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Sábado, 28/11/2020
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CIÊNCIA & TECNOLOGIA - Trabalhos Técnicos

Saúde Avicola

Micoplasmose Aviária: Ainda um risco a produção avícola

Fóscolo, Cid B. A micoplasmose aviária foi relatada pela primeira vez no Brasil em casos de aerossaculite em galinhas, mas sua distribuição é mundial. A micoplasmose ocorre primariamente em galinhas e perus, mas também tem sido relatado em muitas espécies de aves silvestres, que se tornam importante como vetores (faisão, codorna, pato, pomba, etc). Todas as idades são suscetíveis e geralmente a doença é mais severa no inverno. Economicamente, os prejuízos causados pela infecção por Mycoplasma gallisepticum, em granjas comerciais estão relacionados com menor eficiência alimentar, aumento da refugagem, efeito potencializador de outras infecções secundárias, aumento da mortalidade, condenação de carcaças aumento de gastos com antibióticos, problemas respiratórios e ainda a redução nas taxas de postura e eclosão na ordem de 10 a 20% em aves matrizes e poedeiras. Os micoplasmas são considerados os menores microrganismos capazes de auto-replicação e muito frágeis, vivendo fora do hospedeiro apenas um a três dias. A maioria dos desinfetantes químicos comumente empregados é efetiva contra a micoplasmose. O organismo permanece viável em excrementos de galinha (cama) por 1 a 3 dias a 20ºC e em gema de ovo por 18 semanas a 37ºC. Após penetração do microorganismo, eles aderem ás superfícies da traquéia e dos sacos aéreos , ocorrendo a colonização. Ocorre irritação local, reação inflamatória e produção de muco. O Mycoplasma pode infectar os sacos aéreos e o aparelho reprodutor acarretando em inflamações crônicas e queda na produção de ovos. O período de incubação é de 6 a 21 dias, lembrando que ocorre incubação durante o período embrionário (in ovo). Tipos de transmissão que ocorrem: Vertical (transovariana à progênie): geralmente é aceito que o mecanismo da transmissão do Mg através do ovo é feita pelo contato direto do saco aéreo abdominal infectado com o ovário. A transmissão através do ovo é mais freqüente durante o período de infecção ativa do saco aéreo. Horizontal (secreções, aerossóis, água, ração, animais silvestresàAves.Esse modo consiste na transmissão direta (contato ave-ave) e indireta. O contato ave-ave só ocorre quando misturamos lotes de diferentes idades no mesmo sítio ou misturamos pintos de diferentes origens. A transmissão indireta inclui equipamentos contaminados, roupas e pessoas; vetores mecânicos como aves silvestres e roedores; e também poeira, penas e cama contaminada transportada pelo ar. Sinais clínicos podem se apresentar como: Estertores traqueais (ronqueira), descarga nasal, redução no consumo de ração, com diminuição do peso, diminuição na produção de ovos e diminuição a eclosão em matrizes e poedeiras. Frangos de corte podem apresentar: Diminuição do consumo de ração, aumento do índice de conversão alimentar e problemas respiratórios. Porém muitas vezes é difícil perceber a campo todos os sinais e concluir a causa dos transtornos, sendo indicado realizar exames como a sorologia (Soroaglutinação, ELISA ou HI) para esclarecimento e conclusão do diagnóstico. Lesões observadas na Necropsia são: Exsudato catarral em passagens nasais, traquéia, brônquios e sacos aéreos e sinus, sinusite, sacos aéreos com exsudato caseoso, pneumonia, salpingite. Em casos crônicos: perihepatite fibrinosa ou fibrinopurulenta, pericardite, aerossaculite maciça. Para um Bom Diagnóstico devemos considerar o Histórico da granja (diminuição do consumo de alimento, baixo ganho de peso ou queda na produção de ovos, lesões macroscópicas são sugestivas) juntamente com exames sorológicos para conseguir fechar o diagnóstico. O material de envio ao laboratório é soro sangüíneo. Os métodos mais utilizados:são a soroaglutinação rápida (SAR) e o ELISA. A SAR é mais utilizada como teste de triagem, portanto com alta sensibilidade , podendo acarretar em resultados falso-positivos. No TECSA os resultados positivos no teste de SAR são imediatamente confirmados utilizando-se o teste ELISA, que é altamente sensível e específico. Em casos ainda de dúvidas , temos ainda o teste HI. O Diagnóstico Laboratorial é fundamental pois outras doenças podem ser confundidas como:Bronquite Infecciosa, Síndrome da cabeça inchada, Doença de NewCastle, Coriza Infecciosa, Cólera Aviária, Aspergilose, etc. PREVENÇÃO A seleção de bons fornecedores, a checagem rotineira do material genético recebido aliado a Higiene e desinfecção cuidadosa num sistema de "all-in/all-out" com distanciamento adequado dos lotes nos permite minimizar o risco de surtos de Mycoplasma na atividade avícola.


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