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Quinta-feira, 28/05/2020
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CIÊNCIA & TECNOLOGIA - Trabalhos Técnicos

Saúde Avicola

Doença de Gumboro - Um Problema Antigo com Soluções Conhecidas

Moraes, de Souza, Luiz H. UFRGS/CDPA - Revista Sanidade Avícola Nos últimos anos, o vírus da doença de Gumboro (DG) tem tirado o sono de quem trabalha na avicultura. Há mais ou menos 20 anos, quando já se utilizava a vacinação como um processo constate de prevenção, os problemas que surgiam eram atribuídos a cepas variantes, que não eram cobertas pelas vacinas. Para tentar elucidar esses problemas, os pesquisadores do CDPA fizeram um trabalho com pintinhos de um dia, de quatro diferentes procedências e chegaram à conclusão de que as matrizes com esquemas de vacinação mais fechado, passavam anticorpos à progênie, protegendo-a até aos 21 dias, quando desafiadas com a amostra clássica do vírus da DG. Outro trabalho no mesmo sentido, mostrou que as amostras de campo examinadas e as amostras vacinais utilizadas naquele momento, tinham as mesmas características imunogênicas e antigênicas. Os dois trabalhos chegaram às mesmas conclusões, isto é, os problemas que acontecem com a doença de Gumboro se devem muito mais a erros nos programas de vacinação, má utilização das vacinas, conservação inadequada com diminuição do seu título, outras doenças intercorrentes, principalmente a aflatoxicose, e um desleixo muito grande com a biossegurança, do que ao aparecimento de cepas variantes do vírus. Hoje, nos defrontamos novamente com problemas com o vírus da DG. Amostras G11, G15, G16 e outras ainda não determinadas, que estão amedrontando os veterinários e produtores da área avícola. A identificação da amostra G11 como sendo, ainda, uma amostra clássica do vírus, nos faz concluir que as vacinas existentes no mercado, também produzidas com amostras clássicas do vírus da DG, são imunogênicas e antigênicamentes iguais às amostras de campo. Isto nos dá a certeza de que, se fizermos um bom programa de vacinação, poderemos diminuir em muito os nossos problemas e apreensões. No último encontro de Qualidade Industrial ASGAV e Ministério da Agricultura, apresentamos dados mostrando o custo da vacinação (1 dose) em frangos de corte, durante um ano. Em novembro de 1999, era de R$ 583.200,00 e nas reprodutoras em torno de R$ 625.000,00. Estes gastos, pelo que se sabe, não têm solucionado o problema. O que nos falta para resolvermos a questão? dinheiro? mas e os quase R$ 2 milhões gastos em apenas um ano? se a avicultura (gaúcha), investir em torno de 20% do que foi gasto no ano passado com vacinação, em projetos de pesquisa específicos, com as nossas amostras e as nossas vacinas, saberemos quantas doses, e quando utilizá-las. Em pouco mais de 6 meses, estaríamos com dados concretos para trabalharmos com mais segurança, evitando dispersar os recursos escassos da avicultura nesta crise atual.


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