considerando-a como um exemplo, temos um galpão com área de 10 m2 e pé direito médio de 4,00 mts., considerando uma taxa de renovação de ar por hora de 10 R/h a vazão de ar necessária para retirar a energia térmica interna, seria de 4.000 m3/h. (2 x 5 x 4 x 10 = 4000). Desta forma, um equipamento eólico de 24" de diâmetro de sucção, seria suficiente para essa tarefa, mas não podemos desconsiderar as perdas de carga internas, provocadas por móveis e outros utensílios que geralmente temos em um ambiente, mais ainda em um ambiente de criação de animais. Essas obstruções, agem diretamente a vazão de ar final, pois não teríamos uma renovação completa dentro dos parâmetros pré estabelecidos em nosso projeto. Outro fator que não podemos desconsiderar, leva em conta a direção do vento predominante, pois caso isso seja ao contrário de nossas entradas de ar, sem dúvida a perda de carga por estática e dinâmica aumentará muito, comprometendo assim a performance final de nosso equipamento. Em fim, não podemos desconsiderar esses equipamentos como auxiliadores de nosso projeto, mas sem dúvida, devem ser selecionados de forma que possam ser úteis e não mais uma parafernália, em alguns casos, os cálculos podem demonstrar que não podemos utilizar esse sistema, e desta forma alterar o nosso projeto. Rede de dutos cálculos rápidos Cálculo de carga térmica versão verão Diferença de temperatura em paredes latitude sul Referências Bibliográficas: Rossi PR, Revista Aves & Ovos edição JUNHO' 97 ANO XIII No 8 ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE AVECULTURA (APA). Rossi PR, Simpósio Internacional Sobre Ambiência e Sistemas de Produção Avícola de 28 e 29 de outubro de 1998 Concórdia, SC - Embrapa.


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